« Indecisão | Entrada | Acima de quaisquer explicações »
fevereiro 10, 2004
Já esperava esta conclusão
O encontro realizado no Convento do Beato por "empresários, gesto-
res economistas, etc," concluíu de uma forma que já esperava. É pre-
ciso mudar as mentalidades, discurso esse já gasto e utilizado por vá-
rias forças políticas. Mas aqui importa interrogar se as mentalidades
que os empresários querem mudar se é só a dos trabalhadores é que
fiquei estupefacto com as declarações do representante da Somague,
quando referiu que o País sofreu durante este tempo todo após a re-
volução, de perturbação. Confesso que compreendi a mensagem mas
assusta-me pensar que um empresário ou melhor um representante de
uma empresa com a dimensão da Somague profira uma barbaridade
destas. Mas a auscultação televisiva não se ficou por aqui o patrão da
Livraria Bertrand queixou-se de que o seu pessoal não anda a entrar a
horas ao serviço e que se o passa-se fazer situação melhoraria. Mas en-
tão os trabalhadores da Bertrand não têm relógio do ponto, como é
que afinal é controlada a sua entrada? Será porventura que os senho-
res empresários pretendem eles próprios mudarem a sua mentalidade?
É que também convinha muito ao trabalhadores, sobretudo aqueles que
gostariam de se valorizar profissionalmente através da frequência de
cursos, mas não esses que funcionam com os fundos da CE, ministra-
dos de um forma pouco séria em que o resultado por essa razão é nu-
lo na qualificação de qualquer trabalhador, embora traga resultados pa-
ra a entidade que se candidata aos mesmos.
Publicado por rajodoas às fevereiro 10, 2004 08:56 PM
Comentários
Eles estão é todos borrados! Agora vêm com aquela do "País"? desde quando se interessaram pelo País? Interessaram-se e interessam-se é pelos bolsos deles.
Um abração do
Zecatelhado
Publicado por: Zecatelhado às fevereiro 10, 2004 09:22 PM
Neste país pensa-se muito!(e já nem comento a qualidade do pensamento)...e faz-pouco...
Publicado por: vmar às fevereiro 10, 2004 09:33 PM
São tão lamentávelmente previziveis, que qualquer iletrado com a 4ª classe, os topa à légua.
Não foi o homem da Somague, que se vendeu aos espanhois?
E estes queixaram-se das leis laborais e dos trabalhadores portugueses?
E o sr. da Bertrand,não venderia mais livros, se em vez da quantidade aposta-se na qualidade?
E que incentivos dá aos trabalhadores, para que estes se sintam úteis e não simples numeros numa qualquer forçada estatistica?
Publicado por: j.gonçalves às fevereiro 10, 2004 09:57 PM