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fevereiro 17, 2005
As preocupações dos lideres da extrema esquerda são compreensíveis
Analisando ainda o debate realizado na RTP1 com a participação de ape
nas 4 lideres dos partidos com assento na Assembleia da República, uma
vez que Jerónimo de Sousa por razões de saúde acabou por abandonar o
mesmo, convém lembrar as reacções à denuncia feita por Louçã quanto ao
benefício que a banca utilizou, na operação efectuada.
O facto do lider do PSD ter invocado a existência de base legal para o efeito não significa, que possamos concordar com a concessão do benefício.
Até porque se calhar tão pouco sequer se justifica que exista essa base legal, pois como sabemos o emaranhado burocrático neste País é normalmente o travão do seu desenvolvimento.
Sendo assim dever-se-ia começar por acabar com o mesmo, uma vez que já há muito que se anda a falar na necessidade de desburocratizar o funcionamento dos serviços públicos mas nunca passamos deste processo de intenções.
E está claro,sempre que saí um diploma que vise facilitar qualquer ti
tipo de operações empresariais,óbviamente que estas não se eximem das
utilizar.
Só que seria curial que as situações fossem analizadas conveniente
mente pelos serviços a quem incumbe autorizar operações se devem ou não ser isentadas do respectivo imposto. Mas ao invés interpreta-se a disposição legal como uma de regra e assim através da mesma consente-se uma determinada operação de fusão empresarial isentando-se dos encargos fiscais, independentemente dos objectivos subjacentes.
E foi nessa medida que o Louçã levantou a questão, pois contráriamen
te aos que o acusam as denuncias que ele tem feito têm consistência. O problema que estamos a viver em termos da submissão
do poder político à grande finança é em tudo semelhante aquele que
viviamos no tempo da outra senhora e isso não pode continuar a aconte
cer.
Publicado por rajodoas às fevereiro 17, 2005 07:01 PM