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janeiro 31, 2004
Os discursos confrangedores
Últimamente a direita através dos seus porta-vozes habituais quer
membros do executivo quer deputados, têm proferido discursos
que nos chegam a causar angústia. Como é possível a alguém que
tenha enveredado por uma carreira política seja possível proferir
tamanhas inverdades, as quais são pronunciadas com uma tal
convicção que conseguem produzir-nos um sentimento de revolta,
sabendo nós que entretanto haverá outros que andam por este
Mundo não se sabe bem a fazer o quê, capazes de aceitá-las e
ainda pactuar com as mesmas. Façamos uma curta análise da ra-
zão do nosso confrangimento. Este executivo assim que assumiu o
poder, depois de alardear além fronteiras de que a crise económica
então vivida pelo nosso País era quase catastrófica, tomaram as me-
didas que todos sabemos. Estão pois decorridos dois anos de gover-
nação e ainda não se vislumbrou nenhum sinal de que fôsse que me-
dida fôsse tivesse a produzir qualquer resultado positivo. Antes bem
pelo contrário a situação social do País não tem paralelo com nenhu-
ma época do pós 25 de Abril. Onde quer que vamos, ouvimos de
uma maneira geral, as pessoas a lamentarem-se da forma como o
País está a ser governado e as consequências que isso está a produ-
zir nas famílias portuguesas, ou seja uma angustia quase colectiva.
Temos a certeza que para o ano tal como se anúncia as coisas vão
naturalmente melhorar, não porque seja em resultado das políticas
implementadas mas sim por razões meramente eleitoralistas. E aqui
vai aumentar o nosso confrangimento. Será que os habituais incau-
tos eleitores vão embarcar nesse logro? Espero bem que não.
Publicado por rajodoas às 10:59 AM | Comentários (4)
janeiro 30, 2004
Quando é que este País deixa de girar em volta dos mesmos
A sondagem da Universidade Católica coloca Cavaco Silva no topo das
intenções de voto de alguns portugueses. E digo intencionalmente de
alguns, porque tenho muitas dúvidas nesta concretização à bôca das
urnas. É evidente que não tenho qualquer entusiasmo nesta eventual
candidatura e muito menos a sua possível assunção ao mais alto car-
go da Nação. Também não estou muito confiante nela porquanto os
portugueses têm demonstrado ao longo destes quase 30 anos de demo-
cracia que não têm preferências num candidato de direita para o preen-
chimento do lugar. Seja como fôr à única conclusão a que podemos che-
gar é que nestes País em termos políticos, há trinta anos que gira tudo
em redor das mesmas pessoas o que traduz uma manifesta falta de in-
teresse por parte de algumas personalidades se dedicarem à política de
forma a nos proporcionarem outras escolhas, novas experiências. É cer-
to que possívelmente haveria quem desejasse enveredar por uma carrei-
ra política, mas como vivemos nesta altura um clima de descrédito qua-
se generalizado por parte dos cidadãos, em relação aos políticos, torna-
-se cada vez mais premente a necessidade de os partidos renovarem as
personalidades que os integram, pois caso contrário a desmotivação con-
tinuará a registar-se.
Publicado por rajodoas às 08:50 PM | Comentários (4)
Prémio "Stella" à sem vergonhice humana e à estupidez de um sistema jurídico
Em honra à senhora Stella Liebeck, de 81 anos que, tendo-se queimado
seriamente nas pernas ao entornar o café quando ia a arrancar de carro
do drive-in da McDonalds, recebeu da McDonalds (ou antes, da segurado-
ra da McDonalds...)uma indemnização de 4,5 milhões de dólares, criou-se
nos Estados Unidos o prémio "Stella" , que visa premiar aquelas pessoas
que se aproveitam do sistema jurídico americano para com a maior e
mais genial desfaçatez receber indemnizações milionárias, aproveitando a
abertura e generosidade com que o sistema jurídico premeia a estupidez
e a ignorância humanas.
5º lugar atribuído, em simultâneo às seguintes três pessoas:
Kathleen Robertson de Austin (Texas), após ter recebido 780.000 dólares
de indemnização que lhe foram concedidos por um juri com compensa-
ção por ter partido uma perna numa loja de móveis, após tropeçar numa
criancinha que andava a rastejar no chão da loja. O dono da loja ouviu a
sentença calmamente ( a seguradora pagou.......) mas com uma genuína
e enorme incredulidade, pois a criancinha rastejante era, nem mais nem
menos, o filho da vítima.
Carl Truman, de Los Angeles, jovem de 19 anos, recebeu 74.000 dólares
de indemnização mais os gastos de tratamento da seguradora do vizinho,
após este lhe ter passado com o carro por cima da mão. O homem não
viu o coitado do rapaz, que no preciso momento em que ele arranca está
está ocupado a roubar as tampas das jantes do carro do vizinho.
Terence Dickson, de Bristol (Pennsylvania) tentava sair pela garagem da
casa que acabava de roubar, não conseguiu no entanto abrir a porta da
garagem. Já não pode regressar à casa, pois a porta de ligação da casa à
à garagem ficou trancada após ele ter entrado na garagem. O coitado do
senhor Dickson, vejam lá, teve que aguentar 8 dias na garagem até à che
gada dos donos da casa, que estavam de férias, alimentando-se de comi-
da de cão e bebendo uma grade de Coca-Cola armazenadas na garagem.
O tribunal ordenou a seguradora da apólice de roubo dos donos da casa a
pagar-lhe 500.000(!) dólares de indemnização (danos punitivos) pela cru-
eldade moral a que o pobre homem foi submetido.
4º lugar
Atribuído a Jerry Williams de Little Rock (Arkansas), que recebeu 14.500
dólares mais gastos de tratamento por ter sido ferrado nas delicadas bo-
chechas do seu traseiro pelo cão da raça Beagle do vizinho. O júri não
lhe atribui a totalidade da indemnização pedida, pois considerou abonató-
rio em favor do dono do cão o facto de que o senhor Terence Williams ti-
nha saltado a cerca que separava a sua casa da casa do vizinho para per
seguir, no terreno do vizinho, o cão do mesmo, disparando-lhe tiros com
uma pistola de pressão de ar.....
3º lugar
Atribuído à menina Amber Carson, de Lancaster (Pennsylvania), que
recebeu 113.500 dólares mais gastos de tratamento da seguradora de
um restaurante, após tropeçar, escorregar e cair numa poça de refresco
que estava no chão do restaurante, partindo o tornozelo. O tribunal tam-
bem neste caso não atribuiu a totalidade da indemnização pedida pela
menina Carson, tendo em vista que a poça se tinha formado apenas 30
segundos antes de que a menina Carson nela tropeçasse, quando ela
agarrou no copo de refresco que tinha à sua frente e o atirou, na íntegra,
à cara do namorado, após uma viva discussão entre ambos....
2º lugar
Atribuído à jovem Kara Walton, de Clymont (Delaware), que recebeu
12.000 dólares de indemnização da seguradora de uma discoteca, após
cair da janela da casa de banho da discoteca, partindo os dois dentes da
frente. A jovem partiu os dentes na tentativa de entrar ilegalmente na
discoteca, para evitar o pagamento da entrada de 3.50 dólares....
1º lugar, atribuído unanimemente e sem sombra de dúvidas a Merv
Grazinski, de Oklahoma City. A seguradora da fábrica de auto-caravanas
Winnebago Motor Homes teve que lhe pagar uma indemnização de
1.750.000 dólares mais a reposição do veículo que ficou totalmente
destruído após um despiste sofrido. Ao regressar de um jogo de futebol,
o Sr. Grazinski ligou o piloto automático do veiculo, levantou-se do assen-
to do condutor, e foi à parte de trás da auto-caravana para preparar um
café. A auto-caravana despistou-se de imediato, tendo ficado totalmente
destruída. O Sr. Grazinski escapou da morte por pouco. No tribunal o Sr.
Grazinski justificou a sua pretensão indicando que se achava com o direito
a essa indemnização porque as instruções da auto-caravana não diziam
que o assento do condutor não poderia ser abandonado com o veículo em
movimento, nem com o piloto automático ligado, como ele já tinha visto os
pilotos de avião fazerem. O tribunal deu-lhe razão. A Winnebago Motor
Homes, antecipando-se a novos casos, já procedeu à alteração dos ma-
nuais de instruções das auto-caravanas."
Moral da história. Ainda há quem neste País pense que esta gente serve
de exemplo a alguém.
Publicado por rajodoas às 07:25 PM | Comentários (2)
janeiro 29, 2004
Está visto que assim não saímos disto
Que pensar destas declarações prestadas por um tido como ilustre eco-
nomista do PSD, sobre o desperdício do investimento na Expo 98, uma
das zonas mais degradadas de Lisboa que hoje é um dos locais mais
atractivos para muitas centenas de pessoas. Será que a administra-
ção do Parque Expo face ao crescimento urbano daquela zona não es-
tará já a contabilizar lucros? Ainda que não o programa de revitalização
só se esgota em 2007. O Euro 2004 até agora só compreendeu investi-
mento vultuoso, isso é um facto. Como também se exagerou no núme-
ro de estádios a envolver na realização do evento. Mas neste momento
apenas e só, existe a expectativa. Nada se sabe nem tão pouco é possí-
vel fazer previsões do que esta realização representará para Portugal
em termos de resultados. Aliás estes, a verificar-se uma grande afluên-
cia de cidadãos europeus e não só, vai-se refletir directamente na indus-
tria hoteleira e de restauração e no encaixe de bilheteira para os clubes.
Vai ser essencialmente nos sectores que referenciamos, pois não esta-
mos a ver que tenha alguma expressão a aquisição dos chamados "sou-
venires" por parte dos visitantes. Ou seja não se poderá pensar que a
realização do "Euro 2004", vai representar para Portugal e para seu go-
verno a solução dos seus problemas, longe disso. Mas a avaliar pelas de-
clarações de Miguel Cadilhe, corroboradas eventualmente por outros di-
tos especialistas em economia, Portugal não se deve lançar na realiza-
ção de eventos internacionais porque não possui estrutura financeira pa-
ra tal, pelo que isto serve de recado ao Comité Olímpico Português que
jamais lhes deve passar pela mente a ideia de proporem este País para
a realização de "Jogos Olímpicos", nos próximos anos. Com especialistas
destes estamos irremediávelmente condenados a não passar a cêpa tor-
ta, ou seja, sempre candidatos a uma posição terceiro mundista.
Publicado por rajodoas às 09:08 PM | Comentários (4)
janeiro 28, 2004
Que desfaçatez
Como é possível chegar-se a este ponto. A titular de uma pasta minis-
terial, em vez de reconhecer um erro cometido, sim, depois de ter ou-
vido as declarações ontem do seu secretário de estado e hoje as suas
próprias quase estou em acreditar que a ignorância do serviço não sou-
besse a qual entidade entregar o dinheiro descontado aos trabalhado-
res sem vínculo. Se à Segurança Social se à Caixa Geral de Aposenta-
ções, pasme-se, afirmou-o, como uma das causas para se desculpar da
ilegalidade cometida na retenção da divulgada verba, vem tentar que-
rer convencer que um qualquer chefe de repartição ou até de secção
não saberia a qual das duas entidades acima referida deveria ser entre-
gue os valores dos descontos. Entretanto os funcionários prejudicados
pela dita retenção, viram os seus direitos a serem-lhes coartados dado
que não foram reconhecidos como beneficiários. E então, a retenção po-
de nem dever ser considerado em crime por se está a invocar ignorância
e os prejuizos causados, ninguém se responsabiliza por eles? Quanto
mais tempo será necessário para ficar provada a completa negação em
que se está a transformar esta coligação governamental.
Publicado por rajodoas às 09:48 PM | Comentários (6)
Arca do Noé (Versão actual)
Um dia, o Senhor, chamou Noé da Silva e ordenou-lhe:
Dentro de seis meses, farei chover ininterruptamente durante 40 dias
e 40 noites, até que todo o Portugal seja coberto pelas águas. Os maus
serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espé-
cie animal. Vai e constrói uma arca de madeira. No tempo certo, os tro-
vões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu. Noé da Silva cho-
rava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor
soar, furiosa, entre as nuvens:
Onde está a arca, Noé?"
Perdoe-me, Senhor" - suplicou o homem. Fiz o que pude, mas encontrei
dificuldades imensas. Primeiro tentei obter uma licença da Câmara Muni-
cipal, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, pediram-
-me ainda uma contribuição para a campanha da reeleição dos presiden-
tes de camara. Como precisava de dinheiro, fui aos bancos e não conse-
gui empréstimos, mesmo aceitando aquelas taxas de juro. Afinal, nem
teriam mesmo como me cobrar depois do dilúvio.
Depois veio o Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de
incêndios e alguma ajuda para a compra de uns Helicópteros, mas con-
segui contornar subornando um funcionário. Começaram então os pro-
blemas com a extracção da madeiras nas área ardidas. Eu disse que
eram ordens "Suas" mas eles só queriam saber se eu tinha "projecto
de reflorestamento" e um tal "plano de manejo". Entretanto a Quercus
descobriu também uns casais de animais guardados no meu quintal.
Além da pesada multa, o fiscal falou em "prisão sem direito a fiança"
e acabei por ter que matar o fiscal, pois para este crime a lei é mais
branda. Quando resolvi começar a obra na praça, apareceu a fiscaliza-
ção que me multou porque eu não tinha um engenheiro naval respon-
pela construção. Depois, apareceu o representante do Sindicato exi-
gindo que eu contratasse os seus marceneiros que ficaram desempre-
gados por culpa das políticas deste Governo e com garantia de empre-
go por um ano. Vieram em seguida as Finanças, acusando-me de
"sinais exteriores de riqueza" e também me multaram. Finalmente,
quando a Secretaria do Meio Ambiente pediu o "Relatório de Impacte
Ambiental" sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa de Portugal.
Aí quiseram internar-me num hospital psiquiátrico!".
Noé da Silva terminou o relato a chorar mas notou que o céu clareava.
Senhor, então já não vais afundar Portugal?"
Não!" - respondeu a voz entre as nuvens - "Pelo que ouvi de ti, Noé,
cheguei tarde, já há muitos a tratar disso!".
Publicado por rajodoas às 07:31 PM | Comentários (3)
janeiro 27, 2004
Já começava a entrar em pânico
Mas afinal deve ser mais um problema daqueles que últimamente têm
preocupado o Paulo Querido. Desta vez visita-mo-nos, mas bitaites não
há nada p'ra ninguém. Causas, havemos de as conhecer, mas não nos
resta outra alternativa senão a de continuarmos à espera da sua expli-
cação. Vamos continuar as nossas visitas habituais e nada mais do que
isso. Os comentários que os posts nos motivarem ficam para quando
tal fôr possível. Aguardemos pois então a oportunidade.
Publicado por rajodoas às 09:15 PM | Comentários (2)
Será este o sinal de união
Era bom que fosse. Após esta tragédia que nos marcou a todos quan-
tos viram aquele sorriso como que, significando "adeus eu vou partir"
que a morte de Fehér, que nesta hora de sofrimento colectivo se tra-
duzisse na aproximação dos clubes e respectivos dirigentes de futebol
em torno dos mesmos objectivos ou seja da pratica desportiva sem
quezilias, animosidades ou corte de relações. Foi interessante assistir-
mos a toda esta solidariedade humana em torno de um atleta que no
auge da sua vida pereceu e aqui cito uma expressão que me comoveu
proferida hoje por um dos entrevistados no estádio do Benfica dizia "
estou aqui para homenagear o soldado do meu batalhão que tombou
no cumprimento do dever".
Publicado por rajodoas às 09:00 PM | Comentários (0)
Excelente exemplo
O Ministério da Justiça através do seu Instituto, não fez entrega na Se-
gurança Social dos descontos efectuados durante um ano ao seus tra-
balhadores de vinculo precário. O valor é expressivo e a atitude é pas-
sível de procedimento criminal com pena punível até 5 anos de cadeia.
É óbvio que. como responsáveis já o afirmaram, a situação vai ser já
regularizada e portanto não irá acontecer nada de punitivo a ninguém,
nem que para isso, tal como referiu o fiscalista Sandanha Sanches se-
ja necessário mexer na respectiva lei. Se porventura a situação não
tivesse sido denunciada lá teriamos a retenção dos descontos em vi-
gor até que desse jeito ao referido Ministério. Claro que são mais uns
trunfos altamente abonatórios para este executivo e particularmente
para a respectiva titular da pasta.
Publicado por rajodoas às 06:53 PM | Comentários (3)
janeiro 26, 2004
Recomendações
Sabia que segundo a pele, podemos determinar se uma pessoa é sexu-
almente activa ou não? O sexo é um tratamento de beleza. Os testes
científicos demonstraram que as mulheres que têm relações sexuais
produzem um grande número de hormonas de estrogénio. Essa hormo-
na torna os cabelos brilhantes e a pele macia. Lentamente, as relações
sexuais reduzem as hipóteses de sofrer de dermatites, comichões e im-
perfeições cutâneas. A transpiração limpa os poros e torna a pele res-
plandecente. Fazer amor faz queimar todas as calorias ganhas durante
o jantar romântico. O sexo é um dos desportos mais seguros que você
pode praticar.
Ele alonga e tonifica todos os músculos do corpo. E é muito mais agra-
dável que nadar 20 piscinas. O sexo é uma cura instantânea contra as
pequenas depressões. Ele faz circular endorfina no sistema sanguíneo,
produzindo uma sensação de euforia e deixa-vos um sentimento de
bem estar. Quanto mais relações tiver, mais vai pedir. O corpo sexu-
almente activo elimina um grande numero de toxinas chamadas "fero-
monas". Esse perfume sexual torna o seu parceiro completamente ma-
luco !! O sexo é o mais seguro dos tranquilizantes no mundo ! Ele é 10
vezes mais eficaz que o Vallium. Beijar todos os dias evita ir ao dentis-
ta!! Beijar aumenta a quantidade de saliva que limpa a comida da vossa
bôca reduz a taxa de acido que provoca as caries e previne a produção
da placa dentária. O sexo alivia as dores de cabeça. A relação sexual
pode reduzir a tensão que reduz os vasos sanguíneos do cérebro. Mui-
tas relações sexuais podem desentupir o nariz.O sexo é um natural anti-
histamínico. Ele combate a asma e a sinusite.
Publicado por rajodoas às 09:50 PM | Comentários (3)
janeiro 25, 2004
Triste final de jogo
Féher foi pouco antes de terminar o jogo Benfica-Guimarães, vítima
de desmaio que provávelmente não augurará nada de bom para o
jovem jogador. Foi impressionante a reacção dos seus colegas que
se manifestaram desesperados pelo triste acontecimento. E aqui mais
importante que a vitória conseguida pelo Benfica, é que Féher, recu-
pere e que não se lhe registem sequelas que o impeçam de prosse-
guir a sua carreira de futebolista. Infelizmente já não é novidade este
tipo de registo em atletas nos respectivos recintos desportivos e só
desejo as rápidas melhoras do jogador.
Publicado por rajodoas às 10:13 PM | Comentários (4)
Indignação do sr.Lopes
O edil de Lisboa está extremamente indignado com o procedimento da
direcção do PS, face à colocação de cartazes com o objectivo de o de-
sacreditar. E manifestou-o hoje num jantar no âmbito da sua continua-
da auto-promoção, em que referiu no seu discurso, diga-se não muito
entusiásticamente aplaudido, que o actual SC do PS não diz coisa com
coisa. Esquece-se o senhor Lopes que quer a sua actuação quer a do
seu partido, como membro da coligação governamental, tem sido tão
desconcertante que nem sequer é inspiradora de reacção mais conse-
guida pelo maior partido da oposição. Claro que nós sabemos serem
estas atitudes incomodativas para quem em consciência se julga estar
a desempenhar um excelente papel no exercício das funções para que
foi eleito. Mas também compreendemos que uma coisa é parecer outra
é ser. E como a realidade da sua prestação nestes dois anos à frente
dos destinos da autarquia de Lisboa é bem demonstrativa de que para
além da propaganda pouco mais há a registar que abone o seu exercí-
cio como presidente, é natural que isto lhe cause uma certa irritabilidade
e o motive a vôos mais altos. Já sabiamos que este repasto visava o iní-
cio da sua pré-campanha para as presidências embora muito distantes.
Como já lhe conhecemos a característica, a sua persistência nem sem-
pre tem sido coroada de êxito, antes pelo contrário o resultado tem si-
do mais negativo que positivo. Mas defacto em política aqueles que fa-
zem dela a sua profissão, têm mesmo que proceder assim, o que os le-
va a quando não conseguem ficar no lugar que almejam, serve-lhes
qualquer outro que se lhes proporcione. Frustrante mesmo é se acabam
por não conseguir nenhum. Seja como fôr também tem sempre a possi-
bilidade de voltar a ser novamente deputado porque o círculo eleitoral
o permite.
Publicado por rajodoas às 09:02 PM | Comentários (0)
Temos todos essa noção
O semanário Expresso desta semana em "nota editorial" manifesta a
sua preocupação pela tentativa manifestada pelo poder político em
alterar determinadas regras que acabariam por condicionar as notí-
cias que deveriam permacer em segredo de justiça, invocando o no-
bre direito que a comunicação social tem de informar. Sem deixar no
entanto de referir que há jornalismo menos honesto tal qual existem
profissões com gente desonesta. Até aqui tudo certo e todos temos
noção disso. Mas também temos a noção que o processo judicial da
"Casa Pia", como nenhum outro, teve, pela razão esgotada da media-
tização de alguns dos acusados, objectivos menos sérios no tratamen-
to de determinadas notícias e essas visavam apenas e só um fim o da
venda de jornais que alguns chegaram as esgotar as suas edições. E
é aqui que não há justificação que desculpe este tipo de procedimento,
lançarem calúnias sobre determinadas figuras públicas, tendo consci-
ência de que a sua base era absolutamente inconsistente "cartas anó-
nimas" e chamar a isso, dever de informar, é no mínimo estar a consi-
derar os seus leitores uma cambada de idiotas.
Publicado por rajodoas às 11:58 AM | Comentários (2)
Vamos passar a comer arroz enriquecido
Teresa Patrício Gouveia encontra-se na China e se calhar embora
ainda não se conheçam as verdadeiras razões da sua visita, des-
confio que se prende com o facto de que como a maioria das famí-
lias portugueses encontram-se em situação económica difícil a sua
colega da pasta das finanças, deve-lhe ter sugerido esta ida a fim
de se inteirar como os chineses só com uma alimentação à base
essencialmente de arroz conseguem sobreviver. Isto na tentativa
de modificar os hábitos alimentares dos portugueses pelo menos
dos mais carenciados, visto que sendo a batata um dos alimentos
preferenciais e não andando o referido tubérculo com boa qualida-
de o que embora sendo o quilo mais barato que o arroz, acaba por
render menos porque se estragam muitas batatas, para além da sua
riqueza vitamínica, não ser grande, importa aconselhar outras alter-
nativas alimentares que não produzem aumento dos gastos. Espere-
mos o regresso.
Publicado por rajodoas às 11:41 AM | Comentários (2)
janeiro 24, 2004
Mais um tiro no pé da magistratura judicial
Pelos vistos estamos perante mais um tiro no pé da nossa magistratu-
ra judicial. O Tribunal Constitucional revogou a decisão do juiz que
decretou a suspensão do mandato a Fátima Felgueiras. A qualquer
ignorante parece óbvio um dado. Não tendo sido a mesmo ainda pro-
nunciada judicialmente, encontrando-se o processo em fase de instru-
ção como foi possível a um magistrado produzir um tal despacho sendo
que a mesma reclamava e com toda a legitimidade, ter sido eleita por
um povo e só uma condenação em juizo lhe poderia provocar a suspen-
são do mandato. Ora pelos vistos o magistrado exorbitou a esfera da
sua competência e não lhe bastando só decretar a sua prisão preventi-
va, ainda se permitiu ir mais longe. Resultado. Foi este que diga-se de
passagem não é foi nada abonatório da sua competência.
Publicado por rajodoas às 09:02 PM | Comentários (1)
A corrida aos tachos
Segundo o Expresso o actual presidente da Câmara Municipal de Sin-
tra, do qual ainda não foi possível recolhermos elementos sobre obra
feita. É certo que existem por vezes obreiros, cuja obra não consegui-
mos descortinar à primeira vista, mas que depois, através da publicita-
ção em boletins, jornais ou outros escritos, ficamos a saber que efecti-
vamente deixaram obra feita. Mas diziamos cita o referido semanário
que o referido presidente encara a possibilidade de vir a ser candidato
ao município de Lisboa. Penso que pelo menos os lisboetas poderiam
respirar de alívio pois não seriam incomodados com quaisquer espécie
de obras na cidade o que diga-se de passagem são sempre transtorna-
doras para muita gente.
Publicado por rajodoas às 08:50 PM | Comentários (1)
Ainda sem expressão política mas com grandes aspirações
O senhor Manuel Monteiro ainda não adquiriu pelo força do voto qual-
quer expressão política, mas já tem grandes aspirações. Já sabemos
que a título pessoal quer levar o senhor Cavaco à Presidência. Pelos
vistos, não refiro a expressão que usou porque foi no mínimo, pouco
elegante, mas prefere ver um digno representante da laranjada, no
palácio de Belém, pelos vistos deve padecer de algum trauma de in-
fância, motivado pelos espinhos de alguma roseira onde se picou. Nós
cá estamos todos para ver. Como também estamos para ver a sua de-
silusão já nas próximas eleições europeias pois mesmo sendo cabeça
de lista, creio ter muito fracas hipoteses de lá chegar. Até pode ser
que na eventualidade do senhor Cavaco Silva ser eleito presidente lhe
venha a arranjar um lugar de assessor da qualquer coisa pelo empe-
nho na sua eleição, sempre é um voto.
Publicado por rajodoas às 08:38 PM | Comentários (2)
A descrença nos portugueses
Como o empresariado de referência do antes do 25 de Abril de 1974,
vê os portugueses. Olhe que não, olhe que não senhor Mello. O senhor
deve sim é culpar os empresários seus colegas, por falta de estratégia
na modernização das suas empresas, a que os portugueses aqueles
que nelas trabalham não têm qualquer responsabilidade. É que ao lon-
go destas décadas o empresariado português não evoluiu tecnológica-
mente e por isso deixaram de se tornar competitivos, como aliás não
é novidade para ninguém. Qualquer idiota sabe que uma empresa des-
te País que não se modernizou não pode competir com a vizinha Espa-
nha produzindo o mesmo artigo a custo mais elevado. Qualquer idiota,
sabe que mesmo sendo as grelhas salariais em Espanha muito mais
altas que em Portugal os empresários lá reduziram os seus efectivos
de mão-de-obra e substituiram-nos por equipamentos, logo tornam a
sua produção mais rentável. E por uma razão muito simples com no-
vas tecnologias conseguem produzir em contínuo em regime de turnos
e as suas actividades são óbviamente lucrativas. Aqui, como a nossa
industria funciona ainda em sistema quase artesanal, o resultado está
-se a ver. Quase todos os dias vai uma há falência. E senhor Mello, não
vale a pena culpar os trabalhadores que esses são apenas e só as viti-
mas do empresariado nacional que temos. Aconselhe os senhores pre-
sidentes das associações industriais deste País a irem até Espanha pas-
sar uma semana e aprenderem com os empresários espanhóis como
é que se trabalha e depois é só porem em pratica os sistemas de labo-
ração. Os trabalhadores agradecem pois estão receptivos às novas te-
cnologias, não as temem e antes pelo contrário teriam a garantia da
manutenção do seu emprego e provávelmente até poderiam ser com-
pensados com a melhoria das seus grelhas salarias. Deixem-se de uma
vez por todas, senhores empresários culparem os trabalhadores deste
País, pois quem são os responsáveis pela evolução das actividades pro-
dutivas são vocês e não quem convosco trabalha.
Publicado por rajodoas às 12:40 PM | Comentários (3)
janeiro 23, 2004
Já esfregou as mãos de contente
Neste momento a titular da pasta das finanças já esfregou as mãos de
contente e até telefonou ao seu 1º. ministro a informá-lo de que estás
a ver que com esta ajuda hoje, vou mesmo conseguir que o défice não
chegue sequer aos 3%. E já fez contas. Olha Durão vamos partir da base
de que houve uma adesão de 80% de funcionários públicos. Estabelecen-
do por baixo a média de 500 euros por mês para cada funcionário, obte-
mos um valor diário de 22,72. Isto vezes cêrca de 480.000 funcionários,
que correspondem aos 80% dos cêrca de 600.000 existentes, consegui-
mos poupar € 10.905.600,00. Como vês só temos que continuar a apos-
tar nesta minha política e se eles se decidirem por repetir nova greve
estás mesmo a ver o nosso ganho. Isto são contributos preciosos e tu-
do o que possamos fazer no sentido de conseguirmos os nossos objecti-
vos é sempre benéfico. Portanto nada de vacilar nem ceder às pressões
dos sindicatos porque eles estão a ajudar-nos e nós não podemos des-
perdiçar ajudas venham elas donde vierem. Claro está que se as centrais
sindicais optarem por uma nova greve geral escusamos de pensar que
ela volte a ter a adesão que esta teve hoje.
Publicado por rajodoas às 09:13 PM | Comentários (2)
Doentes das urgências solidários com grevistas
Ora aqui está uma verdadeira prova de solidariedade. Segundo as re-
portagens televisivas os doentes, sobretudo o Hospital Central Princi-
pal de Lisboa o São José, os doentes que habitualmente recorrem às
urgências num gesto de solidariedade para com os funcionários gre-
vistas, não adoeceram hoje e por isso não compareceram na urgência
do hospital. Até certo ponto podemos inferir daqui, que quando por ve-
zes surgem reportagens em que são ouvidos responsáveis hospitala-
res referirem que os doentes que recorrem às urgências dos hospitais
não carecem de um atendimento daqueles serviços temos de reconhe-
cer que se calhar até têm razão. Mas também sabemos o porquê. É
que esta é a forma encontrada por muita gente para conseguir a con-
sulta que não consegue se recorrer à marcação dita normal do hospi-
tal da zona de residência a que pertence. Portanto não vamos culpabi-
lizar ninguém por esta solução encontrada, mas que fica provada esta
realidade não tenhamos dúvidas, tal qual não teremos se puserem as
chamadas consultas externas dos hospitais a funcionarem, de certeza
que diminuirão considerávelmente o número de pessoas que recorrem
aos serviços de urgência.
Publicado por rajodoas às 08:53 PM | Comentários (1)
janeiro 22, 2004
Sexo, mentiras e video
Será esta a clasificação que atribuimos ao artigo de opinião de Sousa
Franco escrito na última Visão. Não sei se o senhor tem efectivamente
competência para se pronunciar sobre questões económicas, pese em-
bora já se tenha ouvido dizer que àcêrca disso não é um total desconhe-
cedor, antes pelo contrário. Uma coisa é certa, define como três mentiras
a actual política do governo e demonstra-as, não valerá a pena esperar-
mos pela contestação às mesmas pois tal não irá acontecer. Entretanto
e talvez porque ele não deverá estar muito longe da verdade, a CE veio
hoje classificar de mediocre os resultados da política levada a efeito
no sector económico por este governo. Mas como já deu para perceber
que estamos perante pessoas de ideias fixas que nada as faz demover
dos seus propositos e intenções é natural que daqui a um ano a próxima
classificação da UE, seja de má ou muito má. Entretanto vão continuar
a entreter-nos com o escândalo sexual da Casa Pia, com os videos da
RTP que por sinal não deram em nada muito embora houvesse uns ele-
mentos da casa de pessoal que estariam dispostos em mandar para a
choça aqueles colegas mais antigos que não deviam gramar e mentiras
muitas mentiras, para demonstrar a eficácia das medidas adoptadas,
dos sinais de retoma e de toda uma vitalidade que ninguém vê, antes
pelo contrário, o País está enfermo e não tarda nada vai ter que ser li-
gado à máquina, caso contrário sucumbe.
Publicado por rajodoas às 09:20 PM | Comentários (3)
Critério jornalistico
Uma das notícias hoje veiculada pela telejornal da RTP1, foi de que
Abílio Curto ex-autarca do município da Guarda, esgotados que fo-
ram todos os recursos, vai mesmo ter de cumprir a pena de prisão
efectiva. Até aqui tudo normal se prevericou como ficou provado tem
que cumprir a pena e nem sequer deveria ter sido reduzida para me-
tade como efectivamente aconteceu. O curioso da notícia está no rele-
vo que é dado ao facto do dito senhor ter sido militante do PS, pois já
não o é desde 1998 e terem dado um certo ênfase a essa situação,
dizendo-se até que o referido autarca estaria para ser considerado na
altura um autarca modelo. Pois defacto, modelo, modelo só existiu um
o Isaltino e mais nenhum. E foi tão modelo que nada se sabe àcêrca
das suas contas ou melhor das do sobrinho. A uns e muito bem punem
-se por praticas ilicitas a outros nem sequer se indiciam. Mas continuan-
do a analisar os critérios jornalisticos, logo a seguir foi referido que o
autarca de Vila Verde o senhor Cerqueira também vai ter de prestar
contas à justiça. Até aqui nada de anormal, não fora o facto de não ter
sido referido na peça qual a côr política do dito autarca, o que me faz
pensar que de certeza que não é do PS, provávelmente a omissão, da
referência política foi propositada. Estou já a imaginar a que côr políti-
ca pertence o mesmo. Estamos pois perante a confirmação daquilo
que dissemos num post anterior que referiamos as tendências de voto
na ultima sondagem e o aparecimento imediato de notícias para desa-
creditar o PS. Vamos aguardar outras.
Publicado por rajodoas às 08:51 PM | Comentários (4)
Outras utilidades do regador
Referi à dias que as rodovias, sobretudo as chamadas vias rodoviárias
da responsabilidade das autarquias, pareciam uma autêntica manta de
retalhos face às intervenções quase constantes e contínuas da EDP,
SMAS, Portugal Telecom e Empresas de gás natural, que funcionam de-
sarticuladamente o que consequentemente provoca custos elevados na
execução das obras. Mas este assunto já foi tratado não vamos voltar
a perder tempo. Como sabemos o regador é um acessório de jardina-
gem e tal como o próprio nome indica serve para regar plantas, flores,
produtos hortícolas etc. No entanto já nos tinhamos apercebidos que há
autarquias que possuem umas brigadas que se dedicam no período de
interrupção das chuvas, a taparem buracos. O processo é muito curioso.
Desloca-se uma viatura de caixa aberta com alcatrão fumegante e uns
quantos operários, cujo missão é varrerem o buraco ou buracos existen-
tes nas faixas de rodagem, uma vez varrido, regam-no com nafta, que
presumo ser um aditivo para ligar o alcatrão, depois com uma pá deitam
o alcatrão no buraco e depois passam-lhe com um pequeno cilindro em-
purrado manualmente. Temos constatado que este sistema de remendar
estradas, só tem garantia até à próxima chuva. Ou seja logo que volte
a chover e sobretudo com intensidade o buraco ou buracos aparecem
exactamente nos mesmos sítios onde já haviam sido tapados. E a opera-
ção volta a repetir-se e o resultado é sempre o mesmo. Não sei se o de-
feito é do regador, mas uma certeza eu tenho nesta aplicação a sua uti-
lidade é francamente inferior aquela em que o dito é utilizado na jardina-
gem ou na horta.
Publicado por rajodoas às 07:40 PM | Comentários (2)
janeiro 21, 2004
Para descontrair
Um homem entra num restaurante e vê uma mulher muito
bonita sozinha numa mesa. E ele aproxima-se e pergunta:
Você sozinha nessa mesa. Posso sentar-me e fazer companhia?
Escandalizada a mulher berra:
Seu mal-educado !!!! Trepar comigo ???? Você acha que eu sou o
quê???
O restaurante todo, ouviu. O rapaz, não sabendo onde pôr a cara
tenta consertar:
Eu só queria fazer-lhe companhia, mais nada do que isso.
E você insiste seu atrevido!!
O rapaz sai de fininho, e vai sentar-se noutro canto do restaurante,
cabisbaixo. Passados alguns minutos, a mulher levanta-se e vai a
à mesa dele e diz:
Desculpe-me pela forma como eu o tratei, é que sou psicóloga e es-
tou estudando as reacções das pessoas em situações inusitadas.
E o homen berra:
Mil reais??? Você está louca!!! Nenhuma puta vale isso!
Publicado por rajodoas às 09:35 PM | Comentários (4)
Que satisfação
Áquela com que o José R. dos Santos referiu a única medida positiva
do governo, referida por Ferro Rodrigues na sua entrevista dada on-
tem. Trata-se da melhoria da programação que começa a ser visivel.
O Zé como ficou satisfeito vai passar esta notícia pelo menos até ao
final da semana e provávelmente a televisão pública vai passar a
manter um repórter em perseguição constante ao SG do PS com o
objectivo de conseguir mais uns elogios, sim, que estas atitudes são
fundamentais para o "ego" sobretudo do ministro Sarmento que pas-
sará a determinar uma cobertura mais mediática de Ferro Rodrigues.
Publicado por rajodoas às 09:18 PM | Comentários (1)
A Contabilista Nacional
Já tinha lido isso nalguns posts e comentado, mas como durante o dia
não ouço notícias pensei, se calhar não foi bem assim que ela disse.
Mas foi efectivamente, o aumento do custo dos transportes não entra
no cálculo para apuramento da taxa de inflação. Simplesmente notável
tal apreciação. Direi mesmo que não estaria ao alcance de um qualquer
TOC (Técnico oficial de contas), uma afirmação destas. Depois de ouvir
isto, só me resta acreditar que com a continuidade desta personalidade
na condução da política financeira deste País, que não só vamos atingir
todas as metas que as mesmas visam como ainda ficaremos surpreen-
didos com a continuidade do desemprego, fugas ao fisco, diminuição da
receita fiscal, aumento da despesa pública, caos nos hospitais, insegu-
rança de pessoas e bens, devastação florestal, aumento da poluição nas
linhas de água, tudo em prol da melhoria de vida dos portugueses que
em boa hora patrocinaram esta coligação. Da minha parte, o meu bem
haja a todos quantos pela sua inteligente escolha contribuiram para o
nosso bem estar e que nos próximos actos eleitorais não se esqueçam
de reflectir bem na melhoria conseguida e levianamente voltarem a nos
presentear com idêntica escolha.
Publicado por rajodoas às 09:05 PM | Comentários (3)
janeiro 20, 2004
Que curioso
Foi o acto do Tribunal de Contas, a entidade fiscalizadora das obras
públicas realizadas pelo Estado, ter descoberto aquilo sobre o qual
tenho escrito ou seja o disparate do custo final das obras adjudicadas.
Neste caso, esta descoberta tardou, mas apareceu. Então e as outras
que tiveram os mesmos deslizes e que atingiram custos absolutamente
inacreditáveis, quando é que aparecem? Para além do IP 3 mal cons-
truído com curvas algumas das quais poderiam ter sido evitadas, os
desníveis acentuados, enfim toda uma série de erros de engenharia e
topografia que saltam aos olhos de qualquer desconhecedor da maté-
ria. Sabemos que estas denúncias do Tribunal de Contas não vão pas-
sar disso mesmo e claro está que, as consequências quer para os em-
preiteiros quer para os fiscais que deveriam ter escrupulosamente fis-
calizado esta obra não existirão. Mas quanto mais não seja é impor-
tante que o Tribunal de Contas, tal como denúnciou esta, o faça em
relação a todas as outras que tenho a certeza são bastantes. Este po-
vo tem que saber o que se passa realmente com a aplicação de ver-
bas em obras públicas de Estado em que é o próprio o responsável
por esse estado coisas pois que as proporciona e consente.
Publicado por rajodoas às 08:54 PM | Comentários (5)
Inconsistência de argumentos
Ontem o frio não convidava a permanecer muito tempo no PC e por
volta das 23H00, encerrei-o e fui para a cama ouvir o programa "Prós
e Contras" da RTP1. Já decorria há algum tempo mas depressa, pela
abordagem do tema, apanhei o fio à meada. Dos 6 convidados da Fá-
tima C. Ferreira, três eram a favor da despenalização e três contra.
Os a favor eram, respectivamente, militantes do BE, PSP e PS os con-
tra eram representantes de duas associações pró-vida e um deputado
do PSD. As perguntas surgiam a um ritmo próprio de um programa de
televisão, no qual nem sempre nem nunca é possível esgotar o tema.
Em relação aos ditos defensores da vida, ficamos com uma certeza, a
de uma total pobreza na argumentação face à perguntas que lhes eram
colocadas pelos seus opositores. E mais, a plateia presente cada vez
que apreciavam os argumentos da parte daqueles que defendem a
liberalização do aborto, aplaudiam entusiasticamente, facto que nos
produzia uma enorme satisfação. Ana Benavente esteve quanto a nós
muito bem nas suas oportunas intervenções tal qual os outros dois par-
ticipantes, os quais não conseguiram uma única só vez obter uma res-
posta satisfatória às suas perguntas, antes pelo contrário manifestavam
os contra, uma certa atrapalhação demonstrativa de que os argumentos
que defendiam não tinham consistência.E por essa razão quase nos ape-
te mandá-los à "barda merda", deixem-nos de chatear com a imposição
da vossa vontade, acabem de uma vez por todas com estes discursos
vazios de conteúdo e em vez disso criem as vossas próprias estruturas
de acolhimento de crianças abandonadas e em situação de risco, essas
sim, dignas do direito à vida, porque já cá andam, e se calhar algumas
nem sequer foram desejadas, provando-nos assim que efectivamente a
causa é nobre e fazem questão de demonstrar o que defendem, razão
pela qual passariam a merecer a nossa simpatia, ao invés de insistirem
nestas atitudes que só servem para nos causar más indisposições e até
repulsa pelo seu falso moralismo.
Publicado por rajodoas às 07:09 PM | Comentários (5)
janeiro 19, 2004
Definição da globalização
Há quem a defina assim:
Uma princesa inglesa com um namorado egipcio tem um acidente de
carro num túnel francês, num automóvel alemão, com motor holandês
conduzido por um belga, embriagado com whisky escocês, que era se-
guido por paparazis italianos, em motos japonesas, tendo a princesa si-
do tratada por um médico americano, que usou genéricos brasileiros e
isto é te enviado por um português, usando tecnologia do Bill Gates e
você provavelmente estará a ler isto num clone da IBM que usa chips
feitos em Taiwan, e num monitor coreano montado por trabalhadores
do Bangladesh numa fábrica de Singapura, transportado em camiões
conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por
pescadores sicilianos, re-empacotado por mexicanos e finalmente ven-
dido a ti por judeus.
E para rematar vai mais esta:
O padre Dinis era novo na freguesia tendo substituído o velho padre
Eustácio. Dinis estava numa bela tarde no confessionário, quando sur-
ge um jovem para se confessar:
Sr. padre, vinha-me confessar...
Diz lá rapaz que pecado cometeste?
Ai sr.padre, ontem à noite estive a sós com a minha namorada e...
Sim, vá lá e...
E depois tive relações sexuais com ela.
Mas ter relações sexuais não é pecado.
Mas sr. padre é que meti o pénis no anus da minha namorada. Queria
que me desse a punição.
O padre Dinis fica atrapalhado mas grita para a sacristia:
Ó sacristão, o que é que o padre Eustácio dava pela prática de sexo anal?
Dava-me um chocolate Tobblerone, Sr. padre...
Publicado por rajodoas às 10:16 PM | Comentários (2)
Para descontrair
Uma loira boazona estava para se suicidar, ia deitar-se ao rio Tejo,
no cais do Ginjal, quando apareceu um marinheiro.
Vou-me suicidar, a minha vida é uma merda...
Não!!!! Espera. Olha... o meu navio está de partida para a América,
porque é que tu não vens comigo e depois pensas o que fazer. Se
ao lá chegares ainda te quiseres suicidar... pelo menos conheceste
a América. A loira achou a proposta razoável e seguiu com ele num
bote salva-vidas onde ela viajaria clandestina. O marinheiro ficou
de lhe trazer comida e água todas as noites. E assim foi durante 2
semanas ele trazia comida, água e aproveitava para dar uma que-
ca.Até que um dia um capitão e um grupo de inspectores foram fa-
zer uma inspecção aos botes e descobriram a loira, que sem outra
alternativa, resolveu contar a verdade. Bem eu estou aqui para ir
para a América, porque um marinheiro me trouxe e todas as noites
ele tem-me trazido comida, água e dá-me uma queca e vai ser as-
sim até chegar à América... Ainda falta muito???
Não sei minha senhora, este é cacilheiro que faz a travessia Caci-
lhas - Terreiro do Paço..
Desculpas não convincentes
O menino entra de repente no quarto e vê a mãe em flagrante deitada
por cima do pai. Que é que estás a fazer, mamã?
Ah... querido... bem... é que o teu pai está muito gordo e eu estou a
tirar todo o ar que está dentro dele...
Não adianta, mamã! Quando tu fores trabalhar, a vizinha do lado vai
soprar no canudinho e ele volta a encher de novo!
Publicado por rajodoas às 07:39 PM | Comentários (3)
janeiro 18, 2004
Não vai ser preciso
Disse hoje Durão Barroso num encontro da JSD, que é preciso cerrar
fileiras, porque como o País começa a revelar sinais de retoma a opo-
sição vai utilizar a "intriga", para desacreditá-los e consequentemente
derrubá-los. Mas desengane-se o senhor 1º. ministro que a oposição
não vai usar as armas que o seu partido utiliza habitualmente, nem se-
quer vai ser preciso, o governo está mais que desacreditado e por con-
seguinte podem ir começando calmamente a embalar os artigos de de-
coração dos gabinetes e aquelas coisas mais miúdas porque o 2º. man-
dato já era. Fiquem-se com as vossas estratégias e podem já começar
a ensaiar as vossas futuras intervenções como partido da oposição. E
como estão habituados a elas venham essas intrigas, as denúncias anó-
nimas e o rol do costume que o pessoal já sabe o que a casa gasta.
Publicado por rajodoas às 09:26 PM | Comentários (7)
Conclusão óbvia
Hoje ao fim da tarde e fazendo uma pausa a este vício bloguístico re-
solvi dar uma espreitadela à 2 antigo canal dois da televisão pública e
já decorria o programa "clube de jornalistas", que vou passar a incluir
nas minhas escolhas. O tema relacionava-se com os comentadores de
televisão e a conclusão foi óbvia neste momento com excepção de MM
Carrilho, são todos de afectos ao PSD. Mas curiosamente a intervenção
do moderador do problema foi interessante porque pôs no ar interven-
ções por exemplo do Miguel Portas que embora reconhecendo algum
mérito ao professor Marcelo, não deixou de sublinhar que a sua inter-
venção é inquestionável, uma vez que o apresentador se limita a ouvi-
lo, tal acontecendo com Santana Lopes e Pacheco Pereira. Isto é, ficou
demonstrado que os pontos de vista destes comentadores não são reba-
tíveis a título nenhum e por conseguinte eles tiram sempre partido das
sua intervenções. Curioso foi também a conclusão a que chegaram por-
que de momento os então comentadores de esquerda como o major-ge-
neral Pesarat Correia foram afastados já há algum tempo e o que me
surpreendeu foi a opinião de António José Teixeira a rematar que nes-
tas andanças os que se escolhem é sempre preterindo-se outros. Pois.
Nós também percebemos isso e é exactamente por percebermos isso
que vamos já postar a seguir.
Publicado por rajodoas às 09:14 PM | Comentários (0)
Conceitos errados na educação geracional
É corrente ouvirmos, sobretudo aos avós, dizerem que as crianças de
hoje, são muito mais inteligentes, referindo-se óbviamente aos seus ne-
tos, que as crianças do tempo dos seus filhos. Nada mais errado tal con-
ceito e explicamos porquê:- As crianças de há trinta anos eram após o
seu nascimento acompanhadas normalmente pela mãe uma vez que o
pai era o garante do sustento familiar e os avós não estavam disponíveis.
Embora, nesse altura já existissem jardins de infância em número reduzi-
duzido e portanto as crianças até irem para a instrução primária só tinham
o acompanhamento educacional das mães e nalguns casos de avós.
Como as mães eram normalmente domésticas e algumas só possuiam o
ensino básico, como habilitações, a criança do ponto de vista de desenvol
vimento, pouco sabia para além daquilo que a mãe entendia dever ensi-
nar-lhe. Mas havia no entanto uma preocupação quase comum a todas
essas mães, que era a de lhes ensinar a respeitar as pessoas mais velhas
e as regras elementares das chamadas boas maneiras. Podemos daí infe-
rir que embora as crianças não tivessen a desenvoltura que têm as de ho-
je, com a mesma idade, era fundamental para as mães desse tempo a
chamada educação das boas maneiras. É evidente que hoje as crianças
dispõem de estruturas e meios que as de há 30 ano, não tinham. Cêdo
por razões de trabalho quer do pai e da mãe as crianças vão para jardins
infantis ainda em bercário e ali logo de tenra idade começam a lidar com
uma realidade com que antigamente não lidavam os da mesma idade e
isso confere-lhes uma maior desenvoltura. Quanto vão para o infantário
começam logo a ter contacto a chamada realidade pré-escolar, o que
também a maioria não dispunha antes. Depois e já no chamado ensino
básico, passam rápidamente a ter contacto com as chamadas novas
tecnologias nomeadamente a senhora professora, entre a relação dos
livros, cadernos e material escolar que aconselha aos pais comprarem
inclue uma calculadora algumas das vezes pasme-se já com o disposi-
tivo de cálculo com fórmulas aqueles disparates que o ensino permite
e ninguém contesta. Para além disso os meninos, pelo menos aqueles
cujos pais têm recursos financeiros, muito cêdo, têm contacto com um
PC. Tudo isso erradamente faz com que a maioria dos avós de hoje pen-
se que os seus netos, face à sua desenvoltura, são mais inteligentes que
os seus filhos ou seja os próprios pais. Pois nós diremos, com toda essa
possibilidade anteriormente referida, dos meios tecnológicos, calculado-
ras de bolso sofisticadissimas, os míudos, regra geral não sabem a tabua-
da, dão erros de ortográficos incrivéis, têm uns conceitos básicos na ma-
nipulação de um PC, a taxa de aproveitamento escolar é cada vez mais
baixa e no entanto no conceito dos avós são mais inteligentes que os seus
próprios pais.
Publicado por rajodoas às 04:54 PM | Comentários (5)
janeiro 17, 2004
Não fazem por menos um bilião de euros
Não há dúvida que cada vez mais se prova que este governo é de pro-
messas e resultados a prazo. E hoje veio mais uma após uma recepção
calorosa, conforme referiu o senhor 1º. ministro, mas que nós ficamos
com muitas dúvidas porque a nós pareceu-nos mais uma vaia que pro-
priamente saudações de boas vindas. Mas como últimamente as leitu-
ras que este governo fez não coincidiram quer com o discurso do senhor
Presidente da República quer agora a recepção da sua chegada a Óbidos
para reunirem, algo de estranho se está a passar com as suas interpreta-
ções dos factos. Mas alegrem-se os recém-licenciados no desemprego,
vem aí até 2010, um bilião de euros para desenvolverem investigação na
área dos seus cursos. Claro está que como tudo indica o actual executivo
não vai realizar 2º. mandato, logo, ele fica isento da obrigatoriedade de
cumprir mais esta promessa de médio prazo porque tal não lhes é pro-
porcionado.
Publicado por rajodoas às 08:52 PM | Comentários (3)
Aí está o resultado
O tiro está a sair pela culatra. Duas sondagens hoje publicadas dão o
PS à frente nas intenções de voto dos portugueses. É caso para dizer
alguns portugueses começaram a acordar do sono em que os embala-
ram. Já estamos a contar que nos próximos dias, através com certeza,
dos gabinetes de promoção ou desacreditação de políticos vão tentar
macular o PS numa situação qualquer que vise desacreditá-lo perante
a opinião pública. Não nos vamos enganar, isso vai mesmo acontecer.
A estratégia tem sido essa e tem dado resultados. Vamos ver é se vão
continuar a produzir os mesmos efeitos na opinião pública. Da nossa
parte estamos atentos para denunciar essas manobras.
Publicado por rajodoas às 08:37 PM | Comentários (5)
A ineficácia do controle
Já quase toda a gente percebeu, dizemos quase, porque os da côr poli-
tica não o querem nem fazem nada por isso, que as medidas governa-
tivas se têm revelado de uma ineficácia quase total. Como quer a titu-
lar da pasta das finanças, que acreditemos nos ditos controlos da des-
pesa pública se a todo o momento, vão-se conhecendo nomeações de
gestores com altas remunerações e outros benefícios inerentes aos
cargos? Entretanto vão-se sacrificando aqueles que menos recursos
têm para sobreviver atingindo cada vez mais pessoas numa manifesta
falta de respeito pelo ser humano. E ainda há e até por estas bandas
damos conta da sua existência, quem continue a defender esta estra-
tégia para o equilibrio das contas públicas. Claro que essa postura só
pode advir daqueles que são adeptos partidários da fisolofia de "eu es-
tou bem os outros que se lixem".
Publicado por rajodoas às 11:13 AM | Comentários (4)
janeiro 16, 2004
Para os descrentes das reformas hospitalares
Este episódio passou-se no Santa Maria
Uma mulher telefonou para o hospital de Santa Maria: Bom dia, gos-
taria de falar com alguém que me desse informacões sobre os pacien-
tes. Queria saber se certa pessoa está melhor ou piorou...
Qual e o nome do paciente?
Chama-se Maria Isabel e está no quarto 302.
Vou-lhe passar para o departamento das enfermeiras..
Bom dia, o que deseja? Gostaria de saber a condição da Maria Isabel
do quarto 302 por favor! Só um momento, vou verificar os registos.......
hummmm.........ok, de facto, ela já está a comer duas refeições, hoje,
a pressão no sangue esta estável e vai ser tirada da máquina que mo-
notoriza o coracão, dentro de algumas horas se continuar neste ritmo.
O dr. Jorge deve dar-lhe alta na terça feira as 12h.
Gracas a Deus! São noticias maravilhosas! Que alegria!
Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, talvez da fami-
lia? Nem por isso, sou a Maria Isabel do quarto 302! Ninguém me diz
merda nenhuma!
Publicado por rajodoas às 11:00 PM | Comentários (2)
Os bancos de nevoeiro e o excesso de confiança
Incompatibilidade total o excesso de confiança dos automobilistas com
os chamados bancos de nevoeiro. É isso, o assunto pretende-se com
os dois choques em cadeia de veiculos automóveis ligeiros e pesados
que ocorreram na A/23. Um dos locais entre outros onde é habitual
o aparecimento de bancos de nevoeiro. Se por um lado, face à repor-
tagem houve automobilistas conscienciosos que no momento em que
se viram sem visibilidade abrandaram a marcha dos seus veículos, sur-
gem sempre os que por excesso de confiança conduzem como se dispu-
sessem das mesmas condições de visibilidade. Resultado os tiveram
possibilidades de pararem os seus veículos logo que se aperceberam
que o acidente tinha ocorrido, não batendo no veículo da frente acaba-
ram levando com o veiculo que circulava na sua traseira, por a veloci-
dade com que os mesmos circulavam não ser a recomendável acaban-
do por ver as suas viaturas projectadas contra o veiculo da frente.
.Resultado oitenta e tal veiculos, uns quase totalmente destruídos 4 fe-
ridos graves e felizmente nenhuma vítima mortal. O que quer dizer
que como é habitual no próximo vencimento do recibo do seguro auto-
móvel, já estou a imaginar a cartinha da seguradora com o texto do cos-
tume e a respectiva taxa de aumento face aos prejuizos resultantes da
taxa de sinistralidade. E não passamos disto. Por mais alterações que se
façam ao Código da Estrada não há maneira desta situação se modificar.
Venham mais coimas, venham mais restrições, venham mais o que apete-
cer aos legisladores que vão continuar a registarem-se situações destas
com o nevoeiro, situações idênticas resultantes de pisos molhados pelas
intempéries, porque a maioria dos condutores deste País nunca mais se
consegue capacitar de que as velocidades são para ser praticadas em
função das condições atmosféricas e outras que obriguem a que se to-
mem precauções.
Publicado por rajodoas às 08:57 PM | Comentários (2)
janeiro 15, 2004
A explicação só pode ser esta
Face à anunciada retoma por parte do governo e à leitura que diversos
deputados da coligação que o apoia da mensagem do senhor Presiden-
te da República, só existe uma explicação. Estamos perante pessoas
com falta de visão que, para colmatar esse problema, usam lentes de
contacto tridimensionais, o que faz com que só eles vejam aquilo que
mais ninguém vê. Quando a dada altura se afirma convictamente que
a mensagem se destina ao PS só podemos pensar que estamos peran-
te um fenómeno que só pode ser entendível através do uso de uma vi-
são particularmente diferente dos seres normais. Seja como fôr a men-
sagem do senhor Presidente da República agradasse ou não, foi muito
útil porque, pelo menos as intenções reveladas assim o indicam, vão
por o governo a dialogar com a oposição, mesmo, nem que para isso
se restrinja ao PS. Esperamos bem que das meras intenções se pas-
sem ao actos. O País precisa e os cidadãos agradecem que encontrem
conjuntamente soluções para reduzir a crise social que está a devassar
o tecido produtivo.
Publicado por rajodoas às 08:32 PM | Comentários (2)
Autênticas mantas de retalhos
É no que se estão a transformar as ruas e avenidas dentro das localida-
des, vila e cidades. E não tem havido uma queda pluviométrica muito
acentuada. Contenção sim mas a nível de gastos supérfluos, mas senho-
res autarcas, os automobilistas liquidam todos os anos um imposto de
circulação vulgarmente chamado "Selo do Carro", e afinal a sua contra-
partida é andarem a destruir as jantes, pneus e suspensões dos seus
automóveis. Aquilo que mais impressiona é mal uma rua ou avenida é
repavimentada, passado alguns dias assistimos ao aparecimento de má-
quina a abrir roços para fazerem passar condutas de gás natural. Ainda
estou para ver nesta avidez destas empresas exploradoras do dito se
de hoje para amanhã não se vão ver envolvidas em graves problemas
de abastecimento, face à origem do fornecedor a Argélia, não ser como
todos sabemos uma garantia dada a sua instabilidade política. Nesta san-
ta terra é tudo à ganância. Têm sido estas firmas as causadoras dos
maiores transtornos em termos de cortes de vias ou a sua redução cau-
sando filas enormes de transito. E claro está no roço que foi aberto para
a passagem da canalização ao longo de toda a via quando tapado nor-
malmente ocorre sempre o seu abatimento porque não se compacta con-
venientemente as terras removidas. Tudo isto por que neste País estas
empresas fornecedoras de gás, electricidade, telefones e água funcionam
numa total estanquidade não existe nenhuma relação entre si pelo menos
em relação ao fundamental que seria projectarem quando necessário as
obras em simultâneo. Até porque se o fizessem inclusivamente os custos
de produção óbviamente baixariam, o que significa que estamos perante
uns excelentes gestores de empresas públicas. Hoje a EDP, por razões
de substituição de postes de iluminação pública ou fornecimento de ener-
gia a uma qualquer nova urbanização, abre roços coloca o cabo, tapa, re
pavimenta, deixa um retalho. Dias depois vem a PT, abre roço, coloca,
cabo, tapa, repavimenta deixa outro retalho a seguir vem a empresa do
gás idêntica operação, igualmente os Serviços Municipalizados de Água e
Saneamento e o processo repete-se. E andam estes tipos a queimarem
como se costuma dizer as pestanas para tirar um curso para gerirem tão
bem estes negócios e andarem a chatear todos os dias os automobilis-
tas com trabalhos na estrada. Isto já para não falar dos peões quando so-
bretudo as obras são realizadas nos passeios. Então aí é o caos total.
Publicado por rajodoas às 07:30 PM | Comentários (2)
janeiro 14, 2004
Já sabiamos o desfecho
Que se desenganem aqueles que julgam que a morte da criança no
Hospital Amadora Sintra, vai trazer consequências para a equipa que
a operou. Já tinha escrito sobre o que poderia ser o resultado deste
inquérito como serão todos os outros ao nível desta classe profissio-
nal. Como vimos, já apareceu um especialista em otorrino, a dizer
que contráriamente ao que muita gente julga esta intervenção é de
risco, logo é meio caminho andado para ilibar quem quer que seja de
responsabilidades. Nós sabemos que todas as intervenções cirurgicas
têm risco. Não é por acaso que as vezes no pós-operatório se consta-
ta a existência de um qualquer objecto estranho dentro do paciente
que foi submetido à intervenção. Mas até para isso há sempre uma
explicação técnica. O curioso desta actividade é que técnicamente são
sempre explicáveis os erros do acto clínico, portanto "incúria" é pala-
vra que não faz parte do seu vocabulário. Não é por acaso, isto a títu-
lo de exemplo que os grandes representantes de marcas de automó-
veis possuem nos seus quadros oficinais um engenheiro de máquinas
como responsável, exactamente para além da função específica, po-
der intervir em relação a um cliente mais reclamante com a qualidade
do serviço prestado com um argumento irrebatível que lhe tira qual-
quer hipótese de contra-argumentar.
Publicado por rajodoas às 09:53 PM | Comentários (3)
A mensagem do consenso
O senhor Presidente da República, não estaria à espera de certeza
quase que absoluta, que a mensagem dirigida ao Parlamento pudes-
se ter produzido do lado dos deputados que apoiam a coligação go-
vernamental, uma reacção tão positiva. Das duas uma. Ou não a
souberem interpretar, pese embora não estivesse em código, ou de-
facto são impagáveis. A mensagem segundo um dos deputados do
PSD apareceu na sequência da audição dos diversos partidos da
oposição. Ora tendo por base esta afirmação o mínimo que poderá
ocorrer a qualquer ser pensante é que possuindo os referidos parti-
dos nas suas fileiras economistas de reputação e sendo eles contrá-
rios à manutenção desta política que se tem revelado desastrosa do
ponto de vista social, para além de outros, insiste-se em se levar por
diante a mesma, quando se sabe de antemão de que não é esta a so-
lução. Sabendo todos nós que o problema reside na despesa pública,
toda a máquina administrativa e técnica do País e ainda o absorvedor
que são as empresas públicas de situação crónica deficitária. Saben-
do nós que na prática a contenção de custos nestes sectores não é
mínimamente viável porque os gastos continuam a ocorrer visto que
assistimos à poupanaça do farelo para gastarem na farinha, é legi-
timo ao 1º. Magistrado da Nação manifestar a sua preocupação por-
que quem está a sofrer as consequências desta política são no fundo
os mais desfavorecidos o que representa uma enorme imoralidade.
Têm estes tipos a distinta lata de se congratularem com uma mensa-
gem que não é mais do que a certificação da negação governativa.
Publicado por rajodoas às 08:57 PM | Comentários (2)
janeiro 13, 2004
Como me enganei
Quando me sentei hoje à mesa para jantar, assim que liguei o televisor
sintonizado no canal 1, já decorria o telejornal e eis que aparecem no
écran duas carrinhas celulares, das quais saiam uns indivíduos com más-
caras e de repente penso querem ver que os espanhóis apanharam
mais uns operacionais da ETA. Qual não foi o meu espanto quando mais
atento, constato que afinal se tratava da deslocação ao DIAP do Carlos
Silvino. Comentei, mas que rídiculo este aparato todo qualquer dia não
me surpreenderá ver o juiz Teixeira a deslocar-me num tanque de guer-
ra para o Tribunal onde irá decorrer a audiência. Defacto este processo
judicial cada vez mais se recheia de surpresas. Como se alguma vez se
justificasse este disparate. Depois vieram algumas explicações estas me-
didas são para proteger o detido. Não sei como mas enfim. Para o prote-
ger só vejo uma forma, era vestir-lhe uma armadura.
Publicado por rajodoas às 09:38 PM | Comentários (3)
O Gilberto não tem a inteligência do Felisberto
A Provedora da Santa Casa da Misericórdia apresentou hoje o novo
figurino do totobola, num clima de aparente contestação porque se-
gundo foi afirmado por um dos responsáveis da dita instituição não
lhe foram apresentados quaisquer projectos por parte quer da Liga
de Futebol quer da respectiva Federação. Aliás ficamos a saber que
o senhor Gilberto um dos contestatários queria "qualquer coisa" se-
gundo ele "que não sabia muito bem", palavras dele, o que defacto
vem comprovar aquilo que muito gente neste País pensa àcêrca des-
ta figura do futebol. Anda por lá não se sabe muito bem a fazer o quê.
Publicado por rajodoas às 08:46 PM | Comentários (2)
Fintar o TC
Afinal o senhor Ministro Justino segundo as suas afirmações já corri-
giu tudo e surpreendentemente ficamos a saber que foi ele próprio
que forneceu a notícia ao jornal. O que ele se esqueceu foi de expli-
car foi a discrepância dos valores que declarou ao fisco em relação
aos declarados ao Tribunal Constitucional. Já tinhamos escrito sobre
estas declarações as quais não têm motivado nenhum interesse a
qualquer cidadão, consultá-las, por uma simples razão, ninguém acre-
dita na sua veracidade.
Publicado por rajodoas às 08:37 PM | Comentários (4)
Cuidado com as regras
Certo dia o Felisberto resolveu comprar uma mota. A sua escolha re-
caiu numa Harley. Só que havia um problema, o dos cromados da
mota. O vendedor aconselhou-o a usar vaselina para os proteger da
chuva. E assim foi. O Felisberto sempre que ameaçava chover, lá ia
untar os cromados da mota com vaselina. À pala da mota conheceu
uma rapariga e começaram a andar como hoje vulgarmente se diz.
Ela, certo dia, resolveu convidá-lo para ir jantar lá a casa para co-
nhecer os seus pais. E assim foi. Chegada a hora da refeição o pai
naquele tom de voz caracteristico dos chefes de família que se pre-
tendem impôr aos namorados da suas filhas, diz: Cá em casa temos
uma regra. Quem falar primeiro depois de terminada a refeição, é
obrigado a executar a tarefa da lavagem da loiça. O Felisberto achou
aquilo muito estranho, mas cumpriu rigorosamente com a regra. Ter-
minada a refeição resolver experimentar se efectivamente ninguém
defacto falava após a refeição. Começou então a beijar a namorada,
numa intensa marmelada e nada ninguém se pronunciou. Resolve en-
tão ir mais longe e pega nela, põe-na em cima da mesa e "pimba"
dá-lhe uma queca. Continuou tudo calado. Não satisfeito pega na so-
gra e aplica-lhe a mesma dose. E nada silêncio absoluto. Entretanto
começa a chover e o nosso amigo Felisberto dirige-se ao seu blusão
de motard saca da embalagem da vaselina o pai da rapariga fica ex-
tremamente assustado e diz muito rápidamente: Ok, Ok Ok, eu lavo
a loiça. Precipitação do individuo o Felisberto preparava-se para ir
untar os cromados da mota.
Publicado por rajodoas às 07:06 PM | Comentários (1)
janeiro 12, 2004
Já são significativas
As denúncias e as manifestações promovidas por militantes do PCP
e que têm vindo a promover quer directa quer indirectamente o
PSD. Guadalupe por exemplo que encabeçava todas as manifesta-
ções dos utentes do IC 19, encontra-se presentemente como verea-
dora do referido partido na CMS. As manifestações quase se extin-
guiram e no entanto os problemas prevalecem. Edite Estrela ex-autar-
ca da CMS, denunciada segundo o actual Presidente por um vereador
afecto ao PCP, aqui redimimo-nos do post anterior em que culpáva-
-mos o presidente, quando afinal tinha sido o vereador, pelo incómo-
do as nossas desculpas. Pedro Namora militante do PCP, segundo toda
a sua intervenção, fez sempre transparecer a ideia de que os militantes
mais destacados do PS, seriam uns potenciais implicados no processo e
a sua reacção foi demonstrativa, sempre que o seu ex-colega Adelino
se pronunciava contra a manipulação das alegadas vitimas, vem agora
Alberto João através das declarações prestada às televisões afirmar que
a lider do movimento não governamental denunciante a partir do escritó-
rio na Suiça, está conotada com o PCP. É aqui que ficamos confusos.
Então o PCP que até aqui tem comprovadamente andado a fazer fretes
ao PSD, o que não nos espanta porque a maioria dos individuos ditos
de extrema esquerda, conseguem fazer um percurso político de uma
forma tão surpreendente, acabando face ao seu desencanto, por esta-
cionarem na direita, como pode ser possível aquela senhora estar a
querer queimar o PSD através da sua figura mais carismática. Só pode
ser um equívoco do Alberto João.
Publicado por rajodoas às 08:52 PM | Comentários (5)
A euforia do Top
Temos vindo a notar uma certa euforia da parte de alguns bloggers,
que vão atingindo certos resultados em termos de visitas. Julgamos
tratar-se de uma reacção absolutamente normal, porque quem anda
nisto, não estará com certeza disposto a escrever como se costuma
dizer "para o boneco". É sempre gratificante sabermos que naquilo
em que apostamos, quer na abordagem dos temas quer nos comen-
tários, verificarmos que despertamos interesse naqueles que nos vi-
sitam diáriamente, visitas essas que vão aumentando progressiva-
mente, obrigando-nos a uma maior responsabilidade e dedicação ao
trabalho. Embora constate que existem alguns blogs, que ultimamen-
te por razões que só dizem respeito aos seus autores, têm postado
quase nada e mesmo assim conseguem manter o seu posicionamen-
to, fenómeno só explicável pelo facto de se tratarem de blogs já com
uma determinada implantação e visitantes habituais quer haja novas
questões ou não, em abordagem. Relativamente à nossa posição te-
mos observado uma oscilação entre os sessenta e os cento e tal, o
que denota um certo equilíbrio face ao que produzimos e à nossa dis-
ponibilidade que também não é muita. Ficamos por isso reconhecidos
aos nossos amigos que nos visitam diáriamente, situação que com
muito agrado retribuimos, não por razões de cortesia mas porque os
seus blogs contêm matérias que nos interessam e nos motivam a pro-
dução de comentários, com os quais também somos retribuídos. E é
esse o elixir do nosso estímulo que faz com que não nos preocupemos
com questões de posicionamento, apenas interessando este convívio
diário com pessoas que não conhecemos pessoalmente, talvez um dia
tal se venha a proporcionar, mas que já consideramos nossos amigos
obrigando-nos a uma certa assiduidade embora tal por vezes não seja
compatível com a utilização de grande parte das horas de lazer que
devem ser partilhadas com a família noutras actividades, e que por
vezes são geradoras de alguma perturbação e conflitualidade.
Publicado por rajodoas às 07:20 PM | Comentários (8)
janeiro 11, 2004
Este problema está controlado
Já o sabiamos e todos que a Madeira é um jardim, tal como é cantada
e dentro dessa musica está tudo sob controle. Logo havia de aparecer
uma delatora de uma organizaçãozita a denegrir aquele jardim. E como
se não bastasse o seu atrevimento lança-se logo a denunciar um facto
nas instâncias internacionais sem que sequer tenha contactado o chefe
do governo regional ou o inspector chefe da judiciária, que, como se
ficou a saber é uma pessoa com demasiados afazeres o que inviabiliza-
ram todas as tentativas da representante desse movimento no sentido
de a mesma lhe narrar os factos e denuncias de que é portadora. Mas
lá não é como cá. Como está tudo muito mais controlado e nós sabemo-
-lo, veio logo o responsável pelo DIAP local já avisar que isto não pas-
sam de manobras da tal organização e que não têm qualquer fundamen-
to. Nós sabemos convictamente que isto não vai dar nada e provável-
mente quem se vai sair mal disto tudo é a própria organização pois já
estou a ver o Sr. Alberto João a proceder judicialmente contra a mesma
para provar que efectivamente não se brinca com coisas sérias, sem an-
tes, sujeitar-se ouvir uma série de impropérios proferidos pelos mesmo
como já é usual quando alguém se mete com a sua coutada.
Publicado por rajodoas às 08:56 PM | Comentários (3)
Assim é que é
Agora que temos praticamente a nossa floresta dizimada com os últi-
mos fogos, o nosso primeiro já anunciou a criação de uma comissão
para implementação de um Plano Nacional de Desenvolvimento Sus-
tentável, o qual visa essencialmente a promoção turística de alguns
Parques Nacionais nomeadamente o da Peneda Gêrez que segundo
o mesmo está no bom caminho. Com certeza senhor 1º. Ministro tem
toda a razão mas uma correcção, está, não, esteve no bom caminho
antes de permitirem a grande perda da mancha florestal. A menos
que a comissão se vá dedicar à preservação das espécies rastejantes
do tipo das que existem na Arrábida e que só os botânicos conseguem
distinguir e classificar.
Publicado por rajodoas às 12:43 PM | Comentários (3)
Quando é que esta escandaleira termina
Já comça a ser lugar comum acontecer que nas obras públicas que o
Estado lança a concurso público, o disparo do seu custo face ao valor
da adjudicação da obra o que no mínimo se pode classificar de uma
autêntica escandaleira que só não pára porque os próprios governos
não o querem. O Decreto-Lei que regula o lançamento de concursos pú-
blicos ou adjudicação pelo chamado ajuste directo, determina como re-
gra que a escolha a efectuar pelo Júri do concurso deverá ter em obser-
vância as credenciais dos concorrentes "claro que estão sempre bem
credenciados já são conhecidos na praça", os prazos de execução pro-
postos e sobretudo e o mais importante o valor económicamente mais
favorável. A isto vou chamar o truque dos legisladores. É evidente que
quem concorre a um concurco público para realização de uma obra do
Estado ou de uma autarquia, vai sempre com valores que sabe que não
correspondem a realidade embora o estado através de Tabelas que
possui saiba calcular o custo base de uma qualquer obra. Estavam bem
arranjados as grandes firmas privadas que lançam obras de envergadu-
ra embarcassem neste filme. Mas dizia concorrem todos com preço bai-
xo e aquele que o apresenta mais baixo é quem normalmente ganha o
concurso,regra em que o Tribunal de Contas, aplica todo o seu empenho
fiscalizador. A partir daqui e porque existe em decreto-lei, disposição
que permite ao empreiteiro apresentar o pedido de revisão de preços
devidamente fundamento, o que fácilmente consegue, através do seu
gabinete técnico com muitas justificações e demonstrações, e o valor
da obra vai disparando por ali fôra chegando por vezes a atingir quase
o dobro do valor da adjudicação. Isto já se torna regra. Será que a
senhora Ministra das Finanças não teria aqui um bom exercício de ma-
temática propondo em Conselho de Ministro a extinção do referido de-
creto-lei que permite a regra da revisão de preços para não se conti-
nuarem a engordar cada vez mais as grandes empresas de construção
civil. É evidente que para acabarem com a possibilidade da revisão do
custo da obra, têm necessáriamente que acabar com o outro disparate
da regra que determina a opção, ou seja a do valor económicamente
mais favorável. E já agora para terminar. Quando é que os empreitei-
ros começam a ser obrigados a cumprir os prazos de execução das
obras constantes dos cadernos de encargos e memórias descritivas e
quando, não os cumprindo, passam a ser penalizados, regra aliás que
também está definida.
Publicado por rajodoas às 11:12 AM | Comentários (2)
janeiro 10, 2004
Que se passa com as mulheres
No estudo recentemente apresentado e que o expresso refere 40%
dos homens portugueses recorrem à prostituição para satisfazerem
as suas necesidades sexuais. É evidente que nesses 40% estão for-
çosamente homens casados. Não consigo entender como é possível
que um homem casado possa recorrer a uma prostituta para satisfa-
zer as suas necessidades sexuais e se permita fazê-lo sem utilizar o
preservativo, sabendo o grave risco que corre em relação à SIDA e
não só, pode ser contaminado com uma qualquer doença venérea e
transmiti-la à sua própria mulher. Nós casados sabemos que as nos-
sas mulheres durante a fase em que se aposta nos filhos têm um
comportamento que não é o mais adequado. Dedicam-se mais aos
filhos e esquecem-se por vezes que o pai deles também tem neces-
sidade que não podem nem devem ser sucessivamente adiadas. Mas
isto é uma realidade. Esquecem-se normalmente disso porque entre-
tanto se dedicaram totalmente aos filhos. É claro que um homem
também tem que avaliar a situação de sobrecarga que representa pa-
ra a mulher o nascimento de um filho e quando são mais a situação
ainda se torna mais complicada, sabendo tolerar até certo ponto o seu
comportamento, alertando-a para o facto de que já há mais gente com
quem dividir atenções mas é conveniente que não seja esquecida a sua
existência. Aqueles que não são tolerantes resolvem pelos vistos o pro-
blema desta forma e vai de recorrer às prostitutas para ultrapassar a
carência que existe em casa. Má solução. Por vezes e o facto já várias
citado em reportagens televisivas, infectam as suas mulheres com HIV,
situação que óbviamente se torna insuportável e dá lugar ao divórcio.
Outras há que pura e simplesmente o acto sexual representa para elas
um total desinteresse e como tal estão sempre indisponíveis sempre
que os seus maridos as desejem. Claro está que fartos desse compor-
tamento rompem com os laços matrimoniais e partem para outra.Ou-
tros porque estão muito ligados aos filhos arranjam uma amiga e vão
resolvendo o problema, sem que a sua própria mulher se importe com
isso porque era uma maçada ter que se dispôr para o acto. Mas afinal
quem são os culpados desta necessidade de recurso à prostituição?
São eles ou são elas.
Publicado por rajodoas às 09:07 PM | Comentários (5)
Nem sempre corresponde à realidade
Isto vem a propósito da publicação do resultado do indice de satisfa-
ção dos consumidores em relação à fiabilidade dos automóveis. Desde
jovem que fui sempre um entusiasta pelos automóveis. E a partir da
idade adulta gostei sempre de definir como prioridade a compra de um
automóvel, óbviamente dentro das possibilidades económicas pessoais
que melhor me satisfizesse, em termos de qualidade, dado que, como
sabemos, trata-se de um bem que é dispendioso e que do ponto de vis-
ta de investimento é dos piores que se podem fazer na vida, pois mal
o retiramos do stand, começa logo a desvalorizar-se. Claro, para me
manter informado adquiro habitualmente as chamadas revistas da
especialidade e quando é lançado um novo modelo é submetido a tes-
tes aparecendo logo as opiniões dos ditos especialistas que tendêncial-
mente colocam os automoveis de marca Alemã sempre com uma pon-
tuação que eles próprios definem de qualidade inquestionável. Já che-
guei até a ler em artigos de opinião em relação à marca Mercedes, a
definição de automóvel quase perfeito o que nesta vida nada há que o
seja. Pois bem, através da dita publicação dos resultados dos indices
de satisfação do consumidor publicados pelas diversas organizações
defesa do consumidor fica desfeito o equívoco dos senhores ditos espe-
cialistas em relação às marcas produzidas na Alemanha mesmo os das
chamadas marcas reputadas não têm afinal a fiabilidade que os mes-
mos afirmam nos seus artigos de opinião, face aquilo que os consumi-
dores, constatam no uso das suas viaturas e do seu comportamento em
termos de qualidade, face ao dispêndio com reparações mecânicas o que
há partida nem sequer é suspeito. Curiosamente a classificação em ter-
mos de marcas é coincidente com a opinião, que a partir de uma certa
altura e face aos automóveis que fui possuindo ao longo da vida eu
próprio fui construindo. É que quando se faz um investimento neste bem
é forçoso que tenhamos a certeza de para além dos componentes de des-
gaste face aos quilometros percorridos, não podemos correr o risco de
andar sempre ou quase sempre na oficina a resolver problemas por fal-
ta de qualidade do automóvel escolhido.
Publicado por rajodoas às 07:58 PM | Comentários (5)
Hipotética censura
Últimamente alguma comunicação social tem vindo a revelar alguma
preocupação com a reacção que as notícias que eles próprios têm
publicado, manchando perante a opinião pública o nome de algumas
figuras políticas. Tal reacção não nos surpreende porquanto os títu-
los de capa que produzem a venda dos jornais que inserem essas no-
tícias são a prova cabal da falta de honestidade profissional de quem
sabendo há partida que as mesmas não possuem qualquer fundamen-
to não deixam de as divulgar. E isto, segundo os conceitos de alguns
profissionais da comunicação social, insere-se na sua nobre missão de
informar. Claro que esta visão não passa despercebida a qualquer ci-
dadão mínimamente atento, a qual não correspondente à verdade mas
sim serve outros interesses que também eles se tornam visivéis. É evi-
vente que a tarefa da dita nobre missão de informar, através destes
procedimentos, acaba por resultar numa desinformação, que baralha,
confunde e manipula, os leitores ou telespectadores que recebem as
notícias, o que nos faz pensar que o argumento para que os autores
deste tipo de informação, continuem a publicar ou transmiti-las, de-
vem pretender continuar impunemente a utilizar tais procedimentos.
Não somos apologistas da censura mas que urge através de um qual-
quer orgão regulador já institucionalizado neste caso a "Alta Autorida-
de para a Comunicação Social", ou outro que se crie para o efeito com
funções mais interventoras que não o simples aconselhamento ou re-
comendação para que fiscaliza e controle os procedimentos jornalisti-
cos menos sérios, pois não podemos continuar a consentir que se es-
tejam a concentrar todas as atenções num caso particular que nem se-
quer é recente num acontecimento da maior revelância deste País.
Não quero imaginar os nossos turistas num qualquer país estrangeiro
de hoje para amanhã a serem alvo de desconfiança por parte dos re-
sidentes quando identificados como portugueses.
Publicado por rajodoas às 11:16 AM | Comentários (3)
janeiro 09, 2004
Pretexto para esconder os reais problemas do País
Não há dúvida nenhuma que por mais que queiramos evitar esta abor-
dagem não conseguimos deixar de o fazer. E por uma razão muito sim-
ples os quatro telejornais abrem as suas notícias sempre com o esgota-
do tema da pedófilia. Já muita gente percebeu que isto foi um pretexto
encontrado pelo poder através do controlo que exerce quer directa quer
indirectamente nos orgãos de comunicação social para distrair os portu-
portugueses dos reais problemas que os afectam e que convém disfar-
sar. Importa porém para se ajuizar o despertar sexual dos jovens aten
tar na entrevista dada por um jornalista de um diário dos Açores, quan-
ando refere a dada altura que, por exemplo, as jovens de 12 anos ini-
ciam as suas experiências sexuais com primos de 15 ou mais velhos.
Este fenómeno não é exclusivo dos Açores e os senhores jornalistas que
ficam muito chocados com estes factos, se quizerem, podem comprovar
idêntica realidade no Continente. Basta para isso que auscultem jovens
dos estabelecimentos de ensino e mesmo sem necessidade de recorre-
rem a qualquer tipo de tácticas ou técnicas conseguem apurar que tam-
bém existem cá raparigas de 12 anos, que já praticam sexo com jovens
mais velhos. É evidente que nada disto desculpa tudo o que se relaciona
com o processo "Casa Pia", mas estar a transmitir para o exterior do
País a ideia que isto é uma República de pedófilos parece excessivo, face
ao que anteriormente referimos estar-se a constatar que jovens de 12
anos iniciam a sua actividade sexual, voluntáriamente.
Publicado por rajodoas às 08:44 PM | Comentários (3)
O poder reivindicativo de classes
Neste País tem-se constatado que existem determinadas classes que,
face ao seu poder reivindicativo, fazem recuar os governos sempre
que estes adoptam uma determinada medida legislativa com as quais
os mesmos não estão se acordo. Estou-me a lembrar da recente medi-
da do governo o chamado Pagamento Especial por Conta, aplicado aos
taxistas que este governo não o consegue implementar. Não está em
causa se a medida é justa, ou não, embora pessoalmente conheça al-
guns profissionais que exibem uma forma de vida que não traduz a rea-
lidade que eles apregoam a de uma vivência da actividade com dificul-
dades. Sabemos como em tudo na vida que haverá uns que até vivem
muito bem e outros menos bem. Mas o que importa aqui é que sempre
que algum governo adopte uma medida no sentido de lhes atribuir com-
promissos fiscais como óbviamente são inerentes a qualquer actividade
com fins lucrativos, vem logo o protesto a seguir. E tem resultado e pe-
los vistos continua a resultar. O mesmo se tem vindo a passar com de-
terminadas classes profissionais que neste País conseguem através do
seu poder reivindicativo, travar qualquer tentativa do Governo de pre-
tender reduzir previlégios ou simplesmente evitar o fosso cada vez
maior que existe entre determinadas classes profissionais como se esti-
vessemos perante uma tabela dos que são sempre os detentores de
previlégios e os outros que só têm obrigações e remunerações miserá-
veis que lhes não permitem viver com a mínima dignidade, só pelo sim-
ples facto de não possuirem poder reivindicativo, o que à partida não
lhes possibilita qualquer hipótese de acção.
Publicado por rajodoas às 07:03 PM | Comentários (1)
janeiro 08, 2004
Comunicado do director geral
Estava a concluir o meu jantar quando numa passagem pela TVI oiço
anúnciar que o director geral de informação daquela estação vai
fazer um comunicado. Claro que isto despertou a minha curiosidade
e esperei. Apareceu o senhor Moniz, fazendo uma alocução donde
ressaltou a tentativa de demonstrar aos telespectadores que o ouvi-
ram que efectivamente o papel dos jornalistas daquele estação é em
relação à Casa Pia o de informar e denunciar face à sua investigação
jornalística tudo o que o mesmo envolve independentemente das pes-
soas. Penso que a reacçâo que a intervenção deste senhor só pode ter
sido, em relação às pessoas equilibradas e para as quais o procedimen-
to desta estação televisiva tem sido bem diferente daquela que o senhor
Moniz quiz demonstrar, exactamente o contrário do que disse. Tem sido
a tentativa nítida de manipulação e intoxicação da opinião pública sem
o mínimo decoro sem qualquer cumprimento das regras deontológicas
e muito menos no sentido estrito de informar, tem sido no fundo a esta-
ção que pior serviço tem prestado às crianças que foram vitimas de vio-
lação, em suma não merece sequer continuar a possuir o alvará de ex-
ploração de um canal de televisão. E isto não tem nada a ver com a ins-
titucionalização de qualquer forma de censura, tem sim a ver com a res-
ponsabilização de um orgão de comunicação social de grande impacto
que não pode, só porque pretende atingir o lucro fácil, canalizar para si
todas as atenções porque refere notícias que carecem de fundamento e
divulga outras que envolvem figuras públicas de relevo numa manifesta
falta de profissionalismo, conspurcando o bom nome dessas figuras. E
a propósito de figuras, este senhor hoje, com este comunicado fez o que
se chama uma triste figura, perdeu uma excelente oportunidade para
estar calado.l
Publicado por rajodoas às 09:18 PM | Comentários (6)
A certeza das incertezas
Os meus filhos adultos, tal como os filhos dos outros que trabalham, é
através dos vencimentos que auferem mensalmente, que vão garan-
tindo, se ganham bem, como uma boa prestação à Segurança Social,
se ganham menos, com uma menor, o pagamento regular das refor-
mas a todo este universo de reformados uns que contribuiram outros
nem por isso. Como é sabido o respectivo Fundo de Pensões tem ser-
vido de recurso às manobras financeiras do Governo e encontra-se
descapitalizado, o que não deixa de ser preocupante, dado que a pre-
visibilidade para esse facto apontava salvo erro para 2016. É certo que
o Estado quando retira tem que repor mais tarde ou mais cedo. Não
sendo especialista na matéria tenho sobre este assunto a minha opi-
nião e quando os meus filhos me interrogam sobre o que devem fa-
zer face ao quadro que alguns responsáveis políticos traçam do Fun-
do de Pensões faço esta análise. Os regimes vigentes são quase ex-
clusivamente estatais foram-no sempre e asseguraram até agora o
pagamento regular das pensões aos aposentados. É certo que temos
a noção de que actualmente o número de contribuintes sustentáculo
dos referidos regimes é francamente inferior ao dos beneficiários, si
tuação que representa um grande desequilibrio entre a receita e a
despesa, obrigando o Estado a reforçar sucessivas vezes com verbas
esse Fundo, para continuar a garantir os pagamentos das reformas.
Por isso torna-se para mim inacreditável que as rupturas possam al-
guma vez provocar a falência, julgo até tratar-se da invocação de um
disparate. Mas eles adiantam e com razão. Bem mas a única certeza
que temos é que neste momento os fundos têm vindo a garantir os pa-
gamentos regulares das reformas, mas também temos a incerteza de
que quando nós atingirmos a idade da reforma será que também te-
mos essa garantia. A minha resposta é óbviamente que sim jamais se-
ria possível verificar-se a falência do sistema que é Estado isso era o
mesmo que acreditarmos na falência do mesmo. E acrescento. Se por-
ventura vocês optarem por um qualquer sistema actualmente existente
oferecidos pelas Seguradoras, quem é que vos garante ao fim de 30 ou
mais anos de desconto para essa seguradora, um qualquer director fi-
nanceiro da mesma, dá o golpe do bau leva a mesma à falência e quem
vos vai garantir o pagamento das vossas pensões? O Estado não será
com certeza porque quem vos comeu a carne é que tem que vos roer os
ossos
Publicado por rajodoas às 07:02 PM | Comentários (4)
janeiro 07, 2004
As tentativas frustradas da reforma da administração pública
Temos vindo a assistir por parte dos diversos governos do pós 25
de Abril à tentativa de reformar a Administração Pública, para lhe
conferir melhor funcionalidade e capacidade de resposta aos uten-
tes dos serviços. O resultado tem sido frustrante, não só porque
os agentes envolvidos não estão interessados em perder os direi-
tos adquiridos, salvaguardados pelo respectivo Estatuto, como
ainda aceitar outras regras como sendo a rotatitividade de servi-
ços a sua requalificação etc., etc. Para além dos diplomas que vão
sendo criados e que visam produzir as reformas, serem eles pouco
eficazes e denotarem através do seu articulado uma preocupação
em assegurar a gestão das chefias por parte do poder político e isso
por si só ser denunciador das intenções de quem está a governar.
Por outro lado a utilização do Estatuto Disciplinar dos Funcionários
Públicos, como forma de penalizar certos desmandos que os seus
agentes vão praticando ao longo da sua carreira, tem-se revelado
muito brando pois embora a pena máxima prevista seja a expulsão,
muito raramente tal acontece e o máximo que tem sido aplicado fi-
ca-se pela aplicação da aposentação compulsiva, o que para alguns
até se trata de uma pena gratificante. Para concluir, não creio na efi-
cácia desta pretensa reforma, dificilmente traga para a administra-
ção pública um melhor desempenho dos seus agentes nem da me-
lhoria de funcionamento dos respectivos serviços.
Publicado por rajodoas às 07:48 PM | Comentários (4)
Critérios de gestão
Sabemos todos que as empresas concessionárias de transportes pú-
blicos estão de uma maneira geral em situação económica deficitária,
algumas até em risco de falência. Haverá óbviamente vários factores
que contribuem para que as empresas se encontrem em tal situação.
Tenho notado de há uns anos a esta parte que alguns concessionários,
recentemente, àcêrca de uns 2 anos passaram a utilizar nas chama-
das "fora de horas de ponta" os conhecidos mini-bus, porque chega-
ram à conclusão que defacto não se justificava utilizarem autocarros
de grande capacidade de transporte de passageiros, que circulam nor-
malmente vazios. Há no entanto concessionários que ainda não adopta-
ram para as suas empresas tal filosofia e habitualmente constatamos
que os seus grandes autocarros circularem quase sem passageiros fo-
ra das horas de ponta. Não será que estes critérios de gestão são em
si mesmo uma má aposta para a rentabilização das empresas e daí re-
sultarem prejuizos no exercício com as repercussões óbvias quer para
as empresas quer para os seus próprios colaboradores.
Publicado por rajodoas às 07:04 PM | Comentários (3)
janeiro 06, 2004
A inversão de papéis
Pasme-se meus amigos alguns dos quais também ouviram o telejornal
da 1. Então não é que o jornal que publicou a notícia da junção da car-
ta anónima ao processo "Casa Pia", está ofendido com o senhor Presi-
dente da República porque este na sua alocução de ontem que nem
sequer referiu concretamente no título do jornal, em vez de acusar o
MP e a PGR, acusou o jornalismo. Bem só falta exigir que o senhor PR
na qualidade de ofendido, sim que quem foi o ofendido foi ele, tenha
de vir pedir desculpa aos jornalistas do dito diário. Como é que isto é
possível? Então têm o desplante de até inverterem os ofendidos, isto é
o cúmulo da estupidez. Quem publica uma notícia com base num docu-
mento anónimo que em parte alguma do Mundo faz fé em juizo, dene-
grindo o mais alto magistrado da Nação, este, numa reacção até bas-
tante benevolente, vem em discurso chamar a atenção para os seus
autores, sem os especificar, para a necessidade de contenção até pe-
lo risco que tal procedimento pode provocar, vê como reacção da par-
te de prevericadores da comunicação uma reacção deste tipo, só pode
levar-nos a concluir que este processo atingiu uma tal dimensão que já
está a causar um total desnorte nalgum jornalismo que se revela pou-
co sério por parte dos seus profissionais. O senhor Presidente deveria
ter sido quanto a nós menos benevolente e dizer que tinha mandado
accionar judicialmente o referido jornal e quanto a nós retirar a confi-
ança política ao senhor Procurador Geral da República. As gafes são
demasiadas para que este senhor continue no exercício da função e a
sua manutenção culminará com o descrédito quase generalizado das
instuições judiciais.
Publicado por rajodoas às 09:07 PM | Comentários (3)
Gracejando com a tese da cabala
Há quem por estas bandas vá gracejando com a tese da cabala o que
não admira sobretudo, quando quem o usa, está convicto que efectiva-
mente se trata de um argumento falacioso, inconsistente. Pois bem, era
prudente a quem goza com o assunto que fizesse uma reflexão sobre
diversos factos que têm vindo a público e que envolvem destacadas fi-
guras do PS, sobretudo na celeridade com que ao nível dos processos
judiciais se regista o despacho de pronúncia em julgamento. Vem tudo
isto a propósito da conclusão do processo judicial movido pelo actual au-
tarca de Sintra à sua antecessora Edite Estrela. Já está condenada. Foi
fantástica a celeridade do processo. O Senhor está lá há dois anos, ain-
da não mostrou obra feita mas conseguiu que a sua antecessora fosse
condenada. Por esta obra merece os parabéns, conseguiu proteger os
fundos que a sua antecessora delapidou com propaganda política a seu
favor e por isso tem que ressarcir a autarquia dos prejuizos causados.
Vamos ver se a moda não pega porque se pega os autarcas da área
da grande Lisboa afectos ao PSD que estão a fazer uma auto-promoção
delapidante do erário público, correm o risco de virem a ser também
processados judicialmente pelas mesmas praticas. Mas estejam descan-
sados que isso não são procedimentos que a oposição adopte. Por isso
podem continuar a auto-promover-se a mandarem-nos para casa car-
tões de boas festas e de preferência para o ano acompanhado de um
perú pois uma generosidade não fica mal e produz sempre resultados
sobretudo em quem gosta de ser premiado em campanhas politicas.
Publicado por rajodoas às 07:44 PM | Comentários (3)
janeiro 05, 2004
Executivo desbaratador
Pelos vistos não bastava a este executivo não conseguir atingir as me-
tas a que se propôs com o ainda estar a desbaratar o património imo-
biliário, num frenesim injustificado para demonstrar a qualquer preço
que efectivamente o conseguiu. Não era forçoso terem alienado o re-
ferido património uma vez que a base de licitação não foi cumprida e
isso na regra do leilão permite a sua inviabilização. Era simples e não
teriam proporcionado ao oportunismo que apareceu a sua compra. E
pelos vistos vamos continuar a assistir a mais disparates até que o
objectivo seja conseguido. Se fôr, importará depois saber qual vai ser
a factura que os portugueses irão pagar pela delapidação do patrimó-
nio imobiliário do Estado e se com isto o futuro das novas gerações
não ficará comprometido. É que a dada altura os bens estatais passa-
rão a uma tal escassez que os próximos governos terão dificuldade
em assumir compromissos de revelo porque deixa de ter forma de
garantia de pagamento ao FMI ou a uma outra qualquer instituição de
crédito. Não deixam pois de ser preocupantes estas medidas que são
absolutamente lesivas do interesse da população e até quando vamos
continuar a assistir à sua consumação.
Publicado por rajodoas às 10:35 PM | Comentários (3)
Mas afinal o que adianta
Hoje a minha cara metade, impulsionada pelo título adquiriu a Capital,
para se inteirar do que se passa com a falta de fiscalização da riqueza
dos políticos ali anunciada em capa. Lida a notícia podem-se tirar as se-
guintes ilações:
Embora as declarações produzidas pelos mesmos este-
jam patentes no Tribunal Constitucional para poderem ser exibidas a
qualquer cidadão que as solicite, pelos vistos face à informação dos pró-
prios funcionários a quem incumbe tal tarefa, só últimamente têm apa-
recido alguns jornalistas a consultá-las, o que prova bem o desinteresse
que as pessoas têm na sua consulta.
Que a razão subjacente deve-se com certeza ao facto
dos cidadãos não acreditarem no rigor com que as declarações são
prestadas porque como é sabido podem omitir muita verdade e
ninguém descobrirá.
Que hoje cada vez mais se recorre à colocação de bens
em nome de familiares, sempre que se exercem cargos bastante bem re-
munerados como é o caso dos administradores das empresas públicas e
porque não dos próprios políticos, veja-se o caso das contas na Suiça.
Por tudo o que acima referimos, concluímos. O que im-
porta existir uma lei que obrigue os políticos a declararem a sua rique-
za, se não se investiga a sua veracidade. Para quê fazer tanto alarde por
uma questão que não motiva minimamente os portugueses em co