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abril 30, 2005

Viver-se artificialmente, será uma boa opção

Conheço, não muitas, mas algumas pessoas, que se deixaram ludibriar pela forma ilusória com que a Banca duma maneira geral aparece a pro
porcionar-lhes um estilo de vida para a qual eles não possuem base
de rendimento para uma tal opção.
Refiro-me concretamente ao dinheiro de plástico, como se designam os
cartões de crédito.
Tal como aqueles que optaram pelo seu uso e esse seja um problema ex
clusivamente seu, com o qual nada temos que ver, leva-nos no entanto
a lamentar o seu exibicionismo bacoco, face à constatação por exemplo
quando também lá nos deslocamos para efectuar compras, de que aqueles
clientes que levam os carrinhos a abarrotar de compras, por vezes até
cada um dos elementos do casal leva o seu carro ambos cheios e quando
estão os produtos a serem registados pela operadora de caixa é vê-los
olhando-nos com um certo ar de superioridade para a nossa meia duzia
de artigos que transportamos no nosso carrinho, porque estamos habi
tuados apenas a gastar no que é absolutamente necessário.
Terminado o registo de todas as compras dessas pessoas é vê-las puxar do cartão de crédito, pois óbviamente têm de exibir o bilhete de iden tidade e assinarem o talão de compras a que estão obrigados, gesto
que os denuncia que estão a comprar com dinheiro do banco.
E lá vão satisfeitos olhando-nos como que querendo dizer nós fazemos compras vocês fazem comprinhas. É evidente que essas pessoas, para além deste hábito que têm de efectuar as compras dos bens alimenta
res e outros com cartão de crédito, também o utilizam para férias e aquisição doutros bens. Como consequência dessa opção que está ao al
cance de qualquer um de nós pois os bancos passam a vida a tentarem impingir-nos essas pseudo-facilidades que não são mais que a desgra
ça de muitos lares em que o facilitismo inicial acaba por se traduzir mais tarde num forte motivo de discórdia entre o casal exactamente porque a determinada altura o seu rendimento não tem capacidade para suportar a dívida aos bancos, pois é vulgar terem mais de que um car
tão de crédito,provocando até ruptura conjugal.
Será que essas pessoas não serão capazes de discernir que ninguém an
da para se perder muito menos os agiotas dos banqueiros que só exis
tem para nos dificultarem a vida, a partir das facilidades para as quais empurram as pessoas que lhes não resistem à tentação, engordan
do-os com os juros de que se cobram.

Publicado por rajodoas às abril 30, 2005 02:47 PM

Comentários

É o país do "faz de conta", como tenho vindo a dizer. Triste quanto baste. É um desfilar constante do corso carnavalesco em que este país está enfiado.

Um abração do
Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado às abril 30, 2005 09:03 PM

Incisivo, sem dúvida.Tenho o costume de comprar exactamente o que preciso em vez de atafulhar para inglês ver...não é primeira vez que assisto exactamente a episódios destes.Reparo que certas pessoas acumulam no carrito uma enxovia de compras que saiem um balúrdio e resta saber se lhes dá para o mês inteiro...assim uma espécie de exibição de pequeno burguês à rasca...

Publicado por: hammer às abril 30, 2005 11:25 PM

Ainda há dias recebi uma carta do banco que me aprovava no imediato um empréstimo de 4.000 contos!(sem eu ter pedido nada)
Foi para o lixo. Anda um tipo a tentar poupar algum e os bancos armam-nos ratoeiras para nos esfolarem!

Publicado por: canzoada às maio 1, 2005 07:25 PM