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outubro 25, 2005
Uma mulher que ficou estéril após se tratar de um câncer teve um filho na Grã-Bretanha com a ajuda de suas duas irmãs.

A irmã gêmea de Alex, Charlotte, concordou em doar um óvulo, enquanto a sua outra irmã, Helen, se prontificou permitir o uso de seu útero para a gestação. O óvulo de Charlotte foi fecundado com um espermatozóide do marido de Alex, Shaun.
O bebê Charlie nasceu há cerca de 3 meses.
"Ele é um anjo. Serei eternamente grata às minhas irmãs", disse Alex, que mora em Londres.
Ela tinha 28 anos quando decidiu com o marido que queria ter o primeiro filho. Mas após ter câncer cervical, ela foi obrigada a fazer quimioterapia, o que a deixou estéril.
Decepção
"Isso foi mais duro até que o câncer. Shaun e eu queríamos construir uma família e isso nos foi negado", lembra Alex.
Ao perceber sua decepção, as irmãs decidiram intervir. "Quando elas souberam, perguntaram: ' há algo que podemos fazer?'".
"Eu e Shaun dissemos que queríamos ter filhos que tivessem os laços mais próximos possíveis conosco. Charlotte disse: 'Nenhum problema, você pode ter meu óvulo.' Parecia quase uma piada."
depois, a outra irmã, Helen, de 35 anos, ofereceu a sua "barriga de aluguel". Um tratamento de fertilização in vitro foi realizado, e Helen ficou grávida já na primeira tentativa.
Embora Helen tenha carregado Charlie por nove meses, ela disse que não teve problemas para entregar a criança à irmã após o bebê ter nascido.
"Sou só uma mãe de aluguel. Apenas fiz a gestação do bebê para Alex e não vejo as coisas como se estivesse abrindo mão da criança."
Helen contou ter sentido muitas saudades da criança nos momentos iniciais após tê-la entregue à irmã, mas acrescentou que toparia fazer tudo de novo caso Alex decida ter outro filho.
A história das "três mães" será exibida num documentário no canal BBC 1 da TV britânica na próxima segunda-feira.
Notícia da BBC Brasil
Publicado por rajodoas às outubro 25, 2005 12:17 PM
Comentários
Chama-se a isto sensibilidade, solidariedade, sentido de família, interajuda.
Pena a nossa imprensa não ter dado à estampa tam abnegado acto.
Publicado por: Manuel Marques às outubro 26, 2005 12:02 AM