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setembro 14, 2005
Construtoras chinesas apostam no Salão Automóvel de Frankfurt
Depois da entrada do Landwind no mercado europeu, os fabricantes chineses de automóveis tentam encontrar concessionários, na Europa, para os carros que fabricam.
O Salão Automóvel de Frankfurt é a montra ideal. As construtoras vieram em peso para mostrar os novos modelos. Além das grandes construtoras europeias que estão presentes, incluindo a Volkswagen, que apresenta aqui o modelo EOS, inteiramente fabricado na Autoeuropa, em Portugal, o salão de Frankfurt foi também invadido por modelos vindos da China.
Por exemplo, o China Dragon, fabricado pela Geely, encontrou já uma empresa, a portuguesa Sociedade Hispânica de Automóveis, que o vai comercializar em Portugal e Espanha.
No entanto, as construtoras chinesas enfrentam vários problemas. Um deles é a parecença com os modelos europeus, às vezes a roçar os limites da clonagem.
A produção dos fabricantes chineses tem vindo a subir, graças ao crescimento económico do país, mas também ao cada vez maior interesse por parte dos mercados de outros países. Só na primeira metade deste ano, já foram fabricados mais carros que em todo o ano de 2004.
A Chery é um dos maiores fabricantes da China e aposta num pequeno citadino, o QQ. As parecenças com o Daewoo Matiz já valeram um processo, por parte da General Motors.
Mas esse não é o único problema que enfrentam estas construtoras. O principal é a desconfiança dos consumidores ocidentais face a um produto desconhecido, mesmo a metade do preço.
Graças a acções de charme, como a presença neste salão, os grupos chineses querem mudar essa ideia e impor estes carros, tal como a China já conseguiu fazer com todo o tipo de produtos.
Notícia da EuroNews
Já tinha sido divulgada aqui atrás a notícia de que já haveria para Portugal um importador de automóveis de marca chinesa e que era o antigo importador da Seat que tinha deixado de a
representar.
Na altura fora até anunciado por este eventual importador que esses automóveis custariam em relação aos europeus um valor inferior entre 25 a 30%. A concretizar-se essa informação vai ser muito complicado para o actual comércio automóvel existente em Portugal poder competir com esses preços, pese embora o risco dos automóveis chineses não garantirem a fiabilidade que as marcas reputadas embora com produto mais caro, conseguem.
Espero que a qualidade dos automóveis chineses não seja semelhante à dos texteis.
Publicado por rajodoas às setembro 14, 2005 12:08 PM
Comentários
Quando a Toyota, a Datsun a Honda, se instalaram em Portugal o discurso era sensivelmente o mesmo.
Hoje todos conhecemos a história.
E a história vai repetir-se...
Um abraço.
Publicado por: Armando Ésse às setembro 14, 2005 04:55 PM
Quando a Toyota, a Datsun a Honda, se instalaram em Portugal o discurso era sensivelmente o mesmo.
Hoje todos conhecemos a história.
E a história vai repetir-se...
Um abraço.
Publicado por: Armando Ésse às setembro 14, 2005 04:56 PM
Quando a Toyota, a Datsun a Honda, se instalaram em Portugal o discurso era sensivelmente o mesmo.
Hoje todos conhecemos a história.
E a história vai repetir-se...
Um abraço.
Publicado por: Armando Ésse às setembro 14, 2005 04:56 PM
Caro Armando dizem os europeus que os japoneses lhes copiaram a tecnologia e só depois é que desenvolveram a contrução dos seus próprios automóveis. Se calhar tudo isso tem fundamento só que os japoneses dão cartas na fiabilidades do fabrico dos seus automóveis e isso está mundialmente comprovado pelos índices de satisfação dos clientes publicados nas revistas de defesa do consumidor. Ora, também já foi dito que, os chineses copiaram a tecnologia dos japoneses, tal como os sul coreanos. Se efectivamente eles souberam copiar como fizeram os coreanos é natural que os automóveis que produzam tenham qualidade. Vamos esperar para ver.
Publicado por: congeminações às setembro 14, 2005 05:14 PM
Os carros modernos são de desgaste rápido, por isso se um carro durar 3 anos mas for muito mais barato, faz mais sentido do que pagar 40000 euros por um chamado bom carro e ver o seu preço de retoma cair 50% nos mesmos 3 anos.
Publicado por: Miguel Lobo às setembro 14, 2005 05:15 PM
Não estou muito de acordo contigo e até sabes que eu nestas matérias sou muito convicto. É verdade que o automóvel é um mau investimento para quem o faz porque logo após a saída do stand desvaloriza imenso dinheiro. Mas, relativamente à qualidade dum automóvel é importante saber-se o que se escolhe pois independentemente da salvaguarda aparentemente transmitida pela garantia do fabricante, é importante que o proprietário do veiculo nunca tenha que recorrer ao seu uso, pois se o problema fôr de grande monta já assiste a várias cenas de pessoas que tiveram grandes dificuldades para resolver o problema junto dos concessionários porque os engenheiros chefes vêm com o argumento que o problema ocorreu por deficiente utilização do veiculo por parte do seu proprietário. Daí repetir mesmo que se confirme
um custo mais acessível dos veiculos chineses é importante e necessário que sejam fiáveis.
Publicado por: congeminações às setembro 14, 2005 05:28 PM