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junho 13, 2006
Mais umas mini férias em prol da luta dos docentes
Esta será mais uma contribuição para a generalização da má impressão causada junto da opinião pública, por parte das Organizações Sindicais dos Docentes com objectivo de conseguirem uma maior adesão dos professores, tendo em vista a contestação das últimas medidas anunciadas pela titular da pasta. Interrogo-me se os responsáveis por estas estruturas sindicais não frequentam lugares públicos e não recolhem as reacções do público face a este tipo de atitudes que apenas servem para desacreditar esta classe profissional representada por dirigentes que misturam objectivos políticos com questões laborais.
Publicado por rajodoas às junho 13, 2006 11:21 AM
Comentários
Eles recolhem tanto as opiniões do público, como se interessam se os sindicalizados têm pão na mesa para dar aos filhos!
Publicado por: cumixoso às junho 13, 2006 11:40 AM
por isso é que nunca fui sindicalizado... nunca me revi nessa classe que tão pouca força imprime aos representados.
Publicado por: hammer às junho 13, 2006 11:56 AM
Oh, Raul....
Estou triste, muito triste hoje!
A dor não me permite "ver" o teu texto....
Desculpa!
Beijo terno!
BShell
Publicado por: blueshell às junho 13, 2006 12:00 PM
Eu sou sindicalizado, porque sou "obrigado". Para ter um sub-sistema de saúde melhor (que hoje em dia qualquer empresa assina um convenio com a entidade que era só "nossa" e quando eu necessito de ir a uma consulta não há vagas. Depois assisto á entrega de cartões no dia da criança, com perguntas "feitas" pelos miudos, do genero, "porque não sais a horas?" "porque chegas tao tarde e não ganhas mais por isso?" - Sabes, filho, é que amanha, por causa dos gajos do sindicado, posso não ter trabalho, mas assim posso ficar sempre contigo...
Publicado por: cumixoso às junho 13, 2006 12:47 PM
É um mal de que já tenho falado porque infelizmente não é apenas (antes fosse!) o sindicato dos professores que vive nas nuvens. Os dirigentes sindicais depois de eleitos nunca mais pôem os pés nos locais de trabalho!!! Na minha opinião devia ser obrigatório um roullement: um ou dois anos no sindicato e outro tanto de volta ao local de trabalho. O mundo real faz muita falta!
Publicado por: Emiéle às junho 13, 2006 03:06 PM
Vai acontecer ao Sindicato dos Professores, o Fenprof, o mesmo que aconteceu ao Sindicato dos Metalúrgicos. Alguém sabe onde para?
Os abusos e a falta de respeito pelo contribuinte têm limites e os comunas, por vezes forçam demais os limites, não têm a noção do razoável.
Publicado por: canzoada às junho 13, 2006 09:03 PM
Dizem-se educadores.
A instrução dos nossos filhos, está entregue a Calimeros.
Tenho vergonha de um Pais onde os Professores fazem greve entre feriados.
Tenho vergonha de um Pais que tem "instrutores / educadores" que não sabem ensinar um aluno do 10 ano, a saber interpretar um texto. Sei do que falo e a desgraça é geral.
Tenho vergonha de um Pais onde uma greve, de professores, obriga-nos a deixar os nossos filhos, todo o dia sós em casa, enquanto os grevistas disfrutam um semana extra de férias com os seus.
Tenho vergonha desta gente que se intitula de "professores".
Tenho orgulho, porque finalmente, este Pais tem uma MINISTRA da EDUCAÇÂO, que sabe o que quer, e quer por ordem nisto. Sim pôr ordem na desordem que é o ensino, refém que está da FRENPROF, não quero que os meus filhos continuem reféns da agenda politico/mediática do PC.
Que nos vale é S. Pedro, que vai molhar as mini-férias algarvias de muita gente.
Viva o S. Pedro.
Publicado por: Carlos Alberto às junho 13, 2006 09:37 PM
Também reagi mal a esta greve entre feriados que não contribui nada para a boa imagem dos professores.
Recebi um email de que retiro uma pequena parte:
" É uma profissão que há muito deixou de ser acarinhada ou considerada, humana e socialmente. Pelo contrário, todos os dias somos agredidos – na nossa dignidade ou fisicamente (e as cordas vocais não são um apêndice despiciendo…) , enxovalhados na praça pública, atacados e desvalorizados, na nossa pessoa e no nosso trabalho, em todas as frentes, nomeadamente pelo "patrão" que, passe a metáfora económica tão ao gosto dos tempos que correm…, ao espezinhar sistematicamente os seus "empregados" perante o "cliente", mais não faz do que inviabilizar a "venda do produto".
É uma profissão em que se tem de estar permanentemente a 100%, que não se compadece com noites mal dormidas, indisposições várias (físicas e psíquicas) ou problemas pessoais …
É uma profissão em que, de 45 em 45, ou de 90 em 90 minutos, se tem de repetir o processo, exigente e desgastante, quer de chegar a horas, quer de "conquistar" , várias vezes ao longo de um mesmo dia de trabalho, um novo grupo de 20 a 30 alunos (e todos ao mesmo tempo, não se confunda uma aula com uma consulta individual ou a gestão familiar de 1, 2, até 6 filhos...)
É uma profissão em que é preciso ter sempre a energia suficiente (às vezes sobre-humana) para, em cada turma, manter a disciplina e o interesse, gerir conflitos, cumprir programas, zelar para que haja material de trabalho, atenção, concentração, motivação e produção. (Batemos aos pontos as competências exigidas a qualquer dos nossos milionários bancários, dos inefáveis empresários, dos intocáveis ministros! Ao contrário deles, e como se não bastasse tudo o que nos é exigido (da discrepância salarial e demais benesses não preciso nem falar) …
Ainda somos avaliados, não pelo nosso próprio desempenho, mas pelos sucessos e insucessos, os apetites e os caprichos dos nossos alunos e respectivas famílias, mais a conjuntura política, económica e social do nosso país! "
Publicado por: lazuli às junho 14, 2006 02:33 AM
Raul, um beijinho.
ainda bem que foste lá..
Publicado por: lazuli às junho 14, 2006 02:35 AM
Dizem-se educadores
Durante 30 anos, nunca nenhum ministro da educação serviu aos sindicatos de professores, da CGTP-IN.
Em 30 anos sem o minimo de educação, vimos "sindicalistas" fazerem juizos de valor e apreciações sobres Governos, Ministros, Politicas Educativas, etc.
Sempre se discutiu (quase) tudo no sistema de ensino. No dia em que se discute que os professores também, têm a sua cota de responsabilidade, no estado a que chegou o ensino, reagem como se fossem uma CASTA DE INTOCÁVEIS. Uma espécie de vacas sagradas do sistema.
O Calimero, não faria melhor.
Publicado por: Carlos Alberto às junho 14, 2006 10:54 AM
notável a forma como atacam os sindicatos!
denota o atraso que se vive no rectângulo!
não compreendem que as greves se fazem para ter impacto, para "incomodar" ?
não é por acaso que na finlândia 80% dos trabalhadores são sindicalizados, que os dias de greve são pagos, que as greves não duram um só dia...
por aqui, continua, há boa maneira fascista, a confundir-se sindicatos e grevistas com "comunas"...
e aplica-se o mesmo chavão a qualquer classe profissional que queira fazer os seus direitos...
Publicado por: lukki às junho 14, 2006 11:25 AM
"É notável a forma como se atacam sindicatos" a que acrescento, que não vêm mais do que o seu próprio interesse actuando em manifesto prejuizo da classe que representam. De resto e tenho alguns familiares e amigos que pertencem à classe e face à actuação dos dirigentes sindicais, já deixaram de ser sindicalizados e não pactuam com este tipo de manifestações que só têm servido para os
desacreditar. Mas se isso se enquadra nos procedimentos fascistas, então somos sem dúvida uma grande percentagem.
Publicado por: congeminações às junho 14, 2006 12:00 PM
congeminações:
quem elege os sindicalistas são os trabalhadores!
se os trabalhaores, por ignorancia ou comodismo nao
escolhem melhor os seus representantes...
Publicado por: lukki às junho 14, 2006 06:29 PM
lukki, na ultima revisão salarial da minha "classe profissional" recebi um email do colega sindicalista a questionar "quem mandatou a direcção para aceitar 2,5%?", e eu tive vontade de lhe perguntar a ele quem os tinha mandatado para negociar 5%? Todos podemos eleger os nossos "representantes sindicais" mas depois nos pergunta se concordamos com as suas decisoes.
Publicado por: cumixoso às junho 14, 2006 08:28 PM
lukki são efectivamente os professores que elegem os seus representantes sindicais. Mas já agora pergunto. Será que eles efectivamente representam os docentes ou a força sindical ao serviço de quem estão.
Publicado por: congeminações às junho 14, 2006 09:51 PM