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dezembro 16, 2004

Ontem algures num comentário que deixei admiti esta hipótese

Hoje ao ouvir Paulo Portas num extracto de uma entrevista com Judite
de Sousa, foi salientado um facto que ontem abordei num comentário deixado num blog de um dos amigos que habitualmente visito, sobre o objectivo da coligação pós-eleitoral. Curiosamente, coincidente, nem mais nem menos com o meu raciocínio.
O senhor Portas no caso do PS em vez de maioria absoluta só atingir
a relativa, quer que o presidente convide a coligação PSD/CDS, na
eventualidade desta atingir maioria absoluta.
Se é certo que este cenário está também definido na nossa Constitui
ção, também está, segundo os constitucionalistas ouvidos hoje pela reportagem da televisão,que o Presidente da República pode nomear um governo com base numa maioria relativa, assim o representante do partido vencedor seja convidado a formar governo. Se é certo que o Paulo Portas não descobriu a pólvora sem fumo, isto serve de aviso
para os eleitores que temem proporcionar ao PS maioria absoluta devendo repensar sobre esta revelação para o caso optarem por outras soluções de voto.
Este aviso também deve servir para José Sócrates reflectir nas suas
opções de coligação face ao cenário de apenas obter maioria relativa,
uma vez que as sondagens valem o que valem e nada nem ninguém lhe
garante que obterá nas próximas eleições maioria absoluta, como indicadores até agora têm apontado.

Publicado por rajodoas às dezembro 16, 2004 08:14 PM

Comentários

Agora sem sarcasmo, amigo Raúl. Não vi o Portas, não ouvi o Portas, não li o Portas e tenho raiva a quem viu, menos a si. Uma coisa, e chega-me, parece assegurada: PSD e CDS não farão maioria. Também não desejo a maioria de um só partido: ainda não esqueci as do Cavaco. E essa da estabilidade é treta! Uma maioria é uma ditadura constitucional de 4 anos. Se possível, garantam-se maiorias no parlamento, com o BE ou outros, excluindo o camarada Jerónimo porque não muda nada. Mas o Sócrates também só muda a roupa, o que é pouco. Mas vamos aguardar. Quanto a contar com o ovo no cu da galinha, foi assim que o Fernando Gomes perdeu o Porto: pela arrogância. Sendo certo que a cidade também já o não queria! Longa moenga compadre...

Publicado por: Luís Vieira às dezembro 16, 2004 10:23 PM

Estas são as questões do voto útil.
Não há voto útil.
Ó há voto sério, para politicas sérias, ou não há voto útil.
Se o PS quer ser governo, tem de fazer pela vida, à séria


Publicado por: jgonçalves às dezembro 16, 2004 10:33 PM

A ver vamos... como dizia o cego...

Um abraço,
Francisco Nunes

Publicado por: Planície Heróica às dezembro 16, 2004 10:40 PM

Só para confirmar que o meu raciocínio referido
no post foi expendido ontem num comentário deixado no "Introvertido" do João Norte e que
coincide exactamente com aquilo que o Portas defende.

Publicado por: congeminações às dezembro 16, 2004 10:46 PM

Eles não olham a meios para atingir os seus objectivos!
Só nós, os nossos familiares e os nossos amigos poderemos contrariar o rumo dos acontecimentos.

Publicado por: canzoada às dezembro 17, 2004 12:00 AM

Sampaio não quer um Governo estável? Então que os partidos sejam coerentes e verdadeiros nas suas opções de formação de coligação pós-eleitorais...
O PS prefere assobiar para o lado a ter que contar a verdade...

Publicado por: Peixoto às dezembro 17, 2004 09:29 AM

Muito bem pensado, Raul e a verdade é que no caso de o PS não atigir maioria absoluta, Jorge Sampaio ficará colocado perante os seus repetidamente irritantes apelos à estabilidade como se ela fosse, per si, a solução para todos os problemas!
Afinal o Presidente dissolveu esta maioria por inconpetência, que fará ele se eles voltarem a ser maioria absoluta?

Publicado por: carlos a.a. às dezembro 17, 2004 12:53 PM

por favor ...tudo, menos o fora do baralho e o vallete

Publicado por: hammer às dezembro 17, 2004 08:46 PM

Todos já a pensar nas próximas eleições e eu com o fantasma do PSL mais em cima de mim do que nunca. Até sem blog fiquei...enfim, resta esperar.
Quanto ao post, Raúl: o PSD/CDS nunca conseguirá a maioria absoluta. Está nas mãos do PS, se quer a maioria absoluta, preparar uma boa campanha eleitoral. Tudo está a seu favor.
Um abração

Publicado por: sibylla às dezembro 18, 2004 09:50 PM