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fevereiro 10, 2004
Acima de quaisquer explicações
Pelos visto o juiz do processo "Casa Pia" dispensa a oportunidade
que o "Conselho Superior da Magistratura" lhe quer proporcionar
para no caso dos advogados de "Carlos Cruz", serem autorizados
pela sua ordem a divulgarem o conteúdo do despacho que o mes-
mo produziu para não alterar a medida coação que então aplicou
ao apresentador. Isto é,provando a sua total convicção na sua
actuação e tão pouco sequer reconhecer a necessidade de que de-
va explicações a quem quer quer seja. Pois bem ficamos todos a
aguardar os próximos desenvolvimentos e desfecho do processo
para se efectivamente se provar que ele tinha toda a razão nos
unir-mos e manifestarmos-lhe a nossa solidariedade e simpatia pe-
lo seu desempenho. Mas se porventura se provar que errou, tam-
bém cá estamos para o brindar com tudo o que de pior se pode
dizer de um ser humano com as suas responsabilidades.
Publicado por rajodoas às fevereiro 10, 2004 09:10 PM
Comentários
É melhor aguardarmos. Como dizia o ceguinho: Vamos Vendo!
Um abração do
Zecatelhado
Publicado por: Zecatelhado às fevereiro 10, 2004 09:20 PM
Com isto tudo ainda não percebi, se os processos judiciais devem proseguir os suas etapas nos tribunais ou na comunicação social.
Publicado por: vmar às fevereiro 10, 2004 09:29 PM
Toda esta encenação, mais não visa, do que peixeirar, o caso em si.
Publicado por: j.gonçalves às fevereiro 10, 2004 10:10 PM
Um julgamento não é, nem pode ser uma peixeirada...
O Sá Fernandes já há muito que anda a fazer aquilo que agora propõe às claras...
Um abraço,
Francisco Nunes
Publicado por: Planície Heróica às fevereiro 10, 2004 10:39 PM
Esta teoria de radicalizar uma questão judicial não é a melhor... Nunca saberemos se esta decisão do juíz foi a mais correcta ou não, pois a Justiça é feita por homens e não por máquinas que desvendam o passado.
Sendo assim, não são os próximos episódios que vão ditar a justeza das decisões do juíz Rui Teixeira, pois na próxima fase vai ser outro juíz (outro homem ou mulher) a tomar decisões e continuaremos sem saber se serão as mais correctas ou não...
Neste assunto há apenas que confiar nos homens que fazem a Justiça, ou seja, esperar que decidam de boa-fé e em consciência!
Publicado por: Peixoto às fevereiro 11, 2004 12:18 AM
A abertura proporcionada ao juiz Rui Teixeira pelo CSM, para, querendo,dispensar da reserva que o cargo lhe impõe,esclarecer a opinião pública sobre a sua decisão, é um aviso à defesa e à OA de que em igualdade de armas a acusação possui sempre prerrogativas.
R.Teixeira ao recusar a oferta, sobe a parada e vai obrigar a defesa a uma opção arriscada: o juízo precoce e precipitado da opinião pública pode desacreditar o processo mas não iliba o cliente - a última palavra será sempre a da instância do julgamento e será essa, após trânsito e julgado, que fará vencimento!!
Publicado por: Maria da Fonte II às fevereiro 11, 2004 12:34 AM