« Terminou o "suspense" | Entrada | Na Madeira o negócio de sifões de retretes dá milhões »
dezembro 15, 2004
Alienação dos 65 imóveis por ajuste directo
Tem sido um dos habituais problemas que o Tribunal de Contas tem detectado e sistemáticamente chamdo a atenção o da irregularidade no
cumprimento da regra dos plafonds definidos para a obrigatoriedade
da realização de concurso público, concurso limitado ou ajuste directo.
Foi anunciado que o titular da pasta das finanças pretende alienar
os 65 imóveis que constituem o património imobiliário do Estado,
através de ajuste directo.
Ora como é sabido na regra do concurso público, além de ser publici
tada a sua realização em determinado dia local e hora, este é reali
zado na presença dum júri préviamente designado e que na presença dos concorrentes ou de quaisquer outras pessoas que desejam participar são abertas as propostas que vêem devidamente lacradas.
Portanto neste acto não é possível haver batota na adjudicação se forem observadas as regras estabelecidas no respectivo caderno de encargos.
No concurso limitado a entidade que o lança convida determinadas empresas que préviamente selecciona que até podem ser de familiares ou amigos e aqui como não é um acto público mas sim de gabinete presta-se a que se cometam e eles acontecem, favorecimentos ao adjudicatário.
No chamado ajuste directo é uma espécie de vale tudo menos tirar olhos. Ora estou a imaginar parte ou quase todo o lote dos 65 edifícios irem parar às mãos de uns amigalhaços e porque não, até de familiares mais abastados, que pagarão pela sua aquisição valores muito abaixo do mercado, como aliás estes senhores já nos habituaram noutros negócios do anterior governo.
Bem depois, depois, rápidamente o investimento que irá ser muito lucrativo para quem nele se envolver passará de imediato a sacar chorudas rendas aos serviços que neles se encontram instalados e depressa se auto-liquidarão. Isto é, conseguem um encaixe de verba inferior aquele que os imóveis valem e nos próximos anos o investi
mento é recuperado, passando os governos vindouros a suportar encargos tremendos com pagamentos de renda desses edifícios.Para concluir. Com esta ideia brilhante, tenta-se tapar um enorme buraco no OE e abrem-se 65 buraquinhos. Digam lá se não são inteligentes estes gestores governativos mesmo em fase da sua liquidação.
Publicado por rajodoas às dezembro 15, 2004 06:54 PM
Comentários
Eu diria mais, não apenas para contradizer, mas porque sinto que a verdade será:
“Para tapar um buraquinho” abrem-se 65 valas a céu aberto!
Publicado por: jgonçalves às dezembro 15, 2004 07:37 PM
os caramelos estão a despejar os bens para acertar a tanga do deficite, esperteza saloia.
Publicado por: hammer às dezembro 15, 2004 09:22 PM
É a maior vergonha do ano!
Não será ainda possível travar isto?
Isto é um caso de polícia, um crime!
Publicado por: canzoada às dezembro 16, 2004 12:03 AM
Vamos ver, Raúl, como é que se posiciona Jorge Sampaio perante este impropério! É que ele pode impedir toda e qualquer medida que entenda de um governo demissionário!
Abraço
Publicado por: carlos a.a. às dezembro 16, 2004 06:09 PM