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março 28, 2004
Justificação nada plausível
A de António Guterres ontem, quando instado sobre as verdadeiras ra-
zões que motivaram o seu abandono do governo. Ficava-se pela leitura
do resultado das eleições autárquicas e nada mais seria necessário
acrescentar à sua anterior justificação. Este acrescento já lhe valeram
quer os comentários produzidos quer ainda outros que se irão produ-
zir. Creio até, que terá sido bastante infeliz, nesta resposta. A menos
que tal como também fez sentir não será candidato a candidato à corri-
da à PR e então para si já será absolutamente indiferente a opinião que
os outros formulem a seu respeito. Denota até um certo desencanto
com a política mas nisso não tem que atribuir culpas a ninguém senão
a si próprio. As linhas que escolheu para governar o País é certo que
encontraram uma oposição cerrada no parlamento por parte da oposi-
ção e chegou até a ter que fazer acordo com um militante do CDS/PP,
no célebre negócio do queijo limiano, que até valeu a irradicação do
partido do respectivo deputado, para poder ver o seu orçamento apro-
vado. Sabemos que qualquer governo que não tenha uma base parla-
mentar maioritária tem sempre muitas dificuldades em fazer passar as
políticas que constam do seu compromisso eleitoral, sobretudo se as
mesmas forem diametralmente opostas aos partidos da oposição que
farão barreira, mas insisto a justificação agora apresentada era dispen-
sável.
Publicado por rajodoas às março 28, 2004 03:37 PM
Comentários
Guterres já foi "chão que deu uvas". Foi um notável deputado na oposição, mas nunca teve estofo para ser Primeiro-Ministro. Agora, o melhor que tem a fazer é reformar-se, de vez, da política...
Publicado por: Peixoto às março 28, 2004 05:30 PM
A questão que se me põe é unicamente a seguinte: porquê vir agora dar explicações, quando não as deu na devida altura?
Publicado por: vmar às março 28, 2004 11:16 PM