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abril 10, 2004

Comportamento exemplar das seguradoras

Sabemo-lo todos, por conhecimento de causa, que quando somos en-
volvidos em acidente de automóvel ainda que não sejamos culpados
somos confrontados com diversas dificuldades com as seguradoras
envolvidas. E não vale a pena andarmos a saltar de uma para outra
por desencanto de procedimentos porque a actuação é nesta matéria
em tudo igual. Hoje no "Público" vêm referências ao comportamento
das seguradoras, face a danos pessoais, quer em atropelamentos mor-
tais quer de feridos graves. Uma autêntica vergonha, deveriam ter as
seguradoras que pretendem alijar responsabilidades no pagamento de
indemnização por um atropelamento mortal em cima de uma passadei-
ra de peões. Desde recursos da sentença condenatória a descontos de
impostos no valor a pagar, um autêntico escândalo. E não existe nenhu-
ma entidade fiscalizadora dos procedimentos lesivos dos segurados. A
entidade que existe é exactamente para as proteger. Todos temos cons-
ciência do agravamento que o nosso seguro automóvel sofre anualmen-
te muito embora a nossa seguradora antes de nos enviar o recibo nos
informa que continuamos a ser condutores sem sinistros e que fomos
bonificados em mais X por cento, bonificação essa que é absorvida pela
actualização do seguro, face aquilo que eles referem em 2º. parágrafo
que a sinistralidade tem cada vez aumentado mais e feito vitimas. Ora
se nos obrigam a ter seguro automóvel, se este é agravado todos os
anos por força do aumento da sinistralidade, porque razão as segurado-
ras hão-de tentar sempre furtarem-se às suas obrigações indemnizató-
rias a que são obrigados por sentença judicial. Pois são estas mesmas
seguradoras que o senhor ministro do trabalho e da solidariedade, quer
entregar em alternativa aos descontos para a segurança social, os ren-
dimentos do trabalho. Que credibilidade podem porventura merecer es-
tas seguradoras a um interessado contribuinte num sistema alternativo
ao do regime geral, pelos procedimentos havidos nas situações anterior-
mente referidas, óbviamente que nenhuma.

Publicado por rajodoas às abril 10, 2004 07:49 PM

Comentários

Como diz um amigo meu: as seguradoras são boas ... quando não precisamos delas.

Publicado por: rpx às abril 10, 2004 09:59 PM

A questão poderia ser vista deste prisma.
O segurado, transfere (porque é obrigado), a sua responsabilidade civil, para uma dada entidade, esta em caso de sinistro, não assume imediatamente, a corresponsabilidade e não é penalizada por isso.
Se a situação fosse a inversa, certamente que o transgressor seria muito penalizado.

Publicado por: jgonçalves às abril 10, 2004 10:08 PM

Boa Páscoa para toda a gente aí em casa.

Um abraço,
Francisco Nunes

Publicado por: Planície Heróica às abril 11, 2004 02:23 AM

As seguradores são algo que nos suga o dinheiro mas que só nos segura se não precisamos delas. Responsabilidades há! Instituto de Seguros de Portugal a quem compete a fiscalização do sector.

Publicado por: vmar às abril 11, 2004 01:10 PM