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abril 19, 2006
A culpa não pode morrer solteira, mas tudo indica que assim vai acontecer
Começou o julgamento dos seis arguidos indiciados no processo movimento pelos familiares das 59 vítimas que pereceram na queda da ponte de Entre-os Rios. Curiosamente um dos arguidos acusou como responsável pela queda da ponte o engenheiro coordenador da JAE que já faleceu e obviamente não se pode defender da acusação. Até acredito que possa existir responsabilidade política neste grave acidente e que o respectivo responsável também deveria ter sido constituído arguido, pois como se sabe muitas das vezes os técnicos responsáveis por determinados serviços chamam a atenção para riscos que possam ocorrer em certas áreas e a tutela responsável pelo accionamento dos mecanismos para superação das deficiências, não age.
De resto logo após este grave acidente, foi mandato fazer um levantamento do estado das diversas pontes centenárias existentes no País, foram detectadas graves deficiências em muitas delas e continuam embora os responsáveis alertados para o risco a serem utilizadas pelo tráfego automóvel. O que não será de estranhar que amanhã se volte a registar um acidente idêntico ou de mais graves consequências, pelo facto de não terem
sido tomadas medidas para o evitar. Pessoalmente não tenho dúvidas que neste acidente a culpa voltará a morrer solteira, ou quanto muito, os arguidos acabarão por ser condenados com pena suspensa atendendo a que não tiveram a intenção de que algum acidente acontecesse.
Publicado por rajodoas às abril 19, 2006 08:45 PM