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março 15, 2004
E disse
Alberto João como não podia deixar de ser, tinha que se pronunciar so-
bre o resultado eleitoral em Espanha, tendo sido muito conclusivo. Os
espanhóis cederam à chantagem terrorista. Outros há que dizem, foi
a expressão do mêdo. Quem viveu como eles uma guerra civil dá von-
tade de rir ouvir-se semelhantes disparates. Está visto que com estes
heróis podemos dormir descansados, fazer a nossa vida normalmente
que estes escudos invisíveis protegem-nos de qualquer acção terroris-
ta. Chego a pensar que estes heróis estiveram com certeza nas campa-
nhas militares nas ex-colónias e com a coragem aí adquirida podem
enfrentar qualquer grupo árabe e aniquilá-lo. Estes valentões de gabi-
nete quase nos incitam a manifestar apoio ao combate a todo o terro-
rismo internacional, liderado pelas surperpotências que insistem em
ingerir na soberânia de povos independentes, derrubando regimes, ins-
talando outros a seu belo prazer ,e contribuindo para o alastramento
cada mais de grupos opositores a essa estratégia de domínio interna-
cional com a submissão dos povos com a sua identidade própria aos
modelos de sociedade ocidental. No fundo o terrorismo deixará de exis-
tir quando os lideres dessas superpotências mudaram a sua estratégia
de política internacional, enquanto isso não acontecer vamos assistir
ao seu aumento e ao contínuo aumento de vítimas inocentes.
Publicado por rajodoas às março 15, 2004 09:26 PM
Comentários
Sobre terror, medo e pressão, fala quem sabe!
Um abração do
Zecatelhado
Publicado por: Zecatelhado às março 15, 2004 09:51 PM
O Jardim já tinha acabado o seu carnaval ou ia a caminho de alguma festa na Camacha? O Jardim devia ir era para as Produções Ficticias.
Publicado por: vmar às março 15, 2004 11:02 PM
De qualquer forma... o terrorismo antes de ser justificado deve ser atacado.
Um abraço,
Francisco Nunes
Publicado por: Planície Heróica às março 15, 2004 11:09 PM
Vou contar uma história-Um dia, houve uma artista , que regressada do Médio-Oriente, tendo na bagagem alguma documentação sobre o processo palestiniano,com dados sobre economia,educação,trabalho nos territórios ocupados,e respectivos depoimentos escritos de ONGs, sobre os atentados aos direitos humanos em Israel e Palestina, decidiu dá-los a conhecer ,ao seu Presidente de Governo, pedindo-lhe uma audiência.Passaram-se meses...e nada. A tal artista, não querendo que alguem pensasse que o que queria ,era protagonismo, limitou-se a telefonar para a secretária do Presidente uma vez.A resposta foi que, o pedido de audiência havia sido feito,mas não podia adiantar mais nada. A tal artista, desistiu. Até essa data, essa mesma artista,de vez em quando era chamada para cantar nalgum evento patrocinado pelo Governo da sua bela e encantada Região.Não eram muitos os convites,mas sempre ia tendo alguns. Por coincidência ou não,essa cantora, nunca mais recebeu nenhum convite oficial, nem de empresários ligados ao "sublime" Partido Presidêncial. A tal artista,ficou durante algum tempo, triste e desapontada. Afinal, já tinha representado a sua bela e encantada região,em comunidades emigrantes de países longinquos, tinha também ganho,num determinado ano o Prémio de Artista Mais Popular,promovido por um Jornal local,havia sido uma das artistas mais ouvidas numa rádio afecta ao Governo e tinha também actuado nalguns eventos do pelouro da Cultura, desse tal Governo.E agora nada...Mas,como a vida é para seguir em frente, a tal artista encolheu os ombros...e continuou vivendo,e cantando (muito menos, é claro), sempre que houvesse uma alma caridosa que a convidasse. Já passaram quase dez anos. A tal cantora, que ama por demais a sua terra,continua lá, no mesmo sítio,e de quando em vez, chega um convitezinho,e lá vai ela,toda feliz, por poder cantar...(Dou um doce a quem descobrir o nome dessa artista e da sua bela região !)
Publicado por: Valeria às março 16, 2004 12:36 AM
Está-se mesmo a ver: foi a pobre vítima de perseguição, a famosíssima fadista lusa Valeria!
Publicado por: L'autre Valerie às março 16, 2004 04:01 PM
Para L`autre valerie-Não sei se o comentário foi ou não,feito de boa fé.Se foi, o meu obrigada.Porém esse "famosíssima" não pode ser,no contexto da minha carreira,um adjectivo elogioso.Sou a antitese desse mesmo adjectivo. Paga-se,por vezes,muito caro, o exercicio da Liberdade. Mantermo-nos fieis aos nossos ideais,significa viver,sem concessões.Optei por esse caminho.Bem ou mal, é só assim que concebo a Vida.
Publicado por: Valeria às março 16, 2004 06:07 PM
Só agora me foi possível consultar o meu próprio blog e tomar conhecimento do teor do comentário de Valéria Mendez e a sequência que ele gerou. Confesso que não me surpreende nada do que narrou porque neste País é assim que acontece com quem tiver a veleidade de se intrometer em assuntos da esfera política e eventualmente poder tornar-se um incomodo. Fecham-se-lhe as portas todas para se não dar oportunidade de ainda se tornar mais incomodativo. É como diz cara amiga, liberdade sim, mas com as restrições que o tratamento que diversas matérias no caso concreto de maior melindre possam suscitar a quem as analisa. Depois é só passar a palavra e
como anteriormente referi todas as portas se fecham. Mas continue a ser igual a si própria. Se
vivemos num País dito democrático, devemos praticá-la na sua plenitudade ainda que isso venha incomodar quem quer que seja.
Publicado por: congeminações às março 16, 2004 07:19 PM