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março 22, 2006

A instabilidade na Guiné, traduz mais uma argolada de Guterres

Nino Vieira , amigo pessoal de António Guterres, quando deposto em consequência dum golpe de Estado, liderado por um general que foi mais tarde morto, foi o único que até então havia conseguido o reconhecimento de exilado político. Não há memória que mais alguém tenha conseguido usufruir desse estatuto. Mais uma vez aqui António Guterres demonstrou que os amigos são para as ocasiões e valeu-lhe numa hora difícil embora conste que o Nino Vieira é um que possui fortuna pessoal. Curiosamente nunca se soube quanto representou para os portugueses o encargo com este estadista guineense, mas não deve ter sido nada barata porque foram alguns anos. A partir desta deposição, Guiné-Bissau entrou numa fase de convulsão que culminou com a morte não muito bem esclarecida do general que havia deposto o Nino Vieira, tendo então assumida o poder o homem do gorro o Kumba Yalá, não sei bem se é assim que se escreve mas também não me parece relevante. Nino Vieira ao que parece com batota, foi reeleito Presidente da Guiné, para onde já havia regressado no período de governação curta do Kumba Yalá. Hoje ficamos a saber que a situação da Guiné-Bissau está tensa e já provocou vários deslocados e até refugiados. Pode ser que agora Guterres no exercício da suas novas funções de Alto Comissário nas Nações Unidas, dê também uma ajuda aos refugiados guineenses atendendo a que trata-se duma situação de regresso ao poder do seu amigo Nino.

Publicado por rajodoas às março 22, 2006 08:45 PM

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