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abril 17, 2006

Um atentado suicida palestino matou ao menos nove pessoas e feriu cerca de 50 nesta segunda-feira na cidade israelita de Tel Aviv.

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Um atentado suicida palestino matou ao menos nove pessoas e feriu cerca de 50 nesta segunda-feira na cidade israelita de Tel Aviv.

A bomba foi detonada em frente a uma banca de comida nas proximidades de um ponto de ônibus no bairro de Neve Shaanan.

O grupo palestino Jihad Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas o governo de Israel afirma que a Autoridade Palestina, liderada pelo Hamas, é responsável.

O atentado foi o primeiro em Israel desde que o grupo radical islâmico Hamas assumiu o governo palestino, no mês passado. O Hamas afirmou que o ataque foi um ato de legítima defesa.

Reação

O ataque ocorreu pouco depois do novo Parlamento de Israel ter tomado posse.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que não pertence ao Hamas, condenou o atentado, dizendo que ele é contrário aos interesses palestinos.

O governo dos Estados Unidos afirmou que a explosão "é um ato de terrorismo desprezível e sem justificativa".

O primeiro-ministro em exercício de Israel, Ehud Olmert, disse que Israel responderá “da maneira apropriada” e “agirá com todos os meios a sua disposição” para prevenir novos ataques.

A polícia israelense afirmou que três palestinos que poderiam estar envolvidos no ataque foram presos nos arredores de Tel Aviv.

O Hamas, que vem mantendo uma trégua com Israel há mais de um ano, disse que o ataque foi um ato de “autodefesa”.

Explosão em janeiro

A explosão desta segunda-feira ocorreu em meio às comemorações da Páscoa judaica em Israel. No momento do atentado, no horário do almoço, a banca de comida estava cheia.

Uma bomba havia explodido nas proximidades da mesma banca de comida em janeiro, ferindo 15 pessoas.

Os destroços da explosão desta segunda-feira foram arremessados a 25 metros de distância.

Segundo a TV israelense, 15 dos feridos estão em estado grave.

Uma testemunha, Moussa al Zidat, disse que um segurança na frente da banca de comida pediu ao suposto suicida que abrisse sua bolsa.

“Eu vi um homem começando a abrir sua bolsa. Quando o guarda começou a abrir a bolsa, eu ouvi a explosão”, disse.

Outra testemunha, Sonya Levy de 62 anos, disse que estava pronta a entrar em seu carro quando a bomba explodiu a 50 metros de distância. “Um pedaço de carne humana caiu sobre meu carro e eu comecei a gritar”, contou.

O grupo militante Jihad Islâmico divulgou um vídeo da cidade de Jenin, na Cisjordânia, que identifica o homem-bomba como Sami Hamid.

Antes disso, um membro do grupo Brigadas dos Mártires de Al Aqsa disse à agência Reuters que o ataque foi uma vingança contra “os massacres de Israel” na Faixa de Gaza.

da BBC Brasil

Também me parece que actos nestes não favorecem as negociações

Publicado por rajodoas às abril 17, 2006 07:20 PM

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