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dezembro 11, 2004

Analisemos o discurso do Presidente

Estive atento ao discurso do Presidente da República e em nenhuma passagem do mesmo foi referido que a sua decisão se baseava na instabilidade da Assembleia da República.
Ontem os diversos comentadores que apareceram nas televisões, militantes destacados do PSD, insistiram em referir tal como o pequenote do CDS/PP Telmo Correia, na alocução que fez reagindo ao discurso proferido pelo Presidente, que nunca houve qualquer instabilidade na maioria parlamentar que pudesse justificar esta decisão.
Ora o Presidente nunca referiu em parte nenhuma do seu discurso justificativo da sua decisão que a instabilidade era parlamentar. Referiu sim e sempre a sucessão de acontecimentos negativos que se
registaram durante estes quatros meses de governação e foi apenas com base nisso que ele tomou a decisão, porque aliás se tinha comprometi
do na sua anterior opção de manter a coligação, em estar atento a toda actuação deste governo, por forma a garantir, sim, porque estes senhores esquecem-se que a nossa Constituição confere-lhe e ainda bem
plenos poderes para que ele seja o garante do funcionamento democrá
tico das instituições, zelando pelo seu integral cumprimento.
Por isso não fez mais que usando de um direito que a Constituição lhe consagra por fim a uma anterior opção no âmbito da sua observância. Virem agora os Telmos os Angelos e quejandos bramir de que a partir de agora os governos saídos de maiorias parlamentares, correm o risco, com este precedente de nunca chegarem ao final da sua legislatura, caso futuros Presidentes tenham o mesmo entendimento é no mínimo falsear esta questão. Mas será que esta cambada de idiotas em total desespero de causa não conseguem perceber que ninguém se assusta com nenhum Presidente que no uso das suas competências actue por forma a salvar o País destas verdadeiras aventuras políticas.

Publicado por rajodoas às dezembro 11, 2004 11:14 AM

Comentários

No seu discurso, Sampaio afirmou que no quadro parlamentar não havia alternativa à suposta falta de credibilidade e instabilidade governativa.
Primeiro erro: só poderia saber se na Assembleia da República havia alternativa ao actual Governo se a tivesse consultado. Não o fez...
Segundo erro: a falta de credibilidade e de estabilidade a que Sampaio se refere não passa de mera opinião subjectiva e pessoal... Qual o Governo que não tem os seus acidentes de percurso? Lembram-se de Armando Vara, Manuela Arcanjo, Manuel Carrilho, Pina Moura, entre outros, no tempo de Guterres?
A verdade é que Sampaio quis ajudar Sócrates e não se coibiu de fazer campanha eleitoral... Vergonha!!!

Publicado por: Peixoto às dezembro 11, 2004 02:23 PM

Nem poderia ser outro o seu ponto de vista caro Peixoto. Quanto se acredita em algo que aos olhos
dos outros não merece qualquer crédito é natural que mantenha as suas convicções. Mas sobre a decisão de Sampaio que foi aplaudida por vocês há 4 meses atrás e agora muita contestada o eleitorado vai ter oportunidade de se pronunciar podendo provar se o Presidente tinha ou não razão face à escolha política que fizer.

Publicado por: congeminações às dezembro 11, 2004 04:15 PM

estaõ raivosos e não aceitam e como são vingativos...vão perder!

Publicado por: hammer às dezembro 11, 2004 08:39 PM

O PR limitou-se a premiar a incompetência.

Publicado por: jgonçalves às dezembro 11, 2004 10:31 PM

O Presidente teria evitado tudo isto se tivesse consultado os cidadãos! Se nem a classe empresarial concorda com o anterior governo, ou vê saída para a situação, acham que a população não votaria, massivamente, pela dissolução? Tenham vergonha e honestidade. No entanto, esse "gesto" faria toda a diferença. Podia ser que estivessemos, agora, a caminho duma verdadeira solução para os nossos problemas! Não me parece ser o caso! Por isso eu não voto "neles", mas nem que a vaca tussa!

Publicado por: Biranta às dezembro 13, 2004 12:56 PM