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outubro 29, 2005
Os arautos da desgraça
Neste nosso caminhar
Por este tempo que passa
Jamais irão abafar
Os arautos da desgraça
Existência justificada
No contexto da nação
Pena dos que não dão por nada
Face à sua conformação
Lamentável este desígnio
Dos que deixaram de acreditar
Numa luta em contínuo
Que nunca há-de acabar
Enquanto existir uma escória
De gente que nos vilipendia
Decerto não havia memória
Deste tipo de tirania
Urge assim que nos unamos
Em torno dum objectivo
Porque nós não aprovamos
Este processo degenerativo
Dos valores de sociedade
Que nós ainda temos presente
Ensinados em tenra idade
Por muito melhor gente
Lembramo-nos dos progenitores
Que sempre nos ensinaram
Alguns não foram doutores
Mas que nunca duvidaram
Que um dia fossemos capazes
De honrar sua memória
Combatendo os capatazes
Pois dos fracos não reza a história
Talvez um dia nossos netos
Se venham a orgulhar de nós
Pois não querermos ser bonecos
Já assim foram nossos avós
Jamais nos conformaremos
Com semelhante injustiça
Por isso porfiaremos
Para atingir melhor justiça
Publicado por rajodoas às outubro 29, 2005 09:34 PM
Comentários
"Não havia memória deste tipo de tirania". Raul? Que exagero! A democracia está a funcionar. De que te queixas? Do PS ter maioria absoluta e o PR? :-o). Esta campanha eleitoral está a deixar algumas pessoas do PS desorientadas... não entendo tanto alarmismo. Fica bem.
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Publicado por: helena às outubro 30, 2005 01:36 AM