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setembro 20, 2005
Parece que estamos perante acusações destituídas de fundamento
O presidente da Associação Nacional de Farmácias que como sabemos é o dirigenteduma das maiores corporações do país, vem acusar o Ministro da Saúde de que está a prejudicar os utentes na compra dos medicamentos.
Não vou advogar a defesa do ministro pois ele não necessita dela mas jamais acredito na veracidade das afirmações do presidente da corporação acima citada.
E isto porquê.
Este mesmo senhor quando foi pelo governo instituída a venda dos medicamentos ditos genéricos, foi um acérrimo opositor desta medida porque isto foram palavras dele este tipo de medicamento não assegurava ao utente a mesma qualidade do que o medicamento
de marca. Como se efectivamente algum medicamento por si só fosse a garantia de alguma coisa a não ser os efeitos secundários que eles produzem nas pessoas que os tomam.
Mas passemos ao que interessa.
Para que os genéricos fossem introduzidos no mercado o governo negociou com os laboratórios que os estão a produzir uma percentagem de redução de custo do medicamento por forma a ser proporcionada a sua introdução no mercado e a respectiva aceitação por parte dos consumidores.
Essa regra ao que foi explicado ontem pelo secretário de Estado da Saúde não está a ser respeitada pelos laboratórios produtores dos medicamentos genéricos facto que está a obrigar os doentes estarem a despender mais 10% no seu valor, percentagem que deveria ter sido abatida no preço de referência pelos referidos laboratórios.
Isto acontece porque vivemos num país de chicos espertos e obviamente que estes laboratórios a partir do momento que viram a sua implantação no mercado resolveram não respeitar o acordo estabelecido com o Ministério da Saúde, porque isto é um negócio muito lucrativo e quanto mais se ganhar melhor.
Claro que, o Secretário de Estado e muito bem, ontem referiu, face a este procedimento dos laboratórios a única atitude a assumir pelos doentes que necessitam do fármaco é tão somente começarem a pedir aos médicos que em vez de prescreverem genéricos nas suas receitas voltarem os medicamentos de marca.
Publicado por rajodoas às setembro 20, 2005 10:40 PM
Comentários
Era por demais evidente que a questão dos genéricos, não passaria de uma mentira torpe de todos quantos os elogiavam.
As grandes multinacionais do sector apostaram forte (para fazerem esquecer os preços dos medicamentos de marca), em substitui-los por medicamentos classificados por genéricos.
Afinal eles não estão ali para reduzirem os lucros.
Mas a posição do Ministério é penalizadora para os utentes, tal como afirmo no Blogquisto, pois não teve ou não quis ter a sapiência necessária para antever a resposta da indústria farmacêutica..
Publicado por: jgonçalves às setembro 20, 2005 11:17 PM
Não vejo assim caro José. Para grandes males grandes
remédios, o Ministério da Saúde não tem que pactuar com esta jogada de oportunismo dos laboratórios e para o evitar basta como o afirmou o Secretário de Estado da Saúde, que os médicos tão relutantes que foram em receitar genéricos, deverem agora passar a prescrever os medicamentos de marca.
Publicado por: congeminações às setembro 21, 2005 12:22 AM
Lobbies como a ANF e o da indústria farmacêutica safam-se sempre de qualquer maneira.
Os lucros são monstruosos, tanta das farmácias como da indústria, mesmo com os atrasos nos pagamentos das comparticipações, nunca se ouviu falar de falta de dinheiro nestas empresas.
Tem de se fazer cumprir a lei e os preços devem baixar ou então sancionem-se as empresas prevaricadoras.
Publicado por: Platero às setembro 21, 2005 12:55 AM
..por favor vão passando palavra...
O Instituto Português de Oncologia (IPO) está a angariar filmes VHS
para os doentes da unidade de transplantes que estão em isolamento.
«São
>>crianças e
>> >adultos que precisam de um transplante de medula e de estar ocupados
>> >durante o tempo de internamento», explica ao PortugalDiário a
>> >enfermeira responsável pela unidade, Elsa Oliveira.
>> >
>> >A «falta de "stocks"» torna necessária a ajuda da população:
>> >«Precisamos de
>> >filmes para as pessoas mais desfavorecidas que não têm possibilidade
>> >de
>>os
>> >trazer. Algumas crianças trazem os seus próprios filmes e brinquedos
>> >mas depois quando têm alta levam-os», acrescenta a enfermeira.
>> >
>> >O IPO aceita todos os géneros de filmes, mas a preferência vai para
>> >a «comédia». Numa altura menos feliz das suas vidas, «um sorriso vai
>> >fazer bem a quem passa dias inteiros numa cama de hospital». Rir é
>> >sempre um
>>bom
>> >remédio.
>> >As cassetes de vídeo ou DVD's antigos podem ser enviadas para:
Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil Rua Professor
Lima Basto 1093 Lisboa Codex
Telefone: 21 726 67 85
Obrigada e beijux da létinha
Publicado por: létinha às setembro 21, 2005 02:08 AM
Há 'negocios' que não engulo... e isto de lucrar com a doença dos outros sempre me deprimiu... Apetece-me gritar-que voltem os tempos do feiticeiro de aldeia ou de tribo, que curava quase todos os males com as ervinhas da mata...
Publicado por: valeria às setembro 21, 2005 02:11 AM
A estratégia usada por estas "corporações" visa o lucro desenfreado e o que fazem com frequência é adaptar o negócio à circunstância...
por mero acaso não vendem pregos...
Publicado por: hammer às setembro 21, 2005 10:38 AM
Não é necessário isso amiga Valéria, pois como sabe a eficácia dos chamados suplementos alimentares está melhor comprovada que a dos fármacos e disso falo por experiência própria. A questão que se coloca é que quando sobre isso falo com alguém a resposta é sempre a mesma. Não estou disposto a comprar algo que não é comparticipado pelo Estado, ainda que eu
lembre que muito mais importante que isso é zelarmos
devidamente pela nossa saúde.
Publicado por: congeminações às setembro 21, 2005 10:42 AM