« Será que os nossos políticos serão alguma vez acarinhados com este entusiasmo que está a ser dispensado à nossa selecção | Entrada | A desforra que ambicionei vai-se concretizar »
julho 01, 2004
Já não bastava a contestação externa, como ainda ter surgido uma interna mais veemente
O nosso PR afirmou hoje que está perante a resolução deveras grave e
importante durante o exercício dos seus mandatos. Julgo que todos te-
mos consciência que sim. No entanto face a uma significativa faixa de
populares que se manifestam pela decisão de eleições antecipadas a
juntar ao facto de que a escolha deste sucessor não é consensual dentro
do próprio partido o que faz presumir que terá Santana Lopes muita di-
ficuldade em recrutar pessoas capazes para formar o seu elenco gover-
nativo, julgo que facilitará de alguma forma estes dois indicadores a de-
cisão do senhor PR, dado possuir razões fortes para se basear. Seja
qual for a decisão que tomar não vai ser pacífica, daí a necessidade de
uma grande reflexão. É que se decidir dissolver a assembleia da repúbli-
ca e convocar eleições antecipadas levantar-se-à um côro de vozes de
direita acusando-o de que a sua resolução foi no sentido de satisfazer a
vontade da esquerda mais própriamente do dirigente do partido a que
pertence. Se optar pela solução de aceitar a sucessão de Durão Barroso
e nomear Santana Lopes 1º. ministro, vai ter muito mais constestatários
dessa decisão, ou seja, ela não se confinará aos partidos da esquerda
mas será muito mais vasta, abrangerá grande faixa do eleitorado que
não tem filiação partidária mas que não deseja continuar a ser governa-
do pela actual solução política. Tenho a certeza que se for esta a decisão
o País vai entrar numa fase de contestação popular permanente e em
que deixará de ser responsabilizado o autor da criação desta crise, para
passar a ser o próprio PR, por insistir num governo de continuidade de
reformas que visam continuar a destruir os benefícios sociais de quem
trabalha, favorecendo o patronato e o seu enriquecimento.
Publicado por rajodoas às julho 1, 2004 07:39 PM
Comentários
Concordo em absoluto!
Publicado por: Nuno MA às julho 1, 2004 09:38 PM
Caro Congeminações, mas desde quando é que tem de haver unanimidade no PSD para que Santana Lopes seja uma solução viável para Primeiro-Ministro.
Lembre-se que o PSD nunca foi de unanimismos e que é o confronto firme de ideias que faz os líderes fortes. O PS já não se pode "orgulhar" do mesmo: é que ainda há uns dias havia críticos de Ferro Rodrigues e agora, porque não convém, já está tudo "unido" nas hostes socialistas... Só enganam os ingénuos...
Publicado por: Peixoto às julho 1, 2004 09:40 PM
O presidente Sampaio, será um homem sensato.
Ou convoca eleições e terá governo daqui a seis, sete meses.
Ou aceita o PSL e deixará de ter governo daqui a seis, sete meses.
Publicado por: jgonçalves às julho 1, 2004 10:34 PM
Apelo aberto/CGTP: Todos ao Rossio, 3ª feira, dia 6, 18.30 h - EXIGEM-SE ELEIÇÕES ANTECIPADAS! Pelo futuro dos trabalhadores e do País.(passa a msg!).
Publicado por: rpx às julho 1, 2004 11:10 PM
dito desta forma até parece que é fácil decidir, mas, o que me parece é que eleições é o que deve ser, para acabar de vez com as " espertalhices " desta direita carunchosa e ineficaz
Publicado por: hammer às julho 3, 2004 11:18 AM