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outubro 28, 2004

Desespero duma avó


Hoje contrariamente ao que é habitual o pessoal que presta servi-
ço externo chegou uns minutos mais tarde que as 18H00. Vinham in-
dignadíssimas. Quando se deslocavam para terminar a jornada de
hoje de trabalho, pelo caminho tinham dado com uma avó absoluta-
mente em pânico rodeada de vizinhos. O que se tinha passado é que
já havia decorrido quase meia hora sobre o seu telefonema solici-
tando o 112 e ainda não havia aparecido, embora tenha explicada à
respectiva telefonista o que se tinha passado. O seu neto de cêr-
ca de 5 aninhos tinha decepado totalmente um dedo da mão ao abrir
a tampa de uma panela, ela tinha o dedo embrulhado num pano não
querendo que a criança ficasse sem o dedo e que fosse possível o
seu implante só que já haviam decorrido 25 minutos e nada de apa-
recer o INEM. Claro que me pediram logo, ponha isso no seu blog,
para que as pessoas saibam da efeciência destes serviços, pois
provávelmente a criança irá ficar deficiente o que se poderia evi
tar se houvesse prontidão dos serviços do 112 para sobretudo es-
tes casos de urgência, além disso a criança estava a esvair-se em
sangue. Fica aqui então o relato, com a informação de que não apa-
receu o INEM mas sim uma ambulância dos Bombeiros da Parede ao ca-
bo de meia hora de terem sido solicitados.

Publicado por rajodoas às outubro 28, 2004 06:55 PM

Comentários

é preciso compreender que este país não tem recursos, quero dizer, não tem dinheiro para comprar mais ambulâncias, para pagar a enfermeiros, a pessoal de apoio etc...
mas, tem dinheiro para comprar submarinos...
Quando é que quem governa é punido pelos seus erros ? Não é só pavonear o coirato, mas ter em conta que governar é responsabilidade e importar-se com o bem social.
Há coisas revoltantes e sem perdão-justiça dos humanos...

Publicado por: hammer às outubro 28, 2004 10:48 PM

Amigo Raul, até me estou a arrepiar só de ler!
Creia que é verdade!

Publicado por: canzoada às outubro 28, 2004 11:09 PM

O problema está mesmo no que o hammer diz - há dinheiro para toda a espécie de merdices que não servem para mais do que manter os tachos de alguns gulosos e encher os bolsos com comissões ao outros tantos, mas para o que realmente é importante não há. Abraço.

Publicado por: ognid às outubro 28, 2004 11:23 PM

Estou de pleno acordo com a opinião do Hammer
Sem pretender ser cruel, sempre irei dizendo que os do 112 ou INEM até sabem que os hospitais não funcionam…

Publicado por: jgonçalves às outubro 29, 2004 12:26 AM

Mais vale arranjar um meio de transporte próprio e meter pés ao caminho para o Hospital mais próximo!


Quando a minha filha de três anos fez um golpe bastante fundo na testa, foi isso que fiz. Ao fim de meia hora, em vez de estarmos à espera da ambulância, ela já estava a ser devidamente tratada.

Já ouvi da boca de pessoas ligadas ao INEM, que aquilo funciona muito mal (também não era preciso serem pessoas de dentro a dizer isso, todos o sabemos) e que os seus responsáveis só se preocupam em fazer boas figuras nos simulacros.

Publicado por: Jazzy às outubro 29, 2004 12:10 PM

Raul, devo dizer que se não fosse o serviço 112 o meu paizinho não estaria vivo. Sofreu um avc, mas como estas coisas não se vêm, nem sei como apareceram tão rápido e com tudo o que era preciso para o salvar. Mas ultimamente tenho-me apercebido que alguma coisa está a mudar no serviço de emergência. Há uns meses uma tia minha, com cerca de 60 anos, começou a sentir-se muito mal e como sofre de hipertensão decidi ligar para o 112 que acabou por não dizer que de certo não seria necessário enviar ninguém e que o melhor seria a senhora dirigir-se ao posto médico...E todos sabemos como estes funcionam. Tivemos de a levar nós ao hospital.
Sílvia

Publicado por: Jornablogar às outubro 29, 2004 09:15 PM