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setembro 23, 2005

A contestação social

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Quando esta força política
Assume a governação
Surge logo uma voz crítica
Reina sempre a confusão

Foi em anteriores governos
Que as contestações sindicais
Realizadas pelos mesmos
Pelas razões habituais

Querem ganhar mais ainda
E isso até se compreende
Mas não vêm que isto finda
E depois ninguém se entende

Entraremos na banca rota
Disso tenham a certeza
Sustentando tanta boca
É preciso ter firmeza

Nas medidas a tomar
Doam elas a quem doer
Quem mais tarde governar
Vai disso se aperceber

Não podemos esperar
Que nos venha o FMI
Pois podemo-lo confrontar
Se nos entra por aí

A impor-nos restrições
Para cumprir o compromisso
Pois não tenham ilusões
São muito capazes disso

No passado aconteceu
Num governo de Soares
Muito ouro se vendeu
Para podermos ser capazes

Não pode tal acontecer
Esgotarmos os recursos
Tem pois de prevalecer
A redução destes custos

Publicado por rajodoas às setembro 23, 2005 06:18 PM

Comentários

Na banca rota !?

Lucros da PT (1º semestre): 200 contos por minuto.
Lucros dos quatro maiores bancos (BCP,Espirito Santo, BPI, Totta)-1º semestre: 562 contos por minuto.

Publicado por: rpx às setembro 23, 2005 07:04 PM

A contestação social ainda está numa fase embrionária. Concordo com uma batalha sem precentes à fraude e à evasão fiscal no entanto isso deve-se reflectir na melhoria de vida dos portugueses. Neste momento esse combate à fraude e evasão fiscal é apenas para que o Estado continue a esbanjar.Um dia pode vir abaixo!
Um abraço.

Publicado por: Armando Ésse às setembro 23, 2005 07:23 PM

Raul, há mais cidadãos preocupados do que governantes e políticos...

Publicado por: hammer às setembro 23, 2005 10:32 PM

Oh meu amigo!
Aconselho-o, vivamente, que faça um intervalo para pensar...
Não pudemos sustentar tantas bocas? Aonde é que essa lógica nos leva?
Não se podem esgotar os recursos? Nem é necessário esgotar os recursos. Acho que, por aqui também, tenha andado "a falar para o boneco". Há soluções dignas, justas, democrática e eficientes para resolvver os nossos problemas. Os problemas não são resolvidos por opção dos governantes.
Mas, para começar a resolver os problemas há que moralizar: acabar com os vencimentos e regalias absurdos, acabar com o domínio absoluto das máfias e da alta criminalidade, a quem o governo assegura cumplicidade e impunidade, como se vê no Processo Casa Pia, acabar como despesismo, inútil, no parlamento, reduzindo o número máximo de parlamentares e valorando a abstenção. Aliás, a questão do escândalo dos elevados vencimentos dos gangsters que nos governam é um problema conhecido e comentado até além fronteiras, cuja influência no mau estado das nossas finanças e na situação desastrosa do país é indesmentível. E que dizer da prática, que tem vindo a ser aplicada há muito tempo, de "punir" alguns desmandos com reformas antecipadas de elevado valor? O meu amigo não conhece casos assim? Eu conheço vários. E o facto de as "falhas", leia-se: crimes, cometidos de dentro do estado, serem indemnizados pelo estado sem que os responsáveis sejam obrigados a repor os prejuízos? Só nesta bandalheira de democracia é que é assim. Quer melhor forma de proteger patifes, criminosos? Mas ninguém acaba com isso.
Acho que o meu amigo não deve ter nem nunca teve algum problema concreto, grave, a exigir solução. Caso contrário perceberia que estas medidas nazis do governo em nada contribuem para resolver os nossos problemas concretos, pelo contrário.
Resolvendo os problemas concretos, dos cidadãos reais, conseguem-se encontrar as vias de solução para todos os nossos problemas, moralizando e poupando muito dinheiro.
Mas isso o governo não faz, nem o parlamento que é, e reivindica o direito de ser, inútil. Não fazem porque, quando chegados a este ponto, até disso se servem para virar as pessoas umas contra as outras. Por exemplo a justiça. Se o governo estabelecesse metas, ao bom funcionamento da justiça e sua credibilização, em função das quais, garantiria, ou não, as respectivas verbas, eu achava bem. Até porque, resolvendo-se os problemas do funcionamento da justiça, muito teríamos a ganhar na economia. Sendo que, no caso da Justiça, que ninguém controla, os piores crimes que são cometidos devem-se aos protagonistas e não às leis, como se pretende fazer crer. Mas aos criminosos o governo garante impunidade e tacho...
E assim sucessivamente, para os médicos, professores, administração pública, etc.
E sabe como é que se controlava tudo isso? Ouvindo os cidadãos e as suas queixas, dando-lhes seguimento e localizando "as forças de bloqueio". Aliás, o governo e as respectivas filiações maçónicas fazem parte das "forças de bloqueio" do progresso do país.
Para que a nossa luta possa ser útil à sociedade e ao mundo, temos que traçar um rumo e não nos desviarmos dele, ao sabor das "provocações" de quem nos tem destruído ao longo de séculos...
Não há dúvida de que precisamos de dar "o grito do Ipiranga", também em matéria de ideias e ideais.
Os governos de PS costumam enfrentar muita contestação? È natural. Eles sempre serviram para proteger as máfias, com toda a arrogância a arrivismo, e para agravar ainda mais os nossos problemas. Se não nem estaríamos tão mal como estamos. Este governo é nazi e não é menos nazi do que o governo de Santana Lopes ou de Durão Barroso, pelo contrário, até é um pouco mais arrivista e déspota.
Não se podem esgotar os recursos. Estou de acordo. Não se podem esgotar os recursos a alimentar e premiar mafiosos... Quanto às pessoas... não se podem esgotar as pessoas e, nessa matéria, já se ultrapassaram todos os limites... mas a sanha assassina prossegue.
Um país só pode ter progresso através do bem estar do seu povo. Se não, para que serve o progresso? Já viu algum país com progresso e gente niserável, cheia de problemas, atolada em dificuldades? Isto tem de deixar de ser uma república das bananas! Ou será que o meu amigo acredita nas "promessas" dum mentiroso compulsivo como o é primeiro ministro?
Aliás, recordo-lhe que, há bem pouco tempo, um estudo internacional dizia que podíamos ter o nível de vida dos países nórdicos, se não fosse a corrupção. Isso dizem eles, que não sabem como é. Eu diria antes: "se não fosse a alta criminalidade e o domínio das máfias". A corrupção, embora deva acabar (eu acabaria com ela em pouco tempo), está transformado em problema menor, actualmente.

Publicado por: Biranta às setembro 24, 2005 09:45 AM