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outubro 17, 2004
Inventonas jornalísticas
No nosso País e resto do Mundo, registam-se acontecimentos diáriamen-
te dignos de ser tratados jornalísticamente. É certo que esses aconteci-
mentos carecem de aprofundamento através de investigação a que nor-
malmente se recorre através de correspondentes, não necessáriamente
colaboradores exclusivos dos orgãos de comunicação social pois seria
impensável possuirem um em cada País, de forma a assegurarem uma
informação fidedigna, o que tão pouco sequer é garantido pelas agên-
cias noticiosas. Acontece por outro lado que os proprietários do jornais
mais que preocupados com a informação que fazem chegar aos seus lei
tores, estão em fazer rentabilizar o seu negócio baseado não tanto na ti-
ragem, mas na publicidade inserida, que óbviamente tem a ver com a
venda do jornal, visto aqueles que têm uma tiragem diminuta não
atraem as empresas anunciantes, o mesmo acontecendo com outros or-
gãos de comunicação social nomeadamente as televisões. Porque se tra
ta de se cumprirem objectivos meramente económicos, cada vez mais
se nota uma tendência por parte do jornalismo em criar inventonas ge-
radoras da curiosidade dos leitores por forma a verificar-se a corrida à
compra dos jornais que as publicam, registando-se por vezes esgota-
rem-se as tiragens e haver recurso a 2ª. edição. Mas depois como a in-
ventona, não tem fundamento para continuar a ter tratamento jornalísti-
co, pura e simplesmente deixa de voltar a ser abordada, caindo no es-
quecimento, sem que ninguém dos que embarcaram no logro que os
motivou na compra do jornal peçam qualquer responsabilidade.
Publicado por rajodoas às outubro 17, 2004 11:27 AM