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maio 30, 2004
Perigosa generalização com base na superficialidade
É cada vez mais notório, o eleitorado que se afirma defensor do absten-
cionismo, generalizar a falta de honestidade da classe política isto por-
que não se dispõe a analisar com profundidade os factos em que se ba-
seiam para construir tal ideia. Existe até quem se limite a reproduzir opi-
niões de outros por não possuirem o seu próprio argumento baseado em
factos palpáveis. Isto prova que neste País o conceito de democracia não
só não evoluiu como estagnou e explico este ponto de vista. Os partidos
políticos existentes neste País com assento parlamentar, com excepção
do PCP, que já existia, têm tantos anos quantos a institucionalização da
democracia. É sabido que os mesmo dispõem de militantes, uns mais que
outros, uns porque se revêm no seu ideário, sem tirarem por razões de
oportunismos, dividendos em termos pessoais, outros há que militam nos
partidos para retirarem dividendos. São estes, com base nos quais os di-
tos descrentes dos políticos e da política constroem a ideia que atoardam
indiscriminadamente e que acaba por influenciar os menos esclarecidos
da nossa democracia, fazendo-os confundir factos, procedimentos, obje-
ctivos etc.. Deste universo de contestatários de todos os políticos da nos-
sa praça fazem parte pessoas de elevado nível académico, os quais têm
a consciência de que a governação de um País não se faz fora da esfera
política e que podem de alguma forma estarem a contribuir para que
amanhã estejam criadas as condições para aguçar o apetite a uma qual-
quer alta patente militar ou até força política com o seu apoio e através
de um golpe militar, instaurar uma ditadura. Está na altura e como muito
bem tem vindo a lembrar o nosso Presidente da República da sociedade
civil, aquela que não tem ultimamente participado na vida política do seu
País, tentar modificar a seu gosto, o actual quadro de forças políticas,
pois se estas não servem, criem novas, para que deixemos de correr o
risco da tentação de um qualquer golpista, colocar-nos outra vez sob o
jugo de uma tirania ditatorial.
Publicado por rajodoas às maio 30, 2004 10:33 AM
Comentários
Quanto mais afastados das vivências politicas, os cidadãos se encontrarem, mais fartamente os vilãos engordam
Publicado por: jgonçalves às maio 30, 2004 10:49 PM
Concordo. Concordo com o que diz EM PRINCÍPIO...
Suponha que vai para um partido como militante. O que é que o Raúl acha que vai discutir? O que pensa que vai influenciar?
O Raúl inscreve-se como militante. Paga a quota. Dão-lhe duas palmadinhas nas costas e chamam-lhe camarada, ou companheiro, ou amigo... ou outra coisa qualquer. O Raúl vai a uma Reunião do partido (para aí de 2 em 2 ou de 3 em 3 anos - conforme os eventos eleitorais e diz de sua justiça.
1º - Não lhe ligam porque chegou 'há dois dias'.
2º - Ignoram-no.
3º - A frase 'só contam os que estão para a luta (colar cartazes)' aparece muito rapidamente.
4º - Criam-lhe mau ambiente e dizem que o Raúl não é um verdadeiro militante (porque não é fanático / tolo)...
5º - O Raúl nunca mais quer ver uma organização política à sua frente.
P.S.: Esse discurso lembra-me a idéia dos jovens liberais que se integraram na União nacional durante o Marcelismo. Não mudaram nada!... Nem poderiam mudar!
Mas isto digo eu que ando azedo... pode ser que passe.
Publicado por: Planície Heróica às maio 30, 2004 11:55 PM
Todos (post e comentários)têm a sua dose de razão.
Seria necessária uma maior intervenção das populações para exigir melhor qualidade de vida. No entanto há um trunfo que de vez em quando se pode usar: as eleições. Se usado correctamente o voto mostara os anseios e desejos das populações (reconheço que não é fácil, porque a intoxicação propangandista é muita e turva as ideias de muita gente).
Publicado por: vmar às maio 31, 2004 12:35 AM
Caro Francisco. Como já deve ter reparado não sou militante de qualquer partido político mas
sei o que quero para a sociedade de que faço parte. Nunca deixei de participar em nenhum acto eleitoral porque do meu ponto de vista é um direito em liberdade que antes não tinha e que não quero perder a título. Utilizo o meu voto,por vezes a favor, outras contra, por questões de estratégia, sempre com o objectivo de contribuir para uma escolha política que governe o nosso País não contra quem trabalha e produz mas sim a seu favor. Óbviamente já deve ter percebido que jamais votaria nas forças políticas que constituem esta coligação. O mal que eu não quero para mim não o desejo aos outros, razão porque lamento a postura de todos aqueles que pura e simplesmente abdicam de um direito que não foi fácil conquistar, ou seja o de votar em liberdade e escolher de acordo com a sua consciência.
Publicado por: congeminações às maio 31, 2004 07:16 PM