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novembro 21, 2004
Regressando ao tema da sinistralidade rodoviária
Que hoje constituíu notícia de abertura dos vários telejornais, face
a algumas manifestações de apoio ás vítimas causadas pelos acidentes rodoviários, ficou bem patente que não existe uma noção exacta das verdadeiras causas que contribuem para a sua ocorrência. No post anterior já referi a fundamental e que diz respeito ao comportamento de alguns automobilistas. Mas cito outros. Como também ando muito na estrada ao nível dos condutores dito de "profissionais" que são aqueles que possuem a carta de condução com a classe de serviços públicos que os habilita a conduzirem camiões TIR e autocarros, já consegui comprovar o seguinte. Sempre que na estrada me apercebo de uma manobra perigosa cometida por um camião TIR, digo sempre para quem comigo viaja, de certeza que o tipo que vai a conduzir tem pouco mais que vinte anos e logo que tenho oportunidade e o ultrapasso peço a quem vai ao meu lado que o identifique e a resposta é sempre a mesma é um puto de vinte e tal anos. A minha reacção nesta circunstância é sempre a mesma. Pois são os legisladores deste País que com a sua douta sapiência não discorrem que um jovem a quem se atribui uma carta de condução de um veículo ligeiro, sendo ele irreverente face à sua imaturidade, torna-se perigoso por vezes ao conduzir esse tipo de veiculo, concede-se ao mesmo jovem uma carta de condução profissional para o mesmo conduzir um veiculo que em caso de acidente por uma manobra inconscientemente realizada, poder ceifar a vida a vários automobilistas. E depois disto tudo ainda se permitem estas entidades algo responsáveis pelo propiciamento de acidentes rodoviários, virem com campanhas que custam milhares de euros e que na pratica não traduzem qualquer resultado na diminuição dos acidentes, dá vontade de os mandar calar. A carta de condução na classe de serviços públicos só deveria ser concedida apenas ao cabo de 10 anos de experiência de condução automóvel a portadores de carta não profissional desde que não tivessem acidentes com gravidade. Por outro lado todos os automobilistas causadores de acidentes rodoviários com grande gravidade de que resultassem mortes, deveriam ficar inibidos de conduzir para o resto da sua vida, caso fosse provada a sua negligência, mas tal não acontece à luz do Código da Estrada.
Publicado por rajodoas às novembro 21, 2004 10:29 PM
Comentários
Raul,
por amor de Deus acorde! Então esquece-se que estamos em Portugal?
Estamos num país em que se se é apanhado a conduzir completamente bêbado (não é embriegado, é bêbado mesmo, que nem um cacho!), se passa uma noite na esquadra (deve ser para curar a ressaca) e no dia seguinte já se pode voltar a repetir a habilidade.
Publicado por: Jazzy às novembro 23, 2004 04:30 PM
É que para além da irresponsabilidade, muitos não conseguem sequer andar dez metros de marcha atrás.
No outro dia um cromo desses fez-me recuar mais de 500 metros , porque o fulano não conseguia andar para trás.Ontem vi um basbaque de mercedes entrar numa passadeira pque atravessava um separador central.O gajo não fez mais nada:mete pela passadeira para virar para a rua da esquerda.
Publicado por: Sapador Florestal às novembro 23, 2004 08:31 PM