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março 21, 2004
Abruptamente contestadas
JPP contesta a estatística de fome que grassa em Portugal e que vem pu-
blicada no Público de hoje, com bastante objectividade, face apenas às
duas instituições de solidariedade então referidas, ou seja o Banco Ali-
mentar Contra a Fome e as Misericórdias. É facto que as 200.000 pes-
soas referidas pela articulista não correspondem à realidade porquanto
existem muitas outras que são apoiadas por diversas igrejas e associa-
ções que não recorrem habitualmente ao Banco Alimentar. De resto se a
referida articulista se recorresse a uma consulta mais aturada verificaria
que esse número é francamente maior. Embora no Abrupto o seu autor
na sua introdução ao post refira que não tem dúvidas da existência de fo-
me em Portugal e das dificuldades porque passam diversas famílias face
à perda de empregos em grande número que se tem registado apressa-
se a pôr em dúvida o rigor dos números avançados insinuando pecarem
os mesmos por excesso. Mas quem está enganado é ele os números re-
velados não pecam por excesso antes bem pelo contrário pecam por de-
defeito. Últimamente tenho verificado que esta figura pública talvez por
excesso de intervenções, quer televisivas quer jornalísticas, tem sido
pouco feliz em matéria opinativa.
Publicado por rajodoas às março 21, 2004 01:21 PM
Comentários
muita tinta tem escorrido sobre este assunto. até quando será necessário?
Publicado por: Pecola às março 21, 2004 02:11 PM
Sem pretender ser pretencioso, acabarei por ser tão bruto, quanto o abrupto.
Mas o meu concelho aqui fica, para o abrupto, para quem o lê sem ser apaniguado e mesmo para os apaniguados.
Neste espaço da blosfera, muitos blogs aqui editados, sem pretenções a manchetes, têm sintetizado de forma altruista a realidade do país
daí o meu concelho.
Visitem os blogs, editados no Weblog e certamente não darão por mal empregue, o tempo disponibilizado.
Publicado por: j.gonçalves às março 21, 2004 03:31 PM
Eu não me admira que o Sr. Pacheco Pereira tente por água na fervura, os níveis de alienação não podem baixar, não vá dar aos espectadores algum achaque, ou coisa pior!
Mas o povo, que para além de espectador, é eleitor, trabalhador (esta carapuça enfia cada vez em menos cabeças) e consumidor, continua a preferir dar atenção a esses "eleitos", filhos pródigos do sistema, prontos para salvar as almas plebeias do purgatório.
Enquanto assim acontecer, a fome, e outras graves carências que muitos portugueses sofrem (envergonhados por não conseguirem resolver o problema pelos próprios meios)não serão encaradas com seriedade por políticos que estão mais interessados na construção de estádios de futebol, e outras obras de fachada.
Publicado por: Rodrigo Ribeiro às março 21, 2004 06:18 PM
Temos que dar um desconto a essas figuras que raramente saem dos seus labirintos citadinos e que desconhecem o interior do país, onde abundam famílias que vivem da sua agricultura de auto-subsistência e da subsídio-dependência dos rendimentos mínimos garantidos...
Contudo, mais do que analisar a situação presente, importa perceber que a pobreza só se combate, eficazmente, com uma verdadeira política de educação generalizada, onde a população possa adquirir as ferramentas que permitam "acabar" com a pobreza ligada à falta de instrução...
Publicado por: Peixoto às março 21, 2004 08:27 PM
Os políticos parecem viver num mundo à parte; o único contacto que têm com as populações é por altura das eleições. O JPP tem de ir defendendo a sua "dama" o melhor possível.
Publicado por: vmar às março 21, 2004 11:53 PM