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junho 07, 2004
Nova directoria uma espécie de tira-nódoas
Pela conferência de imprensa que foi dada pelo novo director da PJ do
Porto podemos concluir que o actual director geral que mantem uma con-
sonância política com as actuais forças da coligação, foi criterioso na sua
escolha porquanto o novo empossado conseguiu já avaliar que os sub-
directores substituídos não estavam à altura do desempenho do cargo pe
se embora um deles até seja possuidor de uma medalha que atesta o
contrário. Uma das razões invocadas por um dos empossados, o tal da
veia poética, foi de que a questão do secretismo institucional que os mes-
mos utilizaram não se coaduna com os procedimentos daquela polícia.
Pois sim entendemos muito bem, eles quando estavam na posse de ele-
mentos que comprometiam um militante importante do partido do gover-
no deveriam ter imediatamente comunicado ao director-geral por forma
a saber a sua opinião. É óbvio que não se prende assim um militante
importante do principal partido do governo, ajudando a desacreditá-lo
para mais em época eleitoral, isso é imperdoável. Por isso arranja-se
uma solução tipo tira-nódoas, para que o apito se cala de uma vez por to
das e se limpe a nódoa o mais depressa possível, porque a seguir a esta
vêm outras eleições e não convém que ninguém de nenhum dos dois par-
tidos seja envolvido em processos que indiciem qualquer tipo de crime
ainda que os cometam. Já agora nunca mais se ouviu falar no processo
de averiguações que dizem que foi mandado instaurar a Isaltino Morais,
sobre as contas da Suiça, ou será que já concluiram e não encontraram
matéria para o acusar porque provávelmente as contas já devem estar
vazias. É que já me constou que o dito senhor se está a preparar para
regressar à Presidência da Câmara de Oeiras, a pedido de várias famí-
lias que já antes haviam patrocinado a sua eleição.
Publicado por rajodoas às junho 7, 2004 09:11 PM
Comentários
Alguns ter-se-ão esquecido, outros não.
Deixa-os andar estão cada vez mais desesperados.
Agora são os Jotas com as bocas " contras os deficientes"
Mas o P. Sousa Franco está a sair-se muito bem. Gostei da entrevista de hoje.
Publicado por: João Norte às junho 7, 2004 09:47 PM
Depois que a Morgado se foi embora. Outros se seguirão. è a credibilização da PJ.
Publicado por: jgonçalves às junho 7, 2004 10:02 PM
Neste governo, quem incomoda é deixado para trás...
Publicado por: Dúvidas às junho 7, 2004 11:08 PM
Depois admiram-se quando se fala em ingerência da política na justiça......
Publicado por: vmar às junho 7, 2004 11:16 PM
«panelinhas»... onde é que eu já ouvi isso???
Publicado por: M. às junho 8, 2004 12:39 AM
"Panelinhas...onde é que eu já ouvi isso?" Parafraseando M.
Acrescento: paneleirices de Portas?
P.S. Não há auto-flagelação. É tão somente uma figura literária, já que "Pisar o risco" é um livro e será editado por altura do Natal
Abraços
Publicado por: LetrasAoAcaso às junho 8, 2004 10:51 AM
Na justiça, na investigação, na educação, no trabalho, na saúde, agem sem o mínimo de vergonha! Já nem se preocupam a esconder seja o que for!
Este caso do apito teve já um precedente idêntico com o caso Moderna!
Publicado por: carlos a.a. às junho 8, 2004 12:02 PM
A ver vamos, se fica tudo adiado para depois das "ditas", ou para "ad eternum"?! Não sei porquê mas inclino-me mais para a segunda hipótese.
Publicado por: Cotada às junho 8, 2004 05:12 PM
há portanto uma preocupação muito grande de abafar o apito...
Um abraço acagaçado,
Francisco Nunes
Publicado por: Planície Heróica às junho 8, 2004 11:02 PM