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abril 21, 2004

Inoperância do sistema informático das Finanças

Hoje falando telefónicamente com um famíliar que possui um pequeno
gabinete de contabilidade na área do grande Porto, a certa altura da
conversa diz-me sabe tio andamos às voltas ainda com o IRS dos nos-
sos clientes, pois as Finanças agora exigem a apresentação das decla-
rações electrónicas, só que não faz ideia, durante o dia não consegui-
mos sequer enviar uma, só o temos conseguido à noite e à razão de 5
declarações por dia, na tentativa do envio da 6ª. aparece o pedido de
desculpas por sobrecarga ou falha do sistema. E acrescenta e isto não
se fica por aqui em relação à Segurança Social as dificuldades são as
mesmas o seu sistema informático pura e simplesmente não funciona.
Mas será possível que afinal a informatização dos Serviços Públicos se
traduza nesta constante ineficácia e em vez de se obterem benefícios
para os contribuintes com a adopção destes sistemas, resulta num cons-
tante transtorno para as pessoas e perdas de tempo. Quem são afinal
essas firmas que estão a fornecer os equipamentos aos Serviços Públi-
cos que afinal não têm capacidade de resposta adequada. Não estare-
mos em presença de equipamentos da chamada linha branca que são
transformados pelos engenheiros informáticos e que acabam por não
se adequarem às necessidades dos serviços que deles carecem. Va-
mos continuar a assistir a todos estes transtornos causados pelo mau
apetrechamento informático dos Serviços Públicos, aos respectivos
utentes.

Publicado por rajodoas às abril 21, 2004 07:25 PM

Comentários

Isto são as incapacidades do sistema e não defeito do material.

Publicado por: jgonçalves às abril 21, 2004 10:59 PM

Raul, quase que tenho a certeza onde reside o problema. Aliás já me referi ao assunto em comentários anteriores. Pondo o assunto numa linguagem que todos entendam, o que se passa é que há um estrangulamento de dados. Ou seja suponhamos que se construiu uma conduta de água – com 30 centímetros de diâmetro - para abastecer uma vila com 200 pessoas. Foram chegando pessoas e ao fim de algum tempo a vila já tem 5000 pessoas mas a conduta de água é a mesma (a tal dos 30 cm). Enquanto foram poucas as pessoas a tirar água em simultâneo a conduta vai aguentando. O problema é quando 3000 pessoas se lembram de abrir a torneira em simultâneo. A água começa a sair às pinguinhas, ou nem sequer sai.
O que se passa nas finanças é algo semelhante. Eles têm contratado uma determinada largura de banda – é assim que chama a conduta por onde passa a informação na Internet – e para o aumento de tráfego que tem existido eles precisam de aumentar essa largura – pelo menos em determinados períodos do ano. É claro que isto era previsível, e eles têm técnicos suficientemente informados para isso. E ao exigir que muitos modelos passassem a ser enviados pela Internet, já se sabia que o tráfego iria aumentar muito.. O problema está na classe dirigente que, tentando sacudir a água do capote, tentou passar a bola para a empresa de telecomunicação que lhes fornece os circuitos. É claro que eles responderam que eles têm a largura de banda que pagam, e se precisam de mais têm de desembolsar mais umas massas – e aqui é que reside o busílis, eles querem aumento na largura de banda mais não querem pagar mais – TAMBÉM EU QUERIA!!!

Publicado por: vmar às abril 22, 2004 01:37 AM

Este é o caso típico de subdimensionamento de um sistema, quer seja por causa da largura de banda, quer seja por falta de capacidade do servidor.
Estou em crer que vmar tem razão quando diz que é um problema de largura de banda.
É fácil tomar decisões políticas sem disponibilizar meios (técnicos ou financeiros) para se poder aplicar de facto essas decisões.

Publicado por: Jazzy às abril 22, 2004 11:32 AM