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setembro 12, 2004

A idiotice da medida.

Estes tipos não acertam uma. Como é sabido os habituais detentores de
profissões liberais, empresários, empreiteiros, biscateiros e quejandos
são aqueles que normalmente não pagam ou se o fazem não declaram
nunca os seus reais rendimentos porque muitos há que nem contabilida-
de têm ou se a apresentam o contabilista conhece os métodos da fuga
ao fisco. Isto para provar o seguinte, porque já era assim há dezoito
anos atrás. A minha filha quando por essa altura ingressando a Universi-
dade Nova de Lisboa se candidatou a um subsídio de apoio ao pagamen-
to do seu passe social, foi na altura preterida por uma colega filha de um
desses senhores que usufruem rendimentos não declarados, porque os
serviços sociais tinham verificado que o meu rendimento per capita era
superior a uns escudos acima do valor permitido à candidatura desse
mesmo subsídio. Todavia essa colega foi contemplada com o subsídio e
eram bastas as vezes que era vista a chegar às imediações da Universi-
dade a conduzir um Honda desportivo. Isto porquê porque eu não pude
fugir à demonstração da minha fonte de rendimento por trabalhar por
conta de outrem, facto que em relação à outra candidatura tal já pôde
acontecer. Ora soubemos hoje que o iluminado 1º. ministro anunciou
que as taxas moderadoras vão ser mexidas, com base no principio de
implementar uma melhor justiça social. Pois está-se mesmo a ver que
sim. Todas as situações acima referidas e que continuam a fugir aos im-
postos directos quer porque ou não apresentam rendimentos ou porque
os que apresentam correspndem ao rendimento mínimo, se calhar até
irão conseguir apresentar atestados de indigência passados pela Junta
de Freguesia por forma a conseguirem a isenção do pagamento das
taxas. Em contrapartida os que trabalham por conta de outrem e que
continuam a ser os sacrificados, vão se calhar ver o pagamento das re-
feridas taxas a serem agravadas face aos escalões de rendimento que
venham a ser fixados para forma a acabar com o tal princípio da equi-
dade.

Publicado por rajodoas às setembro 12, 2004 09:44 PM

Comentários

Amigo, chama-se a isto, embaralhar e dar de novo!

Publicado por: canzoada às setembro 12, 2004 09:52 PM

A lógica do Congeminações parece ser a seguinte: por causa das vigarices de uns, todos devem pagar o mesmo e, portanto, não se deve discriminar positivamente as pessoas com menos recursos. Ou seja, para que os que cometem falcatruas não sejam, mesmo que imoralmente beneficiados por uma lei mais justa, então que paguem todos pela mesma bitola, mesmo aqueles que realmente têm menos posses...

Publicado por: Peixoto às setembro 12, 2004 10:12 PM

Quanto ao SNS creio que a medida não vai ter quase nenhuma repercursão, porque os senhores ( os tais que todos conhecemos que são empresários mas declaram o salário mínimo porque os bens estão em nome de familiares) que poderiam pagar mais também não recorrrem ao SNS. Vão para o privado, com bons seguros de saúde, que até descontam no IRS, ou abatem na contabilidade da empresa. Como sempre, o mais complicado é a classe média, enquanto não desaparecer como parece estar a acontecer...

Publicado por: Emiéle às setembro 12, 2004 11:31 PM

não acertam uma e cansam, não há paciência para esta esquadra

Publicado por: hammer às setembro 12, 2004 11:32 PM

Acabe-se com a 'treta' do sigilo!!!!!!!!!
Cáspite!

Um abraço,
Francisco Nunes

Publicado por: Planície Heróica às setembro 13, 2004 03:22 AM

Todos conhecemos dezenas de casos de trabalhadores independentes, pequenos comerciantes e industriais dos mais variados ramos que não passam facturas e continuam a não pagar impostos e a gozar de subsídios.
A chaga é velha e a vontade dos governos para acabar com isso é nula. Acabe-se com o sigilo bancário e resolve-se. Há coisas que,em nome da liberdade, só dausam injustiças que não podem continuar numa sociedade que se quer mais justa.Não conheço nenhum pobre que tenha medo de que lhe descubram os rendimentos.

Publicado por: João Norte às setembro 13, 2004 11:06 AM


Esta medida de alteração das taxas modeeradoras no sábado para depois ter sido alterada para os custos de saúde, é como diz a expressão " para inglês ver" como devem calcular e Émiele já o disse aqui, e muito bem, quem foge aos impostos não se obriga a passar o resto dos seus dias nas listas de espera. Esta questão é idêntica à questão das propinas, ou seja, pagar algunsterão que pagar mas o problema reside sempre nos milhares que ganham muito dinheiro e não pagam impostos.
Enquanto não se modificar a máquina fiscal, porque a legislação que temos é bastante boa e não a colocar-mos em práctica, todas estas medidas serão no mínimo idiotas.

Publicado por: oliveirinha às setembro 13, 2004 11:27 AM

Não, Raúl, não é teoricamente descabida a medida. Bem pelo contrário, parece-me justíssima quando comparada com a isenção de descontar para a Segurança Social quem ganhar mais de 600 contecos, como o fez o Bagão no anterior governo.
O problema é outro, aquele que bem enuncia e ninguém resolve - a fiscalização!
Sem fiscalização a todos os níveis e pesadas coimas para os infractores será impossível implementar medidas niveladores consoante o rendimento de cada qual.
Já o Francisco insurge-se contra o sigilo bancário mas, no entanto, esta medida nada resolveria pois penalizaria quem, como a maioria, tem o dinheiro em bancos nacionais e não recorre a "Off-Shores" para aplicar na agiotagem bolsista. E são esses, exactamente esses que fogem a sete pés e ao mesmo tempo exigem o levantamento do sigilo bancário enquanto protelam a implementação de um sistema de fiscalização rápido e eficaz da administração das finanças.

Publicado por: carlos a.a. às setembro 13, 2004 12:27 PM

Não, Raúl, não é teoricamente descabida a medida. Bem pelo contrário, parece-me justíssima quando comparada com a isenção de descontar para a Segurança Social quem ganhar mais de 600 contecos, como o fez o Bagão no anterior governo.
O problema é outro, aquele que bem enuncia e ninguém resolve - a fiscalização!
Sem fiscalização a todos os níveis e pesadas coimas para os infractores será impossível implementar medidas niveladores consoante o rendimento de cada qual.
Já o Francisco insurge-se contra o sigilo bancário mas, no entanto, esta medida nada resolveria pois penalizaria quem, como a maioria, tem o dinheiro em bancos nacionais e não recorre a "Off-Shores" para aplicar na agiotagem bolsista. E são esses, exactamente esses que fogem a sete pés e ao mesmo tempo exigem o levantamento do sigilo bancário enquanto protelam a implementação de um sistema de fiscalização rápido e eficaz da administração das finanças.

Publicado por: carlos a.a. às setembro 13, 2004 12:29 PM

Podes crer não acertam uma!
P.S.

Publicado por: Publicus às setembro 13, 2004 02:30 PM