« Se a tanga já era | Entrada | Sabujice do futebol beneficia partido »
abril 27, 2004
O que temia está acontecer
Desesperados com a perda do controle das principais cidades iraquianas
as tropas da coligação ou melhor os EUA, acabaram por recorrer aquilo
que já o havia previsto. Bombardear ferozmente a cidade iraquiana que
já se encontrava sitiada em que se aguardava a deposição das armas
por parte das respectivas milícias envolvidas nos conflitos. O que se po-
de esperar disto senão o morticínio indescriminado de vítimas civis para
juntar há lista já longa de 11.000 iraquianos mortos desde que o ocupa-
ção se registou. E ainda há quem estranhe não ver nenhum membro da
administração Bush tomar uma posição firme cada vez que Israel resol-
ve através de raids liquidar dirigentes palestinianos ou pura e simples-
te matar crianças indefesas. Claro está que esta atitude só pode causar
nos iraquianos, além da morte de mais uns quantos milhares, uma maior
revolta contra os invasores e vai servir ainda de pretexto para que não
seja possível preparar a transicção do poder em Junho para as forças
políticas mais representativas dos iraquianos. Entretanto no terreno os
abutres (empresas convidadas na recuperação do Iraque), iniciam o sa-
que e a pilhagem da riqueza ainda existente, sacrificando alguns dos tra-
balhadores que conseguirão aliciar, e que acabarão por ser vítimas de
ataques bombistas.
Publicado por rajodoas às abril 27, 2004 11:02 PM
Comentários
Sabe-se sempre como começam as guerras; nunca se sabe como acabam...
Um abraço,
Francisco Nunes
Publicado por: Planície Heróica às abril 27, 2004 11:33 PM
Caro Francisco,
As guerras nunca se sabem como acabam, mas de umas pode-se ter uma ideia mais apróximada do seu fim do que de outras.
Publicado por: Jazzy às abril 28, 2004 09:16 AM
A guerra é o recurso à falha da argumentação pelas palavras. Normalmente é um recurso usado por mentes pouco evoluidas.
Publicado por: vmar às abril 28, 2004 09:18 AM