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novembro 23, 2004

Será que o resultado da investigação foi assim tão importante

Já toda a gente sabia
dos malefícios do cigarro
que entre outros produzia
um irritante catarro

A opção de fumar
trás muita gente contente
Mas porquê importunar
o seu prazer aparente

Do Porto veio a descoberta
desta notícia sensacional
Duma investigadora indiscreta
Num resultado laboratorial

Muito cedo se registam
certas opções viciantes
por mais que muitos insistam
Nunca será como antes

Para quê tanto alarido
por esta questão afinal
sequer é o principal motivo
porque se morre em Portugal

Muito mais grave que isso
são os acidentes mortais
causados está mais que visto
por condutores anormais

Publicado por rajodoas às novembro 23, 2004 06:47 PM

Comentários

Obrigado amigo Raul. Como fumador , fiquei reconfortado com estes magnificos versos.

Publicado por: Sapador Florestal às novembro 23, 2004 08:24 PM

...de facto,qualquer dia não conseguimos morrer de nada...e..no entanto como está a água e o ar e...não vemos grande empenho nessas questões.Aos fumadores, eu não sou, digo: devem procurar criar regras proprias, não fumando ostensivamente para cima dos outros, não atirando com as beatas para o chão, nem das varandas, uma certa atitude no seu consumo...dessa foram talvez consigam ganhar a simpatia de muitos não fumadores...quanto a restaurantes, bares e afins, só lá irá quem queira...de qualquer maneira nos restaurantes pode haver lugar para não fumadores...mas um bar é um bar e o nevoeiro faz parte do ambiente.

Um abraço do Morfeu e a minha solidariedade com regras para com os não fumadores...

Publicado por: morfeu às novembro 23, 2004 08:47 PM

Caro Morfeu, devo esclarecer que fui fumador até aos 32 anos idade em que apanhei um tremendo susto o que me obrigou a libertar-me desse vício, não sendo hoje adepto do tabagismo. No en-
tanto não partilho das campanhas anti-fumadores
embora haja alguns que não procedem correctamente
para com aqueles que não fumam. Concordo que deve haver locais públicos próprios para uns e outros com a observância da regra de que o não fumador não tenha que ser um fumador passivo. No entanto por norma mesmo que me sinta prejudicado
face a um fumador raramente reajo, estou-me a lembrar acerca de um mês num restaurante em Castelo Branco dum casal próximo da minha mesa que por cada intervalo que faziam na refeição, fumavam ambos um cigarro, infestando a minha mesa
de fumo, limitava-me a olhar para eles na esperança de que compreendem-se o que estavam a fazer, mas como se mantiveram indiferentes a consumir pelo menos três cigarros cada um durante o repasto eu suportei tudo isso sem reagir.

Publicado por: congeminações às novembro 23, 2004 09:03 PM

Quantas vezes ó cigarrinho
foste tu meu confidente
foste tu único carinho
quando estive tão ausente

Ó senhor, dê-me um cigarro
é só para me entreter
estou cheio de catarro
mas, não tenho que comer.

Meu querido cigarrinho
que me fazes tanto mal
sem pão, um bocadinho,
é que eu passo mesmo mal.

E dos que fazem hipocrisia
porque mal faz o cigarro
digo-lhes, fico com azia,
já a formiga tem catarro?

querem poupar-nos a saúde e tratam-nos da saúde!

Publicado por: hammer às novembro 23, 2004 09:21 PM

Tb eu tenho de lhe agradecer amigo Raúl. Sou um inveterado fumador.
Presumo que o netinho esteja óptimo e muito maior.
Abraços

Publicado por: LetrasAoAcaso às novembro 23, 2004 09:24 PM

Amigo Hammer muito lhe agradeço os seus versos que comprovam a existência da sua veia poética.

Publicado por: congeminações às novembro 23, 2004 10:42 PM

Que veia poética amigo Raul.
E que surpresa, a constatação pelas entidades
ditas da saúde, que não controlam nada, do que consumimos.

Publicado por: jgonçalves às novembro 23, 2004 11:06 PM