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janeiro 16, 2004
Os bancos de nevoeiro e o excesso de confiança
Incompatibilidade total o excesso de confiança dos automobilistas com
os chamados bancos de nevoeiro. É isso, o assunto pretende-se com
os dois choques em cadeia de veiculos automóveis ligeiros e pesados
que ocorreram na A/23. Um dos locais entre outros onde é habitual
o aparecimento de bancos de nevoeiro. Se por um lado, face à repor-
tagem houve automobilistas conscienciosos que no momento em que
se viram sem visibilidade abrandaram a marcha dos seus veículos, sur-
gem sempre os que por excesso de confiança conduzem como se dispu-
sessem das mesmas condições de visibilidade. Resultado os tiveram
possibilidades de pararem os seus veículos logo que se aperceberam
que o acidente tinha ocorrido, não batendo no veículo da frente acaba-
ram levando com o veiculo que circulava na sua traseira, por a veloci-
dade com que os mesmos circulavam não ser a recomendável acaban-
do por ver as suas viaturas projectadas contra o veiculo da frente.
.Resultado oitenta e tal veiculos, uns quase totalmente destruídos 4 fe-
ridos graves e felizmente nenhuma vítima mortal. O que quer dizer
que como é habitual no próximo vencimento do recibo do seguro auto-
móvel, já estou a imaginar a cartinha da seguradora com o texto do cos-
tume e a respectiva taxa de aumento face aos prejuizos resultantes da
taxa de sinistralidade. E não passamos disto. Por mais alterações que se
façam ao Código da Estrada não há maneira desta situação se modificar.
Venham mais coimas, venham mais restrições, venham mais o que apete-
cer aos legisladores que vão continuar a registarem-se situações destas
com o nevoeiro, situações idênticas resultantes de pisos molhados pelas
intempéries, porque a maioria dos condutores deste País nunca mais se
consegue capacitar de que as velocidades são para ser praticadas em
função das condições atmosféricas e outras que obriguem a que se to-
mem precauções.
Publicado por rajodoas às janeiro 16, 2004 08:57 PM
Comentários
Tocou num ponto que sinto importante apesar de não saber como lhe dar a volta - o facto de na prática todos sofremos com as asneiras de alguns. É certo que as seguradoras são um negócio, e até se queixam de que o ramo automóvel não lhes rende ( não deve ser grave que os outros rendem que se fartam!) Mas irrita um bocado, pensar que com o que paguei ao longo da vida podia comprar um excelente carro e a despesa que lhes dei irrisória. E até tenho sorte!!!Pelo sexo, pela idade e por não ter acidentes, tenho o máximo de redução, ( excepto "o azar" de morar em Lisboa que já aumenta o seguro). Mas não haveria maneira de as companhias penalizarem os irresponsáveis e beneficiarem quem se lembra que conduzir é um acto social?
Publicado por: mllg às janeiro 16, 2004 09:37 PM
Infelizmente, por mais coimas que apliquem, elas não educam. Nem a quem conduz, nem a quem deveria prevenir.
Para o mllg, felizmente para alguns, os doidos são a minoria. Assim como o fazem, as seguradoras lucram mais.
Publicado por: j.gonçalves às janeiro 16, 2004 10:34 PM