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maio 27, 2004
As reformas do País adiado, nunca mais chegam
À medida que vamos conhecendo o nosso posicionamento na Europa face
a outros países com a mesma dimensão, chegamos à conclusão que o nos-
so País tem adiado o seu desenvolvimento, por culpa dos governos do pós
25 de Abril, os quais durante 30 anos ainda não foram sequer capazes de
realizar reformas de fundo que fizesssem inverter a nossa sina de sermos
o lanterna vermelha em quase tudo. Senão, vejamos. Desde o 25 de Abril
que responsáveis políticos vêm afirmando a necessidade de se proceder a
reformas de fundo no sistema de ensino, uma vez que todas as tentativas
que foram experimentadas ao longo deste tempo, redundaram em fracas-
so. Temos todos consciência de que o País para se desenvolver necessita
de possuir um sistema de ensino que forme convenientemente as novas
gerações para os desafios tecnológicos que se lhes colocam, pois o actual
sistema quer público quer privado produz licenciados em cursos que não
têm qualquer aplicabilidade no mercado de trabalho, transformando-os
nuns potenciais desempregados, factos que também não deixam de ser
lamentáveis, porquanto existem cursos ministrados por universidades pri-
vadas que à partida não patrocinam aos seus detentores nenhuma possi-
bilidade de emprego e os próprios formadores sabem-no, pelo que confi-
gura um procedimento desonesto por parte dos seus mentores. O minis-
tério da Educação neste particular é conivente porque consente através
do respectivo reconhecimento do curso. Está pois na hora, ontem já era
tarde, de uma vez por todas os próximos governos escolherem uma co-
missão constituida por todos os representantes das partes interessadas,
do Conselho de Reitores, da Associação de Pais e Encarregados de Edu-
cação, dos representantes dos docentes, das Associações representantes
dos estudantes em conjunto com técnicos do ministério trabalharem no
sentido de ser preparado um projecto que vise reformular todo o sistema
de ensino por forma a serem os jovens de amanhã preparados conveni-
entemente para entrarem no mercado do emprego, pois já basta de anda-
rem a concorrer para o mercado do desemprego.
Publicado por rajodoas às maio 27, 2004 07:34 PM
Comentários
E para o mercado do cartão de militante...
Convenço-me que há má-fé nesta 'macacada'...
Havendo licenciados sem colocação no mercado de trabalho há um mercado para a captação de militantes desesperados... A prova desta afirmação? A qualidade cada decrescente da nossa classe política; o aumento dos 'Yes man' dos, como diria o Blogquisto, Lisbois, Portobois, Bejabois, Farobois, Setubalbois...
Um abraço deste Planboy (quem me dera!),
francisco nunes
Publicado por: Planície Heróica às maio 27, 2004 07:43 PM
A problemática não será, a não existência de coordenação, de nível cientifico
entre as universidades, a sociedade civil e os governos.
mas por esta ordem.!
Publicado por: jgonçalves às maio 28, 2004 12:12 AM