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fevereiro 11, 2004

Será por estas razões que andam aí uns que querem ser espanhóis


Tratado de Tordesilhas, em que eles ficaram com o ouro e a prata toda
e nós com as mulatas e a caipirinha...pensando bem, o negócio até nem
foi tão mal para nós porque, entretanto, o ouro e a prata acabaram-se.
As sevilhanas: que raio de gente com auto-estima se veste com vestidos
às bolinhas tipo joaninha e saltita enquanto um parolo de cabelo oleoso
geme como quem está com uma crise de hemorróidal?
Castilla la Macha, Estremadura e Andaluzia:todos eles desertos áridos e
monótonos, mas sem camelos nem tipos de turbante para tirar fotos com
os turistas.
O antigo costume espanhol de reclamarem para si terras às quais não
têm direito (como Gilbraltar, Ceuta, Olivença - que é nossa! - e as
Canárias).
Enrique Iglesias, y su magnifica verruga en la tromba.
A língua castelhana: esse prodígio da linguagem,em que seres humanos
são capazes de emitir ruídos imitando perfeitamente o som de um cão
a roer um osso.
Os Seat, os piores automóveis que existem a oeste de Varsóvia. Boca
chauvinista, a treinar diante do espelho: «Yo esborracho tu Seat Mar-
bella com mi pujante UMM»!
A Guardía Civil, e a sua mania de arrear porrada em políticos portugue-
ses na fronteira: mesmo que eles estivessem a pedi-las, nos nossos
políticos somos nós quem "molha a sopa".
Badajoz, a segunda cidade mais feia do mundo, a seguir a Ayamonte.
A mania que têm de se afirmarem como uma nação unida quando três
quintos da população tem um ódio de morte a Espanha.
El Córte Inglés... Até eles tiveram vergonha da sua criação, pelo que
não lhe chamaram "El Córte Español", optando por atirar as culpas a
outro povo, totalmente inocente.
Café espanhol: uma zurrapa intragável e, além disso, para se conse-
guir uma bica em Espanha, o cliente tem que especificar expressa-
mente que a quer «sin leche». E, à cautela, convirá também pedir
sem Sonasol, sem gelo, sem pêlos do peito do empregado...
A riquíssima culinária espanhola: paella de carne, paella de peixe,
paella de gambas... Claro que galegos, bascos e catalães têm uma
culinária riquíssima, mas esses não são espanhóis.
O hábito cínico de nos tratarem por "nuestros hermanos". Aí o portu-
guês deve, com ênfase, esclarecer: «Xô, bastardo! Vai pr> á p*** que
te pariu».
A televisão espanhola: 100% parola, e onde é considerado top de au-
diência um concurso em que a corrente, chamada Mercedes (vrumm!
vrumm!), tem que dançar sevilhanas (arrghh!) com o Enrique Iglesias
(vómitos!) para ganhar um Seat (keep it!) ou um T2 em Ayamonte
(nãaaaaaaaao!).
Já imaginando a contra-argumentação que alguns tentarão contra este
enunciado de razões devo lembrar que os filmes do Canal 18 não são
feitos em Espanha, nem por espanhóis. Vejam o genérico. São ameri-
canos e dobrados em espanhol porque os espanhóis ficariam logo mur-
chos se ouvissem as meninas a gemer noutra língua que não a sua.
Aliás, os espanhóis nunca foram muito dotados:
sabiam que a DUREX comercializa em Portugal preservativos com uma
média de 1 cm mais compridos do que aqueles que comercializa em
Espanha?!?
Agora, agradeçamos todos:
Obrigado D. Afonso Henriques, por nos teres separado dessa raça, para
que hoje possamos dizer, com orgulho, eu sou português!

Publicado por rajodoas às fevereiro 11, 2004 07:11 PM

Comentários

Ao ditado: De Espanha nem bons ventos nem bons casamentos, o Raul acrescenta "nem boas uniões nem boas congeminações". Será tudo assim tão mau? Tenho as minhas dúvidas....mas aviso já que não gosto de filmes dobrados! "Gosto tudo ao natural!"

Publicado por: vmar às fevereiro 11, 2004 08:29 PM

Tirando alguns vómitos, que se vendem a troco de um prato de lentilhas. Poucos acreditam na bondade, ou boa fé de Espanha.
E eu como sou pelo direito dos animais, não quero cá touros de morte. Levem-nos para lá e já sabem.

Publicado por: j.gonçalves às fevereiro 11, 2004 10:31 PM

Textos assim só podem ser escrito por quem não conhece Espanha. A ignorância deve ser escondida até o seu portador encontrar cura, e nunca alardeada desta forma. Ah, e eu tenho um SEAT há 12 anos, que já deu a volta à Europa e continua a fazer 400km por semana...
Ai, ai, eles nem sequer sabem que ao criticarem a cozinha extremena e andaluza estão a renegar metade da gastronomia "lusitana"...

Publicado por: CMF às fevereiro 11, 2004 10:51 PM

Pelo comentário de CMF dá para perceber que faz parte daqueles que não se importavam de ser espanhóis. Por acaso engana-se em relação ao meu desconhecimento de Espanha, pois conheço algumas
regiões nomeadamente e bem a Galiza. Mas nem sequer a questão se prende com o seu desenvolvi-mento que nem sequer se pôs em causa, o objectivo
é apenas e só o despertar da nossa nacionalidade.

Publicado por: congeminações às fevereiro 11, 2004 11:33 PM

Não me importava de ser espanhol, como também não me importava de ser de outra nacionalidade, desde que servida por governos democráticos (abomino qualquer tipo de totalitarismo). A nacionalidade é um acidente, e temos que saber viver com ela. Mas reconheço que tenho algum apreço pelo país vizinho. Tem a ver com uma certa maneira de encarar a vida e o quotidiano com a qual eu me identifico.
Admito que o texto estivesse propositadamente exagerado, por algum motivo que desconheço. Mas não podia deixar passar em claro certas afirmações. A crítica à gastronomia castelhana era uma delas. Mas podia falar da beleza nada monótona da Andaluzia ou do arrebatamento que me causa o flamenco e as sevilhanas.
Despertar a nossa nacionalidade não é denegrir outras nacionalidades. Até porque, dessa forma, se está a menorizar a nacionalidade que se pretende exaltar porque aquilo que tem valor não necessita de se alimentar dos defeitos alheios para crescer (e muito menos de defeitos que não existem ou que são propositadamente exagerados).
Últimas notas:
Não conheço nenhum T2 em Ayamonte, mas conheço um, 5km mais afastado da fronteira (infelizmente não é meu), situado numa pequena urbanização que envergonharia qualquer português. Porquê? Porque aquilo que sucedeu no Algarve (urbanização selvagem) deve ser expiado por todos e as devidas ilações devem ser urgentemente tiradas. São espectáculos como os que podemos infelizmente ver na costa algarvia que me fazem duvidar da nobreza desta lusitana nacionalidade. Um povo que não respeita a riqueza que tem talvez não mereça ser respeitado. (E a língua portuguesa, tantas vezes mal tratada...)
E o meu SEAT marbella está mesmo comigo há 12 anos e continua a desempenhar a sua função sem mácula :-)
Um abraço.

Publicado por: CMF às fevereiro 12, 2004 01:09 AM

Estive a reler o meu primeiro comentário e espero que não pense que o estava a classificar como ignorante. Estava apenas a dizer que o texto revelava ignorância em relação a Espanha, especialmente em relação a Castela. E a cura podiam ser uma visitas intensivas a La Mancha, Extremadura e Andaluzia :)

Publicado por: CMF às fevereiro 12, 2004 01:12 AM

Só para esclarecer refiro que o texto do post não é meu foi-me enviado e quando o recebi pensei
vou utilizá-lo como uma provocação. Eu não tenho dúvidas do pouco que conheço da Espanha que é um
País que está desenvolvido e que proporciona aos
seus cidadãos um bom nível de vida. Quanto a isso
estamos de acordo. Só não quero que se transforme este País numa província espanhola.

Publicado por: congeminações às fevereiro 12, 2004 06:53 PM

Ê cá sô espanhol, caracoles!!!


Um abracito del
ZiecaTellado

Eh! eh! eh!

NISTO ESTOU EM DESACORDO CONTIGO, COMPANHEIRO! Aqui o Zeca é um cidadão do mundo!

Publicado por: Zecatelhado às fevereiro 12, 2004 07:47 PM