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julho 11, 2004

Concretização dos projectos "Santanicos" sob os auspícios do PR

O futuro o dirá mas estou em crer que se cumprirão os objectivos "San-
tanicos". Não tenho dúvidas como ontem o escrevi que haja um único
deslize na estabilidade governativa que possa vir a justificar a ameaça
do patrocinador desta continuidade. O pouco que já falta privatizar vai
numa velocidade estonteante ser entregue a amigos, familiares e corre-
ligionários que aparecerão constituídos em empresas com capital oriun-
do de empréstimos da banca estatatal, numa das maiores promiscuida-
des que alguma vez houve memória. Manobras executadas sob um to-
tal secretismo, sim porque desta vez não se irão cometer ingenuidades
como as verificadas no governo agora substituído que se descobriram e
denunciaram. Para isso vão ser colocados mais uns "boys" em lugares
chave para que todos os grandes negócios se concretizem sem o míni-
mo risco de denuncia pública. Desenganem-se pois todos quantos neste
momento ainda têm uma réstia de esperança de que aconteça a tal ins-
tabilidade que proporcionaria ao PR desfazer o maior erro político que
cometeu ao longo da sua carreira, fazendo com que termine o seu man-
dato num absoluto descrédito, por parte daqueles que nele votaram e
alguns dos quais já manifestaram o seu arrependimento. É que o défice
da Madeira vai atingir um montante inimaginável o mesmo acontecendo
às autarquias que desde a primeira hora apoiaram esta solução, vamos
no fundo a assistir à queda deste País na banca rota, em que a dada al-
tura o FMI para conseguir recuperar o volume de capital resultante dos
empréstimos concedidos para tapar os sucessivos grandes buracos, e es
tamos mesmo a ver o que vai acontecer. Estarão reunidas as condições
necessárias para que se instale uma nova ditadura, acontece um golpe,
desta vez para retirar de novo a liberdade a um povo que não a soube
nunca interpretar. A um povo que na sua maioria se abstraiu sempre das
questões políticas do País e apenas se preocupou com o seu bem estar
pessoal e familiar, não se dando sequer ao trabalho ponderar os riscos
que o seu desinteresse pela política da Nação a que pertencem, contri-
buindo quando a situação for de absoluta ruptura para que efectivamen-
te através de uma aventura política alicerçada num forte apoio militar se
dê um golpe de Estado e voltemos à situação anterior a 25 de Abril de
1974. Nessa altura já será tarde para os habituais confessos arrependi-
dos reflectirem sobre as consequências do seu desinteresse que num fun
do terá contribuido para que tenhamos regressado à época da grilheta.
Teremos então uma sociedade constituida por ricos e muito ricos e os ou-
tros, os pobres e os miseravéis. Teremos pois a Argentinização do nosso
País.

Publicado por rajodoas às julho 11, 2004 11:06 AM

Comentários

O PR pactuou, mais ou menos de forma liberal, durante os dois últimos anos, com DB.
Não devemos, pese embora a desilusão, imolar o PR, já que nada irá alterar os preceitos adoptados até aqui.
Não será necessário, eleger um inimigo novo do povo e da democracia. Este desde sempre, que está lá à espreita, do menor descuido.
A acção que uma situação deste quilate requer, será acção de contestação, aqui, nas ruas, onde for necessário.

Publicado por: jgonçalves às julho 11, 2004 11:05 PM

Se o disparate fosse sinónimo de dinheiro!!!
Mas, passará pela cabeça de alguém com a lucidez total que Portugal caminhe para uma "argentinização"?
Não me leve a mal, mas caro Congeminações não se queira tornar numa espécie de discípulo de Ana Gomes. Retorne à sua lucidez adulta e responsável...

Publicado por: Peixoto às julho 12, 2004 01:45 PM