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maio 31, 2004
E agora há que responsabilizar quem acusou indevidamente
Todos quantos quase cruxificaram o ex-deputado Paulo Pedroso e são
muitos deveriam ser agora responsabilizados pelo pagamento da inde-
mnização que óbviamente o mesmo vai requerer, para além de existi-
rem danos que são absolutamente irreparáveis. O primeiro que deveria
ser responsabilizado por ter decretado a prisão preventiva sem que ti-
vesse dados suficientemente concretos para tal, logo cometendo uma
injustiça perante um inocente, deveria não só ser alvo de instauração
de um processo disciplinar para que não voltasse a repetir a aplicação
de penas de prisão preventiva sem ter a noção ou consciência da culpa-
bilidade dos indiciados. Basta de se andar a destruir a honorabilidade
de cidadãos para mais no exercício de cargos políticos, cuja carreira é
simplesmente interrompida. Afinal as provas tidas como suficientes pa-
ra se tomarem decisões deste tipo não eram mais de que falsas. E ago-
ra o que é que o senhor Procurador-Geral da Republica, tem a alegar
em sua defesa, bem como o procurador João Guerra, não será que
também lhes tenham de ser assacadas responsabilidades pela forma
aligeirada com se conduziram investigações se recolheram testemu-
nhos e provas. Não estaremos na altura de exigir a aplicação de justiça
aqueles que a aplicam indiscriminadamente. E a senhor provedora que
até segundo afirmava era amiga de Paulo Pedroso e que estava tão cer-
ta veracidade dos testemunhos, fica também isenta de qualquer respon-
sabilidade.
Publicado por rajodoas às maio 31, 2004 07:00 PM
Comentários
Meu Querido Raúl, sem querer fazer de “Advogado do Diabo”, lembro-o de que, a falta de provas que justifiquem a ida a Tribunal não significa, necessáriamente, a ausência de indicios.
Se por um lado concordo que, uma medida intermédia, que não a prisão preventiva, tivesse sido aplicada, por outro lado penso que a Justiça serve para isto mesmo, verificar culpabilidade ou inocência em ambiente asséptico, livre de certas influência externas.
Pessoalmente, desejo que o Senhor Paulo Pedroso seja de facto inocente e não apenas considerado tal por insuficiência ou inconsistência de provas.
Receba um abraço amigo,
Maria João
Publicado por: CotadaEmBolsa às maio 31, 2004 08:24 PM
Há um que já disse que vai pedir indemnização.
Publicado por: vmar às maio 31, 2004 08:55 PM
Como sabe minha amiga Maria João, o Tribunal da Relação, colectivo de juizes alterou em resultado de recurso apresentado pelos advogados de Paulo Pedroso a medida de coacção que lhe havia sido aplicada pelo Juiz de instrução Rui Teixeira. Passada a fase instructória do processo foi apresentado o contraditório e uma vez reunidas as provas que constituíam a matéria de acusação, foram as mesmas desmontadas, inclusivé a prova de inexistência de marcas corporais identicadoras do acusado. E foi por tudo isto que é público que a Juiza entendeu não deduzir acusação a Paulo Pedroso. Como foi dito cabe recurso da parte da acusação para tribunal superior que neste caso é o da Relação onde o processo é já conhecido, embora agora contenha a
prova de desmontagem da matéria de acusação. E é tendo em vista esses elementos comprovativos de que a acusação é falsa que não tenho dúvidas de
repetir aquilo que referi na minha posta. Fase seguinte, pedir responsabilidades a quem são devidas pela forma aligeirada como se acusa um inocente.
Publicado por: congeminações às maio 31, 2004 09:10 PM
Amigo, amigos, este caso está muito inquinado.
Prometi há tempos idos, não me pronunciar sobre esta matéria, até que algo de liquido, emana-se da podridão.
Ainda não é a hora.
Publicado por: jgonçalves às maio 31, 2004 10:30 PM
Somos estúpidos, mas não tanto.
Somos mansos, mas não tanto.
Somos oprimidos por uma Justiça miserável, mas não tanto.
Somos portugueses, enfim. Mas também não tanto.
Publicado por: João Tilly às maio 31, 2004 10:42 PM
Investiguem o Pedro Namora!
Publicado por: quintanilha às maio 31, 2004 11:09 PM