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maio 20, 2005
Acerca duma notícia hoje divulgada que daqui a 20 anos vão existir 2 milhões de idosos absolutamente sós
É sabido,por diversas reportagens passadas nos nossos canais de tele
visão que a maioria das camas hospitalares estão ocupadas por pesso
as idosas umas com graves enfermidades, outras nem tanto, mas como não dispõem de familiares conhecidos ali se mantêm alguns,durante vá rios anos,contribuindo para reduzir a capacidade de resposta dos hos pitais em termos de internamento de doentes de outros grupos etários e também eles com graves problemas de saúde.
A notícia de hoje faz prever o agravamento da actual situação de in
ternamento hospitalar que, se não forem já tomadas medidas para no futuro se evitar que tal aconteça, o cenário será bem pior que este que agora vivemos.
No intuito de colaborar com os actuais governantes no sentido de se criarem condições para que os tais 2 milhões de idosos e porque não, para aqueles que actualmente existem e que embora tendo familiares é como se não tivessem, visto serem deixados á sua sorte ou entregues
a Instituições de Solidariedade Social, as quais nem sempre têm capa
cidade para determinado tipo de situações,nomeadamente a de idosos acamados,necessitando de cuidados de saúde continuados.
E é a pensar nisso e na necessidade de disponibilizar as camas dos hospitais que deixo aos actuais governantes a seguinte sugestão,que nem sequer pretendo que me agradeçam.
Dotar as autarquias dos meios financeiros necessários para a constru
ção na sede de cada concelho de blocos de prédios do tipo da habita
ção social, mas apenas com apartamentos do tipo “TO”, todos com jane
la para o exterior.
Se o prédio tivesse por exemplo 6 pisos, no piso a meio ficaria ins
talada uma cozinha refeitório a partir da qual seriam asseguradas as refeições diárias aos idosos que seriam alojados nos apartamentos desse prédio. No rés-do-chão seria instalada uma enfermaria dotada
de condições para o exercício de medicina e enfermagem de molde a
os residentes, poderem ter assegurado todo o apoio médico e cuidados de enfermagem de que carecessem.
A gestão destes recursos, deveriam ser confiados a Instituições de Solidariedade Social que se candidatassem por concurso, uma vez que está mais que provado que a sua entrega a organismos do Estado, se traduziria numa má opção dado os seus custos serem sempre muito mais elevados que os privados, com a salvaguarda de que a sua má gestão significaria razão suficiente para a denúncia do contrato.
O Estado neste tipo de investimento economizaria substancialmente porque se tivermos em linha de conta os apoios que actualmente pres
ta através das várias entidades que o mesmo subsidia para apoio a idosos, facilmente se chegaria a esta conclusão.
Publicado por rajodoas às maio 20, 2005 09:13 PM