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janeiro 14, 2004
A mensagem do consenso
O senhor Presidente da República, não estaria à espera de certeza
quase que absoluta, que a mensagem dirigida ao Parlamento pudes-
se ter produzido do lado dos deputados que apoiam a coligação go-
vernamental, uma reacção tão positiva. Das duas uma. Ou não a
souberem interpretar, pese embora não estivesse em código, ou de-
facto são impagáveis. A mensagem segundo um dos deputados do
PSD apareceu na sequência da audição dos diversos partidos da
oposição. Ora tendo por base esta afirmação o mínimo que poderá
ocorrer a qualquer ser pensante é que possuindo os referidos parti-
dos nas suas fileiras economistas de reputação e sendo eles contrá-
rios à manutenção desta política que se tem revelado desastrosa do
ponto de vista social, para além de outros, insiste-se em se levar por
diante a mesma, quando se sabe de antemão de que não é esta a so-
lução. Sabendo todos nós que o problema reside na despesa pública,
toda a máquina administrativa e técnica do País e ainda o absorvedor
que são as empresas públicas de situação crónica deficitária. Saben-
do nós que na prática a contenção de custos nestes sectores não é
mínimamente viável porque os gastos continuam a ocorrer visto que
assistimos à poupanaça do farelo para gastarem na farinha, é legi-
timo ao 1º. Magistrado da Nação manifestar a sua preocupação por-
que quem está a sofrer as consequências desta política são no fundo
os mais desfavorecidos o que representa uma enorme imoralidade.
Têm estes tipos a distinta lata de se congratularem com uma mensa-
gem que não é mais do que a certificação da negação governativa.
Publicado por rajodoas às janeiro 14, 2004 08:57 PM
Comentários
Esta não lembra ao diabo...
São parvos ou fazem-se?
Publicado por: vmar às janeiro 14, 2004 09:38 PM
Ainda não tive oportunidade de analizar a mensagem do P.R.
No essencial, estou de acordo com as ideias aqui espladadas. Apenas que já era previsivel que cada
grupo interprete à sua maneira a dita mensagem.
Mas tenho para mim ,que nenhum daqueles grupos partidários a entendeu defacto.
Publicado por: j.gonçalves às janeiro 14, 2004 10:22 PM