« O aumento dos efectivos policiais visava afinal a protecção pessoal dos ministros | Entrada | O benefício da chuva »

agosto 08, 2004

As causas são sempre mal atribuidas


Na sinistralidade automóvel no nosso País é sempre mais fácil atribuir cul-
pas a causas que no fundo nem sempre são correctamente atribuídas.
Vem isto a propósito de hoje como tivemos conhecimento ter chovido em
quase todo o País e isso ter originado diversos acidentes de viação nos
quais pereceram 7 pessoas. Já no ano passado quando me lancei nestas
andanças da blogosfera havia escrito que é um erro atribuir-se culpas à
chuva sempre que por razões desta acontecem acidentes rodoviários. E
porque é perfeitamente absurdo atribuirem-se culpas a uma situação que
do ponto de vista natural só por si não pode ser a causa de um aconteci-
mento destes. Continuo a atribuir culpas à má preparação dos recem en-
cartados que não são suficientemente instruidos pelas escolas de condu-
ção que ministram a sua aprendizagem. Qualquer condutor experiente e
possuidor de carta de condução já há alguns anos, tem a consciência de
que a partir do momento em que se inicia a queda de chuva sob o pavi-
mento asfáltico, até que este não fique devidamente ensopado, fica o
mesmo escorregadio, logo obrigando a que a velocidade a que no mo-
mento se circule, tenha necessáriamente que se reduzir, até porque nor-
malmente as faixas de circulação possuem resíduos de óleo e combustí-
vel que se vão acumulando ao longo dos dias em que o tráfego se vai
registando e enquando a queda pluviométrica não limpar esses resíduos
o pavimento fica escorregadio, logo perigoso para que se possa circular
a uma velocidade habitualmente utilizada. Portanto julgo que se trata de
um perfeito disparate atribuir-se cada vez que chove, culpas pelos aciden
tes de viação que imediatamente se registam a seguir. Infelizmente temos
que reconhecer que a culpa é exclusivamente dos condutores, quer por
inexperiência ou pura e simplesmente por ignorarem essa circunstância
resolvem circular com as suas viaturas em velocidades só aconselháveis
em pisos secos. A juntar a isso e disso já tenho tido a comprovação, o fa-
cto de circularem próximos do veiculo que segue à sua frente e que numa
travagem provoca inevitalmente a colisão por trás.

Publicado por rajodoas às agosto 8, 2004 09:55 PM

Comentários

Não muito de acordo. Não são os novos condutores os únicos responsáveis pelos acidentes. Há por aí muita gente irresponsável já com carta há muito tempo. Têm é tido muita sorte – eles e os outros. Depois há outras razões: deficiente concepção das estradas, inexistência ou deficientes condições de segurança das mesmas, deficiente manutenção e muitos dos “pontos negros” de Portugal estão identificados, mas sem soluções para os mesmos. É evidente que o condutor continua como principal responsável por ter o dever de se precaver contra estas contrariedades.

Publicado por: vmar às agosto 8, 2004 10:09 PM

A precaução é que deve fazer o bom condutor e não o inverso.
Do mesmo modo, que os condutores são penalizados, quantas vezes com a própria vida, também os mandatários dos construtores de estradas, deveriam ser penalizados, quando estas não cumprem escrupulosamente, os fins a que se destinam.
Estou apenas a recordar-me, de quantas existem, consideradas de 1ª e não são detentoras, de um meio eficaz de drenagem das águas.

Publicado por: jgonçalves às agosto 8, 2004 10:29 PM

no meu ponto de vista, passa pela falta de civismo das pessoas, principalmente, pela não revisão atempada dos veículos ( é caro), pelo excesso de velocidade ( a partir dos 100km/h quem guia é a N Sra)...o álcool...
mas, tambem, do Estado, na falta de cuidado dos pavimentos, sinalização etc e aqui com grandes responsabilidades.

Publicado por: hammer às agosto 9, 2004 10:08 PM