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dezembro 07, 2003
Os agentes à paisana sem crachá
Hoje tive a visita da minha filha mais velha que por razões pessoais
mudou-se para Lisboa àcêrca de 1 semana para a zona de Campo
de Ourique. Uma das minhas preocupações quando ela foi fazer o
reconhecimento do local foi saber se tinha alguma facilidade de par-
quear o s/automóvel. Respondeu-me que não havia dificuldade e
que junto ao cemitério normalmente existiam lugares. Qual não é o
meu espanto quando me relata. Olha pai na passada terça-feira quan-
do me dirigia para o local onde tinha estacionado o automóvel não es-
tava lá. Olhei em volta não existe marcação de parqueamento nem
vestígios de parquimetros. Tendo contactado a polícia de viação e
trânsito sou informada de que o carro tinha sido rebocado por indica-
ção da EMEL. Uma espécie de merda, desculpem de uma empresa
que o munícipio de Lisboa criou para gerir os parques automóveis.
Ainda bem que a moda não pegou nos outros municípios. Mas o que
mais me surpreendeu foi o facto segundo ela, ter assinado um docu-
mento no qual era identificada como arguida. Retorqui. Mas tens mes-
mo a certeza de que assinas-te por baixo da indicação de "O arguido".
Assim confirmou. Ora como qualquer ignorante sabe "arguido", signi-
fica um acusado de um qualquer crime. Pois essa empresa que do
meu ponto de vista e julgo de muita mais pessoas não tem nem pode
ter qualquer autoridade para proceder como o tem feito, de exercer
funções análogas às conferidas às autoridades policiais, dá-se ao luxo
de imbecilmente porque quem mandou imprimir os impressos tão pou-
co deve saber o que quer significar a figura do arguido, de exigir que
um infractor de estacionamento não assinalado, até porque se trata de
um residente local, tenha de assinar um documento onde é classificado
como tal. Aos autores dessa bestialidade, aconselho a que recolham
todos os impressos de notificação dos infractores e substituam a desi-
gnação de "arguido", por transgressor ou infractor, que é disso que se
trata.
Publicado por rajodoas às dezembro 7, 2003 10:43 PM
Comentários
Parece-nos que apenas as autoridades judiciais podem constituir um cidadão como arguido. Mas o progresso...
Um abraço,
Francisco Nunes
Publicado por: Planície Heróica às dezembro 8, 2003 01:50 AM
Raul nem sei o que dizer.....isso não tem ponta por onde se pegue.
A policia sabe ou devia saber o que é um arguido. Podia ter chamado a atenção da EMEL para a incorrecção. Mas no fundo isto até está de acordo com o estado do país. Uma grande confusão em que ninguém se entende.
Publicado por: vmar às dezembro 8, 2003 10:31 PM