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fevereiro 23, 2005
Nem sequer esperaram por conhecer o governo já estão a mandar recados
Ontem postei face a uma realidade com a qual temos que viver, mas não
deviamos, que é a de sermos nós os milhões de eleitores anónimos que
elegemos o partido do qual depois saí o governo para conduzir os des
tinos da Nação e logo a seguir aparece o poder económico que à seme
lhança do anterior regime derrubado em 25 de Abril 1974, impõe as re
gras para a governação.
Lamentável a todos os títulos que o poder que é eleito pelo povo ime
diantamente se coloque ao serviço dos grupos económicos, satisfazendo as suas exigências.
Já o havia referido que uma das primeiras medidas se o PS viesse a ser
governo deveria tomar seria a revogação pura e simples da Lei Laboral de autoria de Bagão Félix, por imperativo constitucional.
Sócrates anunciou que iria mexer na referida Lei, entretanto veio a CIP aconselhá-lo a não o fazer e a seguir virão outras confederações patronais, com idêntico aviso e ele acaba por recuar nas suas intenções.
E isto porque tem receio que eles cumpram a ameaça que sempre pairou
de que vão para os paises de leste montarem as suas empresas porque lá a mão-de-obra é barata. É natural que um ou outro empresário o possa fazer mas é preciso ter em conta que a mesma apetência terão outros empresários doutros paises até em melhores condições económicas
De resto a tão propalada baixa de produção por parte dos trabalhadores
que torna os seus produtos não competitivos, deve-se a uma causa que
eles habitualmente escamoteiam, ou seja há não modernização das suas
unidades industriais, pois nós temos neste País um exemplo que deita
por terra esse argumento.
A Auto-Europa, que é um unidade fabril equipada convenientemente está a laborar abaixo da sua capacidade de produção por imposição da pró
pria empresa. E isto porquê.
Porque como sabemos as sociedades à medida que vão evoluindo económi
camente vão possuindo os bens de consumo necessários ao seu dia-a-dia e óbviamente que por exemplo hoje em dia quase toda a gente dispõe de electrodomésticos isenciais e indispensaveis num lar e tem sido isso que tem motivo o abaixamento do seu custo, porque as fábricas conti
nuam a produzi-los.
Porque a oferta já é superior à procura faz com que os produtos não só não aumentem o seu custo, como são obrigados a baixar. Dou até um exemplo, um frigorífico combinado que há 5 anos custou cêrca de 500 € hoje já não chega a custar 400 €.
Já era altura dos empresários portugueses mudaram de cassete antes que a fita parta.
Publicado por rajodoas às fevereiro 23, 2005 11:46 AM
Comentários
Raul fiz um delete ao brisa minima, agradeço-lhe o link que colocou nos blogues amigos. Hei-de regressar num formato novo que depois lhe darei conta. Um abraço
Publicado por: 1bigonobalcão às fevereiro 23, 2005 02:44 PM
Pusessem eles travão nas porcarias importadas para a Europa e que infestam o país ,que eu queria ver as emprezas sairem de cá.
Publicado por: fernando nogueira gonçalves às fevereiro 23, 2005 06:26 PM