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setembro 14, 2004

Estive calado porque fui a outro lado


Dezoito e quinze chegada a casa hoje porque como estava agendado o
Bernardo, meu neto, vinha cá passar a noite, uma vez ter sido o dia da
sua vacinação e face a uma possível reacção e ao facto do pai ter-se
ausentado para a região do Alentejo em auditoria, convinha os avós
darem o necessário apoio. Ao cumprimentar a minha filha mãe do Ber-
nardo fiquei surpreendido pelo estado em que se encontravam os seus
olhos. Com uma tremenda inflamação, aconselhando uma ida a pelo
menos a uma farmácia para se aconselhar com o respectivo farmaceu-
tico. Assim o fez e de imediato regressou aconselhada no sentido de se
deslocar imediatamente ao hospital Egas Moniz. Meti-me no carro e le-
vei-a ao referido Hospital para uma consulta de urgência de oftalmolo-
gia. O tempo de espera foi absolutamente razoável e após cêrca de 40
minutos estava de regresso ao automóvel com o respectivo diagnóstico
que é o de "uma conjuntivite alérgica grave". Bem regressamos a casa,
tendo antes passado por uma farmácia de serviço a fim de adquirirmos
os medicamentos para os respectivo tratamento. Logo aqui a surpresa,
dois dos medicamentos comparticipados tinham um custo irrisório e fa-
ce ao desconto o seu valor foi insignificante, o terceiro medicamento e
o principal do tratamento não teve qualquer comparticipação, o seu
custo foi pago integralmente pela minha filha, sendo o seu valor módi-
co de 25 Euros. Ou seja para tratar um conjuntivite alérgica dispende-
se 6 Euros de consulta, aqui valor relativamente aceitável e depois cêr-
ca de 35 Euros para aquisição dos respectivos medicamentos. São pois
estes os resultados da excepcional política que o actual titular, no segui-
mento da sua actuação no governo anterior, tem implementando a favor
da assistência médica e medicamentosa a favor do quem adoece neste
País. Em nome da minha filha apresento ao senhor Ministro da Saúde as
nossas felicitações pelo trabalho que tem desenvolvido em prol da me-
lhoria da qualidade de vida de todos quantos neste País adoecem.

Publicado por rajodoas às setembro 14, 2004 10:17 PM

Comentários

Pois... Já agora, as melhoras.

Um abraço,
Francisco Nunes

Publicado por: Francisco Nunes às setembro 14, 2004 11:07 PM

É o princípio pelo qual se rege esta corja que nos governa, o utilizador pagador.
Nós é só para pagar!

Publicado por: canzoada às setembro 15, 2004 12:12 AM

Mas não... o nosso querido primeiro, junto com o António de Oliveira Bagão, acham que merecemos pagar mais... que ainda nos conseguem espremer um pouquinho mais...


Olha, as melhoras do puto, porque está visto que o governo não vai mesmo melhorar.

Publicado por: o Vizinho às setembro 15, 2004 12:20 AM

é o país real! melhoras prá nina!
E até sábado no jantar...

Publicado por: pandora às setembro 15, 2004 01:44 AM

Caro Raul,

antes de mais, as melhoras para a filha.

Não esqueçamos que a juntar a esta política na comparticipação dos medicamentos, está prevista uma redução dos benefícios fiscais para as despesas de saúde. Quer isto dizer que o preço que uma pessoa paga por adoecer aumenta por dois lados.

Publicado por: Jazzy às setembro 15, 2004 03:05 PM

Solidário nas melhoras dos familiares e no desabafo...
Um abraço do Morfeu

Publicado por: morfeu às setembro 15, 2004 07:34 PM

Bem tenho eu andado a dizer que nos estamos a deixar apanhar desprevinidos ... eles implementam medidas avulsas e quando damos por ela estamos tramados. Tb tive que comprar medicamentos para a asma para mandar para meu filho em inglaterra e para 3 meses larguei 98 euros ... utilizador pagador ... pois é

Publicado por: GIN às setembro 15, 2004 11:37 PM