« O ouro foi negociado nesta sexta-feira em Nova York próximo de seu preço mais alto em 18 anos, embora tenha terminado o dia em ligeira baixa em relação à quinta-feira. | Entrada | Mudança climática ameaça peixes, alerta WWF »

novembro 19, 2005

As faltas de comparência ao serviço dos trabalhadores da administração pública e sobretudo dos docentes sempre existiram e continuarão a existir com uma frequência considerável

Não basta que os mesmos afirmem terem as respectivas justificação, através da apresentação de atestados médicos pois como sabemos a obtenção do mesmo não é nada difícil de conseguir, tanto mais que os interessados ao apresentarem as suas queixas ao médico a quem recorrem para esse efeito usam dos mais variados ardis.
A comprovar esta afirmação está o resultado do numero de horas que, em consequência desse recurso foram desperdiçadas em aulas que não foram dadas aos respectivos alunos.
Se nesse conjunto de faltas todas obviamente justificadas, houveram situações que corresponderam à realidade, ou seja, tiveram como verdadeiro motivo a doença do docente e noutros casos a necessidade de apoio à família, muitos outros houve em que essa realidade não existiu. E esta afirmação não é destituída de fundamento pois tenho um familiar ligado ao ensino e no respectivo estabelecimento onde leccionava chegou a constatar, num universo de 40 docentes estarem apenas ao serviço metade.
Estes relatórios do Ministério da Educação que causam tanta irritabilidade aos representantes do sindicato do sector, retiram-lhe a credibilidade na sua argumentação quando esta visa apenas e só a obtenção de benefícios profissionais ignorando pura e simplesmente o desempenho cabal do seu papel em prol dos educandos os quais
perdendo num ano lectivo muitas dezenas de horas por falta de comparência dos professores vêm prejudicado o seu aproveitamento escolar, acabando por ser responsabilizados por isso.

Publicado por rajodoas às novembro 19, 2005 11:30 AM

Comentários

...então tb avanço o seguinte:Os portugueses devem efectivamente discutir o que querem da educação.Não faz sentido estarmos a agredirmo-nos uns aos outros.A SrªMinistra tem revelado falta de tacto e de algum bom senso.Não é nas férias de verão, em Agosto que se faz sair e impor legislação que qualquer pessoa perspectiva vir a revelar-se controversa.Os professores, como quaisquer outros cidadãos, ministros incluidos, não são intocáveis.Agora tb não são o bode expiatório das azelhice, incompetencias, promessas não cumpridas...etc.São seres humanos que merecem consideração. As mulheres portuguesas estão em maioria no ensino. A elas compete estar nas escolas, dar à luz - não fazem faltas crianças a este país?- darem outra e diversa assistência familiar,um sem número de actividades e tarefas que as fazem faltar. Reconheço que temos que moralizar a situação...mas não à falta de dialogo e a medidas apressadas...
Votei no PS, não estou sindicalizado, mas julguei pela minha cabeça que é necessário avisar...pela minha dignidade enquanto profissional do ensino...
Um abraço do Morfeu

Publicado por: morfeu às novembro 19, 2005 12:45 PM

Também não concordo que se transformem os docentes nos bodes expiatórios de determinados insucessos. E tal como outras categorias profissionais merecem todo o respeito pela sua carreira. Julgo que isso não invalida podermos constatar uma realidade que convenhamos não é exclusivo dos professores. Existem muitas outras classes profissionais que têm idêntico procedimento em termos de assiduidade ao nível da administração pública. Podemos até afirmar sem qualquer exagero estarmos a viver generalizadamente uma situação de rebaldaria em toda a administração pública.

Publicado por: congeminações às novembro 19, 2005 12:59 PM

Cumpri 36 anos de professor mais de metade sem falar uma hora. Cinheço bem o sistema, se há, como em todos os outros sectores, profissionais irresponsáveis não se pode metyer tudo no mesmo saco, e é isso que estão afazer.O caso relatado não faz regra e as contas da ministra são pura demagogia. se dividirmos as faltas de um professor que está doente o ano inteiro pelos restantes colegas a média é alta mesmo que os outros não tenham faltado, mas o professor é substituido logo que se prevê um mês de faltas. A demagogia que se está a desenvolver à volta dos professores não leva a nada de bom para os alunos, seria bom que as pessoas penssassem nisso.

Publicado por: João Norte às novembro 20, 2005 10:48 AM

No que se refere às aulas de substituição estou inteiramente de acordo com a ministra. As crianças, quando vão para a escola é para terem aulas. Defender que os professores têm o direito de faltar à custa dos alunos é um conceito facista, prepotente, indigno, socialmente perverso. Dir-me-ão que os professores "não defendem" mas é isso que têm feito, e isso não se faz... sejam quais forem as falácias usadas como desculpa e desresponsabilização. Se os professores são irresponsáveis não podem nem devem sê-lo. Resolvam os seus problemas com o governo, mas não à custa dos alunos. É uma covardia. Nem percebo como é que as pessoas se sentem bem com esse tipo de bandalheiras...
Nos professores existe de tudo como em todo o lado, mas isso não justifica que a classe, como um todo, seja conivente com os que não sabem nem querem saber ser professores. Quanto ao resto não me pronuncio, porque asneiras é o que mais este governo faz. Mas os professores devem ter cuidado... porque, quanto a esta matéria (das aulas de substituição) já perderam a razão, há muito. Se fossem espertos teriam sido os primeiros a reivindicar e aplicar a medida... Mas uma parte dos professores não quer saber dos alunos, nem dos pais, nem das consequências para a educação da sua falta de civismo, nem têm espírito cívico. Os cheliques corporativos dos sindicatos são absurdos porque, como em qualquer outra classe, mas aqui por maioria de razão, devido à sensibilidade do tema, há que separar o trigo do joio e não apostar no "quanto pior melhor"!
Os professores não são diferentes dos outros? Pois não! Mas são uma classe com maiores responsabilidades (e mais culta), de cuja deveríamos esperar mais. Não são diferentes, mas é pena: porque poderiam ser uma boa alavanca para que as coisas mudassem para melhor...
Se não são diferentes, nem querem ser, no conjunto, preferindo os actos corporativistas cegos, acabam por assumir responsabilidades na situação do país e serão alvo da mesma revolta e indignação que a população tem para com os demais responsáveis...
Chegámos a um ponto em que todos e cada um temos de escolher de que lado estamos, em todos os nossos actos. O pior que cada um pode fazer é comprometer nisto o seu prestígio pessoal, porque o corporativismo não o merece e porque acabará por "pagar" pelas culpas dos outros.

Publicado por: Biranta às novembro 21, 2005 01:41 PM