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janeiro 15, 2004
Autênticas mantas de retalhos
É no que se estão a transformar as ruas e avenidas dentro das localida-
des, vila e cidades. E não tem havido uma queda pluviométrica muito
acentuada. Contenção sim mas a nível de gastos supérfluos, mas senho-
res autarcas, os automobilistas liquidam todos os anos um imposto de
circulação vulgarmente chamado "Selo do Carro", e afinal a sua contra-
partida é andarem a destruir as jantes, pneus e suspensões dos seus
automóveis. Aquilo que mais impressiona é mal uma rua ou avenida é
repavimentada, passado alguns dias assistimos ao aparecimento de má-
quina a abrir roços para fazerem passar condutas de gás natural. Ainda
estou para ver nesta avidez destas empresas exploradoras do dito se
de hoje para amanhã não se vão ver envolvidas em graves problemas
de abastecimento, face à origem do fornecedor a Argélia, não ser como
todos sabemos uma garantia dada a sua instabilidade política. Nesta san-
ta terra é tudo à ganância. Têm sido estas firmas as causadoras dos
maiores transtornos em termos de cortes de vias ou a sua redução cau-
sando filas enormes de transito. E claro está no roço que foi aberto para
a passagem da canalização ao longo de toda a via quando tapado nor-
malmente ocorre sempre o seu abatimento porque não se compacta con-
venientemente as terras removidas. Tudo isto por que neste País estas
empresas fornecedoras de gás, electricidade, telefones e água funcionam
numa total estanquidade não existe nenhuma relação entre si pelo menos
em relação ao fundamental que seria projectarem quando necessário as
obras em simultâneo. Até porque se o fizessem inclusivamente os custos
de produção óbviamente baixariam, o que significa que estamos perante
uns excelentes gestores de empresas públicas. Hoje a EDP, por razões
de substituição de postes de iluminação pública ou fornecimento de ener-
gia a uma qualquer nova urbanização, abre roços coloca o cabo, tapa, re
pavimenta, deixa um retalho. Dias depois vem a PT, abre roço, coloca,
cabo, tapa, repavimenta deixa outro retalho a seguir vem a empresa do
gás idêntica operação, igualmente os Serviços Municipalizados de Água e
Saneamento e o processo repete-se. E andam estes tipos a queimarem
como se costuma dizer as pestanas para tirar um curso para gerirem tão
bem estes negócios e andarem a chatear todos os dias os automobilis-
tas com trabalhos na estrada. Isto já para não falar dos peões quando so-
bretudo as obras são realizadas nos passeios. Então aí é o caos total.
Publicado por rajodoas às janeiro 15, 2004 07:30 PM
Comentários
ELES VÃO AUMENTAR OS VENCIMENTOS DOS GESTORES
PARA AUMENTAREM IGUALMENTE OS BURACOS.
Publicado por: j.gonçalves às janeiro 15, 2004 08:21 PM
Por alguma coisa somos conhecidos pelo país dos bruracos: abertos ou fechados.
Publicado por: vmar às janeiro 15, 2004 08:58 PM