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novembro 21, 2004

Mortalidade rodoviária

Emiéle do Afixe aborda este tema e tentei por diversas vezes deixar-lhe o meu comentário, mas em vão, não consegui aceder. Por isso deixo aqui a resposta a esta abordagem.Tornou-se lugar comum, quer os cida-
dãos em geral quer as associações cívicas em particular,encontrar nas redes viárias a razão da causa de tanta sinistralidade rodoviária. E os argumentos são sempre os mesmos, traçados mal delineados, com cur-vas muito apertadas,desníveis muitos acentuados, enfim, um rol de ra-
zões que seria exaustivo enumerá-las. Tenho percorrido ao longo dos anos da minha existência que já são muitos, milhões de quilometros por diversas redes viárias nomeadamente em Espanha, que aqui nem se-quer vejo no que possam divergir a qualidade das estradas. Por esse motivo permito-me afirmar embora não possamos nem devamos aligeirar a responsabilidade pelas construções de redes viárias as quais podem defacto contribuir para o flagelo da sinistralidade rodoviária, tenho para mim a forte convicção que o principal responsável por esta morta
talidade é o condutor português, que de uma maneira geral ao volante se revela de uma irresponsabilidade surpreendente. Claro que todo aquele indivíduo que altera a sua conduta cívica ao volante de um automóvel, quer por razões de exibição dos seus dotes, quer pela ne-cessidade de demonstrar aos demais que possui uma máquina superior, adquire comportamentos criticáveis a todos os títulos e claro no que pode resultar tudo isto, ao efectuar uma manobra de ultrapassagem mal calculada, numa colisão frontal a principal razão que motiva o aumen-to da mortalidade rodoviaria. Os despistes que também são outra das causas, são normalmente em menor número. Já repararam que quando en-tramos na época da chuvas é neste período em que se registam mais acidentes rodoviários e porquê. Porque os condutores não são capazes de entender que é muito difícil parar um automóvel em piso molhado numa necessidade de travagem de emergência e para além disso como não respeitam as distâncias recomendáveis, forçosamente que têm de bater no veiculo que circula à sua frente. Atribuir estas causas ás redes viárias não me parece razoável. Uma das coisas com que embirro sole-nemente é que sempre que me encontro a conduzir em qualquer tipo de via, com mais ou menos velocidade verificar que trago a cheirar-me a traseira do automóvel um irresponsável qualquer que se porventura eu tiver a necessidade de proceder a uma travagem mais a fundo de certeza que me destrói o carro.

Publicado por rajodoas às novembro 21, 2004 11:29 AM

Comentários

Obrigado pelas visitas e pelo apoio dado no momento complicado que atravesso.

Um abração do
Zecatelhado

Publicado por: Zecatelhado às novembro 21, 2004 12:11 PM

Plenamente de acordo.
Tenho 50 anos de volante. Carros bons e maus. Estrdas boas e más, muito más por quase metade da Europa.
A causa dos acidentes em Portugal é ignorância. Ignorância das responsabilidades de cada um, ignorância da relação do carro com a estrada e as condições de segurança, desde o piso ao carro.
O que se vê são condutores de um pequeno fiat a emitar na velocidade o maior audi sem pensar que um pesa 600 quilos outro 2000, que os pneus de um medem 7cm e do outro medem 30. Podíamos ir por aqui fora. cada um tem de saber as condições que tem.
Isto para não falar no desrespeito pela lei e pelos outros.

Publicado por: João Norte às novembro 21, 2004 04:34 PM

Amigo Raul.
Sem pretender ilibar, a maior parte dos condutores de veículos motorizados, que proliferam por este País, cuja aprendizagem de condução, todos sabemos que deixa muito a desejar. Não posso estar de acordo, quanto à qualidade da generalidade das estradas, de Países nossos vizinhos, seus traçados
qualidade dos asfaltos e respectiva sinalização.
Aliás é perfeitamente notória a diferenciação dessa qualidade, pois quando deixamos uma EN e passamos a uma”carretera”, notamos logo
a diferença, quanto mais não seja nas respectivas marcações do pavimento.
Tenho por evidente, que temos muito a aprender em matéria de segurança rodoviária, com os nossos vizinhos e outros por essa Europa.
A palavra chave, por conhecimento de causa, não passa pela repressão mas sim pela educação e pela prevenção no terreno e não em campanhas de despessismo duvidoso e sempre inconsequentes.

Publicado por: jgonçalves às novembro 21, 2004 10:10 PM

Caro amigo José de certo terá reparado que no post eu não atribuo a responsabilidade da sinistralidade, exclusivamente ao comportamento dos automobilistas, também deixo um quota dessa responsabilidade a rêde viária tendo sido omisso na sinalização mas também concordo que aqui também existe uma parte da culpa, porque muitos dos responsáveis pela mesma e que no caso das localidades são funcionários das autarquias estes revelam ser uns verdadeiros ignorantes matéria de sinalização rodoviária, cometendo disparates que se refletem na vida quotidiana dos automobilistas. Mas insisto que os principais responsáveis pela sinistralidade rodoviária são essencialmente os condutores.

Publicado por: congeminações às novembro 21, 2004 10:26 PM