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dezembro 31, 2003
A farsa testemunhal
Os últimos desenvolvimentos relacionados com o caso "Casa Pia", dei-
xam-nos perplexos. É evidente que a única certeza de que dispomos
é a de que as crianças foram vitimas de abusos sexuais. Quanto a es-
ta infeliz realidade ninguém tem dúvidas. Mas também podemos con-
cluir que alguém se lembrou de aproveitar este processo, para atra-
vés de uma farsa testemunhal, enlamear o PS atingindo os seus diri-
gentes de maior relevo e isso torna-se demasiado óbvio até para aque-
les que, sendo ingénuos, já começam a perceber que muito para além
do objectivo do processo judicial apurar a verdade para punir os culpa-
dos, tem o mesmo servido simultâneamente para desprestigiar o PS,
envolvendo em calúnias alguns dos seus destacados dirigentes, lançan-
do no eleitorado menos esclarecido uma desconfiança que lhes motive
a sua penalização nas próximas eleições. Face ao anunciado envolvi-
mento das personalidades referidas nos telejornais, embora se diga
que é citado apenas por uma testemunha no processo a qual não teve
consistência em termos judiciais, a realidade é que os jornalistas das
televisões, de forma enfática, noticiam repetidamente o facto, causan-
do o impacto que acaba por consubstanciar o objectivo que se visa com
a notícia. Procedimento demasiado baixo do jornalismo televisivo, que
se denuncia nos propósitos de servir o clientelismo da direita, numa
tentativa desesperada de manter o poder nas actuais força políticas,
não deixando ao PS nenhum espaço de manobra face a toda a campa-
nha urdida em torno de um processo que mexeu com os sentimentos
do povo português, que deseja a sua conclusão o mais rápido possível~
e a punição exemplar dos culpados.
Publicado por rajodoas às 04:03 PM | Comentários (4)
dezembro 30, 2003
Mensagem de Ano Novo
Está quase a findar o ano
recheado de desgraças
desejando que no próximo
acabem tantas trapaças.
Aos bloggeres um desejo
com muita sinceridade
não transformem os blogs
numa feira de vaidades
Que a abordagem dos temas
nos motive muita atenção
neste cenário de problemas
criados pela governação
No universo recente
da amistosa comunicação
se mantenha por muito tempo
esta cordial conjunção
Que contribuamos no fundo
em discussão salutar
para ajudar o mundo
neste triste penar
Bom Ano de 2004 para todos
Publicado por rajodoas às 06:58 PM | Comentários (5)
dezembro 29, 2003
O sentido de oportunidade de uma Fundação
Pelos últimos acontecimentos registados neste País, cada vez mais se
comprova que o recurso à constituição de "Fundações", se torna um
meio para obtenção de benefícios que são consagrados às ditas, para
as quais pouco ou nada se exige como contrapartida. Já existem Fun-
dações para todos os gostos e provávelmente irão ainda constituir-se
mais. Pelos vistos não existe nenhuma limitação à sua existência e
presentemente a sua quantidade quase se assemelha a uma cultura
de cogumelos. Com excepção da Fundação Calouste Gulbenkian que
efectivamente tem desenvolvido neste País uma actividade quer do
ponto de vista cultural, quer artístico, quer social, digna da destaque.
Todas as outras e são mesmo muitas, passam despercebidas nas acti-
vidades a que se dedicam sabendo-se no entanto que os benefícios que
colhem, esses sim, absolutamente palpáveis e contribuem substancial-
te para o emagrecimento da receita fiscal. Aliás este recurso sistemá-
tico à constituição de Fundações, quer por designação individual quer
colectiva, cada vez mais nos suscita muitas dúvidas quanto às suas re-
ais intenções levando-nos mesmo a pensar que os objectivos são pou-
co transparentes. Quem porventura conhece a entidade fiscalizadora
do funcionamento das Fundações e quem fiscaliza o exercício da acti-
vidade para que foi constituída? E dirão. Isso é conhecido através dos
relatórios e contas da actividade, publicados ao fim de cada ano, no
Diário da República e nos Jornais Diários em que tal é publicitado. Sa-
bemos que sim. Como também sabemos que as empresas que embo-
ra não publicitando os seus relatórios e contas, apresentam os seus
resultados de exercício sempre negativos e vão sobrevivendo ano
após ano, sem falirem conseguindo ludibriar o fisco descaradamente.
Parece chegada a altura de se pôr um travão a esta desenfreada cons-
tituição de Fundações, que no fundo não servem se não para subver-
ter as nobres intenções dos legisladores na sua criação, tendo em vis-
ta os objectivos que acabam por atingir.
Publicado por rajodoas às 07:43 PM | Comentários (6)
dezembro 28, 2003
Mas que atrevimento
Já começa a faltar a pachorra para aturar a irreverência dos meninos
de côro (CDS/PP). O senhor Presidente da República no uso de um di-
reito que lhe está consagrado na Constituição, indultou a enfermeira
que se encontra encarcerada por condenação da pratica de aborto clan-
destino. Foi uma atitude absolutamente louvável, porquanto, a esses
falsos moralistas e a outros tantos, se deve a criminalização destas pra-
ticas que não são mais, do que uma vergonha nacional. E o curioso nis-
to é que ainda se arrogam ao direito de exigir explicações como se
efectivamente ele tivesse que dá-las a eles ou a quaisquer outros so-
bre os critérios que o levam a atribuir os indultos na quadra natalícia.
Publicado por rajodoas às 05:45 PM | Comentários (3)
Opinião de constitucionalista
Jorge Miranda em artigo de opinião publicado no "Publico", refere a ino-
portunidade de alterar nesta altura a nossa Constituição, opinião idênti-
ca à do nosso PR. Da leitura que fez aos diversos projectos de revisão,
destaca por exemplo, pela positiva, alterações propostas pelo PS, bem
como da Juventude Socialista, salientando os aspectos negativos de ou-
tras propostas deste partido. Em relação ao PSD, interessante a sua
forma de classificar o projecto "texto de deficiente técnica legislativa".
Ora como já nos vem habituando esta força política e o seu parceiro de
coligação, à produção de diplomas abruptamente deficientes, recordan-
do a alteração às Lei Laborais, o sistema de gestão hospitalar, a altera-
ção à bonificação no crédito à habitação enfim um somatório de diplo-
mas que visam na sua essência destruir os direitos consagrados pela
nossa Constituição. Não é pois de estranhar que o professor Jorge Mi-
randa co-autor da sua redacção, veja com preocupação o facto de que
a Lei I do seu País, considerada por muitos expecialistas como uma
das mais avançadas da Europa, esteja um risco face à intenção por
exemplo do CDS/PP, cujo projecto salienta "pontos muito negativos",te-
nha a pretensão de regredir, e porque não, torná-la semelhante à de
1933, ou seja convertendo-a assim na mais atrasada da Europa, para
como noutras matérias podermos continuar a disfrutar do lugar no
podium da negatividade. O CDS deveria lembrar-se do seu peso eleito-
ral e não se permitir a estas veleidades, que o ridicularizam.
Publicado por rajodoas às 10:47 AM | Comentários (2)
dezembro 26, 2003
Termo "blogue" condenado ao fracasso
Segundo "O inimigo Público" o termo blogue está condenado a desapa-
recer a breve trecho, pese embora os bloggers entre si troquem elo-
gios etc.. Tratando-se de um anexo do jornal satirisante é provável
estar a gracejar com este fenómeno, que a nós nos parece não estar
mínimamente condenado ao fracasso antes pelo contrário pela forte
adesão que se vai notando, leva-nos a pensar que vai registar um
enorme crescimento de bloques. É de resto uma forma que grande
parte das pessoas escolheram para trocar opiniões e aqueles mais
criativos colocarem ilustrações que os tornam mais atractivos a quem
os visita. Por outro lado é uma forma de oportunidade de podermos
criticar ou abordar questões que para os profissionais da comunicação
social não lhes suscita interesse e que para nós se revela da maior
importância a sua abordagem. Nós não estamos aqui para vender na-
da a ninguém e por conseguinte não nos interessam as questões que
podem motivar o interesse na compra. O nosso objectivo é o de uma
salutar convivência diária com aqueles que nos visitam e a quem nós
retribuimos a visita registando ou não a nossa opinião sobre o tema
escolhido. Este fenómeno não só está para durar como ainda para
crescer, embora acredite que irá chegar a uma altura em que o entu-
siasmo acabar por refrear e haja alguns que desistam, mas o registo
do seu desaparecimento não creio que aconteça.
Publicado por rajodoas às 07:28 PM | Comentários (6)
Com que então ordem para matar
Ora aqui está a prova provada de mais um embuste. A deslocação da
GNR em missão de paz , não passou disso mesmo. De resto, que se
saiba as missões de paz cabem à Cruz Vermelha, Médicos sem fron-
teiras e outras organizações de cariz humanitário o que não é própria-
mente a vocação de uma força militarizada. E assim se vão desmasca-
rando as nobres intenções dos nossos governantes, numa confirmação
de que podemos estar descansados e cada vez mais confiar nas medi-
das que tomam, cujos resultados se revelam bem diferentes do obje-
ctivo anunciado. Já tinhamos consciência que esta missão envolvia um
alto risco para os seus participantes, mas agora ficamos a saber que
também já têm ordem para matar.
Publicado por rajodoas às 06:53 PM | Comentários (1)
dezembro 25, 2003
As Injustiças da Justiça
Um amigo meu que se encontra a aguardar a marcação de audiência
para despacho de pronúncia de divórcio litigioso, tem na sua posse um
despacho do Juiz do Tribunal onde corre os seus trâmites o respectivo
processo que determina a obrigatoriedade da mãe deixar as suas duas
filhas menores sairem com o seu pai. Hoje, tratando-se do dia de Natal
o meu amigo foi a casa da sua ex-mulher, de acordo com o despacho
que lhe permite, emitido pelo Juiz, buscar as suas filhas para com ele
passarem o dia e lhes poder entregar as respectivas prendas. Qual não
foi o seu espanto quando chega a casa, que ele continua a pagar à res-
pectiva instituição bancária a que recorreu ao crédito à habitação inde-
pendentemente das mensalidades que entrega mensalmente para as
suas filhas, e lhe é negado o direito de sequer as ver. A situação gera
como é óbvio algum conflito e é chamada a polícia, a quem o pai explica
a situação informando possuir um despacho do Juiz que determina esse
direito mas só que de momento não tem o referido documento mas que
o pode ir buscar a casa onde vive exibindo na esquadra se fôsse neces-
sário. É informado pelos agentes que não vale a pena que eles nada po-
dem fazer a não ser na posse de um mandado do Juiz emitido para aque-
le efeito. Inconformado o meu amigo acabou por desistir da sua intenção
de ver as suas filhas e de com elas passar o dia de Natal. Provávelmente
situações destas haverá muitas por este País fora. Ou seja quando há
uma ruptura conjugal as mães ficam quase sempre com a custódia dos
filhos porque no entendimento dos senhores juizes é uma regra embora
não esteja definida legalmente, é assim que eles a pronunciam. O pai só
serve para ser responsabilizado pelo pagamento da pensão de alimentos
e quando se furta a essa responsabilidade se trabalhar por conta de ou-
trem o Tribunal cai-lhe logo em cima notificando a entidade patronal para
produzir o desconto no seu salário do valor arbitrado pelo juiz. Em contra-
partido o seu direito de passar o período que lhe está consignado pelo
magistrado, com os seus filhos, pode ser arbitrariamente negado pela sua
ex-conjuge, que se limita a ser penalizada com uma simples coima. Não
estaremos pois perante uma injustiça cometida a coberto de uma justiça
que só funciona para um dos lados?
Publicado por rajodoas às 11:41 PM | Comentários (1)
Será que não se assemelha
Presentemente a festa de Natal nalgumas famílias assemelha-se mais
a uma feira de vaidades que a qualquer outra manifestação de cariz
religioso. De resto esta afirmação é fácilmente comprovada através
do dia de hoje e dos que se lhe seguirão. São as crianças, mas a
essas, face à sua inocência, é perdoável o exibicionismo do brinquedo
ou da consola de jogos que o Pai Natal lhes trouxe a fazer inveja ao
miúdo que anda no mesmo infantário e que por razões de dificuldade
económica dos pais limitou-se a ter um brinquedo mais insignificante.
A mãezinha do menino ou menina que foi contemplado com os brinque-
dos que pediu ao Pai Natal, que também ela teve, para além daquela
jóia em ouro com diamantes encrustados que vai usar na toillete na
passagem de ano prometida no sítio X, mais um casaco de pele natural
e aqueles sapatos que viu numa sapataria da baixa e que custavam
cêrca de 200 euros. E o paizinho que, para além do fatinho novo que
mandou fazer na alfaiataria mais chique de Lisboa, também se contem-
plou com mais uns acessórios de adorno para poder exibir junto dos
colegas nos próximos dias e poder comentar depois com a sua esposa.
Olha, lembras-te daquele meu colega fulano, bem, nem queiras saber
o mau gosto da camisola, da gravata e dos sapatos que a mulher lhe
escolheu para prenda de Natal. E aí a mulher responde, contando idên-
tico episódio em relação a uma das ditas amigas, que também ela teve
um mau gosto na escolha da indumentária que escolheu. Em resumo,
afinal é para isto que serve o Natal? Ainda bem que só faltam algumas
horas para que este pretexto para o exibicionismo das vaidades de al-
gumas pessoas termine.
Publicado por rajodoas às 03:30 PM | Comentários (4)
dezembro 23, 2003
Nunca fui grande entusiasta
Por este tipo de festas que são promotoras do consumismo. Cada vez
mais me causam um certo nervosismo, porquanto, sendo rotuladas das
chamadas festas de família, noto que o afastamento entre as famílias
se acentua à medida em que esta competição pelos bens supérfluos se
torna uma obsessão. Esta quadra serve de pretexto para os mais abas-
tados exibirem os seus relógios de pulso de milhares de euros, o tele-
móvel topo de gama, para continuarem a atender enquanto conduzem,
sim, que isso da proibição em condução, com sanção de apreensão de
carta, isso não é para levar a sério e se fôr necessário recorre-se ao
conhecimento influente para ajudar a resolver o problema. Enfim, faze-
rem aquela passagem de ano no Hotel X, de renome, em que a ceia
custa mais que o salário mínimo para uma família carenciada sustentar
os seus 3 ou 4 filhos. Já para não falar no automóvel topo de gama
que foi oferecido à esposa como compensação de um deslize, num ro-
mance curto com a secretária que foi descoberto pela mesma. E ainda
a satisfação de uma exigência do filho mais velho recém-encartado que
ficou aparentemente afectado com a infidelidade do pai face ao desgos-
to causado à sua querida mãe e como forma de compensação também
lhe é ofertada aquela moto que sempre desejou. Em resumo. Esta qua-
dra está absolutamente desvirtuada do seu objectivo concreto que é o
de as pessoas demonstrarem a sua solidariedade, com os que mais so-
frem quando afinal nem sequer partilham alguns dos seus bens com os
mais carenciados. Deveria ser uma quadra em que pelo menos a frater-
nidade fosse manifestada, quando pelo contrário, as pessoas ainda se
afastam mais dos que lhes são próximos. Deveria ser a altura para per-
doarem os mal entendidos gerados durante o ano fossem esclarecidos
e se tivessem originado corte de relações, elas fosem reatadas, mas tal
não acontece. Em conclusão. O Natal já não é o que era nos meus tem-
pos de jovem perdeu o encanto e estou ansioso que passe o mais de-
pressa possível porque não me dá nenhum prazer ou satisfação vivê-lo.
Publicado por rajodoas às 09:13 PM | Comentários (5)
dezembro 22, 2003
Inacreditável desmotivação
De algum tempo a esta parte tenho vindo a notar reacções de descré-
dito em várias faixas etárias de pessoas com quem contacto, revelan-
do um desinteresse pela situação política que se vive no País, que me
deixa deveras preocupado. Chego mesmo a perguntar se não será
uma ofensa à memória daqueles que lutaram e que morreram nas pri-
sões para libertar este País do regime ditatorial em que esteve mergu-
lhado durante várias décadas.Confesso que não consigo encontrar uma
explicação para tal reacção, embora me provoque indignação. Como
sabemos, o nosso panôrama político-partidário é constituído por diver-
sos partidos que vão da extrema direita à extrema esquerda. É certo
que em termos de resultados eleitorais os governos têm saído das duas
principais forças políticas o PS e o PSD, que são os que conseguem reu-
nir o maior número de votantes. Todos os outros situam-se com ligeiras
variações nas mesmas posições sempre que ocorre eleições legislativas.
Todavia isso não invalida a que os mesmo elejam os seus deputados e
nalguns casos como por exemplo em relação ao Bloco de Esquerda são
bastante interventores na Assembleia. Ora tendo por base a existência
de partidos que defendem as mais diversas doutrinas, como é possível
ao cabo de quase 30 anos de democracia, a quase maioria dos portugue-
ses tenham esta atitude de desencanto por tudo que é política e não con-
sigam encontrar nos partidos actualmente existentes nenhum que lhes
mereça confiança ou motivação? Será possível que lhes passe pela cabe-
ça que porventura os problemas do seu País possam alguma vez ser re-
solvidos fora desse quadro. Como se podem eles queixar de que os po-
líticos são todos iguais que não lhes merecem qualquer crédito se eles
tão pouco sequer se interessam pelas questões políticas do seu País e
deixam andar ao sabor daqueles que felizmente não prescindem do seu
direito de votar, que jamais abdicam dele e que se preocupam com o
que vai acontecendo na sociedade em que vivem. Vão continuando a
argumentar que "eu, eh pá, eu não dou o meu voto a nenhum gajo" ou
ainda "eu não quero saber de política para coisa nenhuma". Com o meu
voto não vai para lá nenhum. Simplesmente lamentável. Mas isso quanto
a mim por culpa exclusiva dos diversos governos que de uma vez por to-
das não acabam com esta desculpa que não passa de um mero comodis-
mo da parte de quem se apregoa desinteressado e passa a puni-los face
à sua não participação nos actos eleitorais o que é francamente possível
controlar através dos cadernos eleitorais e legislarem no sentido de que
o cidadão com a falta de participação em actos eleitorais, perder os seus
direito cívicos.
Publicado por rajodoas às 07:56 PM | Comentários (1)
dezembro 21, 2003
Brilhante conclusão
Esta, saída do congresso da Justiça. Como se nós já não soubessemos
há muito que a dita está em crise. Aliás este é um estado latente de
vários sectores primordiais do País, nomeadamente a saúde e educa-
ção que estão também eles lançados em idêntica crise. Se é certo que
uma parte da culpa cabe às políticas que têm vindo a ser adoptadas pe-
los diversos governos, também é facto que a outra quota de culpa cabe
aos agentes que fazem parte desses sectores os quais sempre que ela-
boraram os seus cadernos reivindicativos não incluem nos mesmo as
suas preocupações com a melhoria do funcionamento dos serviços por-
que os objectivos apontam sempre no sentido de melhorar a progres-
são nas suas carreiras e a melhoria das suas grelhas salarias. Não são
capazes de apontarem soluções que possam melhorar a prestação do
serviço aos respectivos utentes deixando isso para os governantes que
acabam sempre por serem os bodes expiatórios de toda a problemática
que lança na crise o funcionamento dos serviços. E assim vamos viven-
do sem que se vislumbre, nem a curto nem a médio prazo nenhuma so-
lução para que possamos ver estes serviços essenciais ao bom funcio-
mento deste País sairem do marasmo em que se encontram. Citando o
senhor Presidente da República direi o mesmo, os problemas só se re-
solvem com a participação de toda a sociedade não podemos continuar
a assistir a que cada um puxe a brasa à sua sardinha, na defesa de inte-
resses coorporativistas a vincar cada vez mais a separação de classes
sociais, a encurralar os mais desfavorecidos em bairros sociais e a er-
guer cidadelas de luxo em condomínio fechado para os mais favoreci-
dos, pois não será esse o tipo de sociedade que a maioria dos portu-
gueses quererá para o seu País. Temos que nos impôr à manutenção
de previlégios para determinado tipo de classes sociais que proliferam
neste País. Haja corajem para se tomarem medidas de combate aos
proteccionismos.
Publicado por rajodoas às 12:33 PM | Comentários (3)
dezembro 20, 2003
Ilusória tendência de voto empurra candidatura
Ao que parece, segundo notícias, o senhor professor Cavaco sempre
vai avançar com a sua candidatura à Presidência da República, desde
que segundo as mesmas, haja várias personalidades a apoiarem-no.
Ora bem. Se isso acontecer, fica logo à partida, coartada qualquer pos-
sibilidade de Santana Lopes poder também ser candidato ao referido
cargo porque lógicamente a direita não vai apoiar dois candidatos, pa-
ra além de significar que mesmo que ele avance é logo à partida um
perdedor. Mas analisemos então os apoios partidários do professor.
Óbviamente que o PSD apostará na sua candidatura tendo-a como for-
te.Já o mesmo não acontecerá provávelmente com o apoio do CDS/PP
dada a incompatibilidade existente entre o seu lider aquando director
do semanário que dirigiu e o professor. Tendo em vista a "força eleito-
ral" que disfruta este partido está-se mesmo a ver logo aqui a grande
perda de votos do candidato que vai ser apoiado pelo parceiro da coli-
gação. A menos que, entretanto, dadas as excelentes relações dos dois
lideres seja ultrapassado o diferendo. Como nos falta saber qual vai
ser o candidato que a esquerda irá apresentar para defrontar o senhor
professor, desejaria que fosse alguém com o perfil do actual titular pa-
ra poder derrotar quem quer que fosse o candidato da direita, pelo fa-
cto de saber demarcar as suas opções políticas da sua actuação como
Presidente da República.
Publicado por rajodoas às 07:55 PM | Comentários (6)
Para quando senhores deputados?
O agendamento do Diploma regulador das profissões de desgaste
rápido e das tabelas de incapacidades resultantes de acidentes de
trabalho e doenças profissionais, torna-se cada vez mais urgente
a inclusão no referido diploma das seguintes categorias: Ministro
da Administração Interna, Ministro da Educação e Ministro da Saú-
de. Todos temos a percepção que os titulares destas pastas ao fim
de um ano ou até menos do exercício da função estão desgastados
ou adoeceram com os problemas resultantes da sua actividade. É
inconcebível que os senhores deputados tendo consciência desta
realidade não se lembrem de agendar nos seus trabalhos parlamen-
tares a alteração do referido Diploma. Vejamos por exemplo o 1º.
caso anteriormente citado. Quando o sr. Ministro da Administração
Interna vem afirmar que a oposição com os problemas que levanta
só pode estar a revelar uma má vontade contra a sua pessoa que-
rendo a sua demissão, é um sintoma de que já está a denotar o tal
desgaste rápido do exercício da sua função. É pois uma maldade in-
sistir na sua manutenção no cargo, porque se está a contribuir para
que o senhor venha a ficar afectado por uma doença profissional.
Logo, deveria, se o tal diploma inclui-se estas situações, ser liberta-
do do seu exercício e imediatamente colocado como administrador
de uma dessas empresas, que, embora tenham o exclusivo de explo-
ração da sua actividade, dão sucessivamente prejuizo no resultado do
seu exercício. Este critério deveria ser aplicado aos outros dois titu-
lares porque temos consciência que por exemplo no caso da Saúde
como as suas estruturas estão doentes há bastante tempo e não dão
sinais de melhoras é natural que o titular da pasta acabe por ficar
afectado o que não deixa de ser incompreensível mantê-lo no exer-
cício até que o facto ocorra. Portanto há que substitui-lo e colocá-lo
numa situação idêntica à anterior. Claro que esta medida deveria
também ser aplicada ao Ministro da Educação pois como se sabe nem
os docentes nem os estudantes, têm permitido o exercício do cargo
num ambiente salutar, o que compreensívelmente nos leva a pensar
que o senhor possa contrair uma doença profissional o que não é de-
sejável. Desejamos que a nossa sugestão não passe de mera conge-
minação.
Publicado por rajodoas às 10:50 AM | Comentários (2)
dezembro 19, 2003
Mas que grande regabofe vai por este País
Pelos vistos o senhor Secretário de Estado do Tesouro, não está nada
preocupado com o facto de, os clubes da liga, dos cinquenta e oito mi-
lhões de euros, só terem pago oito milhões. Inacreditável foi a sua
resposta à jornalista dizendo não estarem nada preocupados com isso
porque têm meios para recuperar essa dinheiro em falta. Nós sabemos
que sim. Quando,é que não. Isto é, o chamado desporto rei está a pe-
netrar nos bolsos dos contribuintes de uma forma espantosa. É que a
receita do Totobola, para eles entra, mas o cumprimento por parte de-
les das suas obrigações fiscais isso é para resolver num futuro longín-
quo. E a festa continua. Que grande imaginação essa de algumas famí-
lias se candidatarem ao abono de família por filhos que não existem.
Cá está a concretização do resultado da tal legislação, como referi em
post anterior, cujas lacunas permitem este tipo de fraude. Mas que nos
obriga à seguinte reflexão. Normalmente um parto ocorre numa mater-
nidade e quando assim acontece deveria ser obrigatório para efeito do
registo da apresentação da papeleta do médico assistente que assistiu
ao nascimento do bébe, dela constando o nome dos seus pais. Quando
ocorrido numa ambulância, ou até no domicílio, está sempre presente
quem profissionalmente preste assistência pré ou pós parto. Ora assim
sendo como é possível aceitar que um registo de nascimento de uma
criança, possa ser efectuado com a ligeireza com que foi demonstrada
por um telejornal. Mas não bastando isso, podemos questionar. Embo-
ra acredite que esta fraude seja de pequena dimensão, também tem
outras consequências, nomeadamente a indução em erro de novos nas-
cimentos que são fornecidos aos Serviços de Estatística, pelas Conser-
vatórias de Registo Civil que dispõem de um impresso próprio que pa-
ra o efeito preenchem enviando aqueles Serviços. Logo esses números
estão viciados.
Publicado por rajodoas às 09:08 PM | Comentários (2)
dezembro 18, 2003
Se dúvidas tivesse hoje ficava esclarecido
Mas como não as tinha, limitei-me a confirmar uma opinião formada
àcêrca do comportamento do senhor 1º. ministro quando se apre-
senta no parlamento. Noutras intervenções já o havia notado que
cada vez que um deputado da oposição o interpela o seu procedi-
mento é entrar em diálogo com o seu parceiro lider da coligação.
Sempre que tal acontecia chegava comentar com os que me são
próximos. Que falta de educação estarem a falar para nós e não se
dar atenção. Mas hoje percebi o porquê. Sempre que a oposição o
ataca, está sempre à espera de que o parceiro do lado, sapiente nas
suas dicas o ajude. E essa ajuda aparece sempre. Por isso é que
quando alguém das minhas relações me informa que a coligação es-
tá por um fio, refuto sempre essa afirmação. E a partir de agora irei
fazê-lo com mais veemência. Quando hoje no parlamento foi aborda-
do sobre a eventual repetição do referendo sobre o aborto, embora
lembrado que o eleitorado que se tinha pronunciado era inferior a
50%, o que logo à partida determina que sobre um problema desta
dimensão deveria ser o mesmo repetido, foi após a dica do lado pe-
remptório na resposta. Ó senhor deputado imagine se porventura o
sim tivesse ganho o referendo, estariamos aqui e agora a discuti-lo?
Com respostas destas, não há realmente argumentos que se consi-
gam apresentar. Será possível que a estes senhores passe pela ca-
beça que alguém de bom senso possa aceitar que um resultado de
um referendo ditado por menos de metade do eleitorado possa de-
terminar a vontade expressa da maioria da população quando ela
não se pronunciou? É evidente que o próprio PSD, ao nível de alguns
dos seus militantes tem a noção de que não é possível continuar a
penalizar as mulheres pela pratica de aborto e o seu lider sabe disso.
O problema reside no facto de que o seu parceiro de coligação não
consente que o problema seja tratado porque fazem parte do conjun-
to de falsos moralistas que proliferam por este País, e por isso as mu-
lheres praticantes de aborto vão continuar a ser enviadas para os ca-
labouços, porque lhes é coartado o direito de decidir sobre uma opção
que é exclusivamente do seu fôro intimo.
Publicado por rajodoas às 09:16 PM | Comentários (2)
dezembro 17, 2003
Porque me divertiu transcrevo-o
Provávelmente já há muito quem o deva conhecer, mas na esperan-
ça que haja ainda quem não, aqui fica:
>>E Deus disse:
>>"Que cresça a erva, que a erva dê semente, que da semente cresçam
>>árvores e dêem frutos". E Deus povoou a Terra com alfaces e
>>couves-flor, espinafres, milho e vegetais verdes de todas as
>>espécies, para que o Homem e a Mulher pudessem viver longas e
>>saudáveis vidas. E Satanás criou o McDonalds e a promoção dois
>>BigMacs por cinco euros.
>>
>>E Satanás disse ao Homem: "Queres as batatas fritas com quê?"
>>E o Homem disse: "Na promoção, com Coca-Cola, ketchup e mostarda".
>>E o Homem engordou cinco quilos.
>>
>>E Deus criou o iogurte saudável, para que a Mulher pudesse manter a
>>forma esbelta de que o Homem tanto gostava. E Satanás criou o
>>chocolate. E a Mulher engordou cinco quilos.
>>
>>E Deus disse: "Experimentem a minha salada".
>>E Satanás criou os pratos de bacalhau com natas e marisco. E a
>>mulher engordou 10kg.
>>
>>E Deus disse: "Enviei-vos bons e saudáveis vegetais e o azeite para
>>que possais cozinhar de forma saudável". E Satanás inventou a
>>gordura saturada, a galinha frita e o peixe frito com muito óleo. O
>>Homem ganhou 10 quilos e os níveis de colesterol bateram no tecto.
>>
>>Deus criou sapatos de corrida e o Homem perdeu os quilos extras. E
>>Satanás criou a televisão por cabo com controlo remoto para que o
>>homem não tivesse de se levantar para mudar de canal. E o Homem
>>ganhou mais vinte quilos.
>>
>>E Deus disse: "Estás a passar dos limites, Demónio".
>>E o Homem teve um ataque cardíaco.
>>
>>E Deus criou a intervenção cirúrgica cardíaca.
>>E Satanás criou o sistema de saúde português.
>>
>>Mas Deus salvou o homem dando-lhe uma nova oportunidade.
>>Aí Satanás criou o PSD.
>>O Homem acabou por eleger o Durão Barroso.
>>E Deus disse:
>>"Bom, agora fodeste tudo !"
>>
>>
>
Publicado por rajodoas às 08:20 PM | Comentários (5)
Ainda as consequências da greve dos carteiros
Hoje tive conhecimento de um acontecimento que me surpreendeu,
ainda em consequência da greve dos carteiros em Oeiras, que refe-
ri ontem, tem causado os mais diversos contratempos aos seus mo-
radores. Então aqui vai. Uma jovem que vive num bairro social, há
tempos quando se dirigia para a sua casa, depara-se à entrada do
referido bairro com um aparato policial e ao informar sendo ali mo-
radora queria passar, de rompante um dos agentes da PSP presen-
tes no local, empurra-a, gritando aqui não passa ninguém. Só que o
empurrão foi produzido sobre a mão em que a jovem trazia um cate-
ter enfiado porque se encontrava a fazer um teste, uma vez sofrer
de problemas renais. Claro que ficou indignada com o procedimento
do agente que a magoou e lhe provocou um hematona na mão. Diri-
giu-se à respectiva esquadra onde apresentou queixa. Em resultado
disso foi instaurado o respectivo processo de inquérito que nesta al-
tura corre os seus trâmites no 2º. juizo criminal de Oeiras. Este Juizo
convocou-a para ser ouvida, através de um postal que a mesma não
recebeu, isto porque os carteiros não distribuem o correio. Qual não
foi o seu espanto quando hoje ao sair de sua casa com destino ao seu
local de trabalho é abordada por um agente da PSP que a informa es-
tar detida e que o tinha que o acompanhar ao Tribunal de Oeiras para
prestar declarações, exibindo o respectivo mandado assinado pelo
juiz. Convém lembrar que o seu papel no processo é o de queixosa.
Acompanhou o agente, prestou as declarações no Tribunal esclarecen-
do não ter recebido a notificação anterior efectuada através de postal
dado os carteiros não distribuirem correio àcêrca de 1 mês. Ora peran-
te tal situação, ocorre perguntar ao senhor administrador dos Correios.
Terá porventura a noção das consequências que esta greve está a pro-
duzir na população de Oeiras? Quem é que vai ser responsabilizado por
tudo quanto acontecer às pessoas pelo não recebimento atempado da
correspondência que se encontra depositada nas estações dos correios.
Publicado por rajodoas às 07:28 PM | Comentários (2)
dezembro 16, 2003
Que estado lastimável está atingir este País
Estamos a atingir um estado lastimável neste País. Há dias referi
num post que os erros constantes dos manuais escolares eram da
responsabilidade do Ministério da Educação, que para isso deveria
ter uma entidade que os verificasse antes dos mesmos entrarem
nos circuitos de distribuição. Hoje qual não foi o meu espanto quan-
do o respectivo titular numa intolerável desculpa, refere ser impos-
sível proceder ao controle de qualidade dos manuais em tempo útil
face ao seu número e especificidade. E que para se acabar com es-
te estado de coisas só o Ministério da Educação passar préviamente
a certificar a competência dos autores, para evitar a continuidade
deste estado de coisas. Donde se conclue, que afinal no meio disto
tudo quem determina as regras do jogo são as editoras com a com-
placência do Ministério da Educação. Não há dúvida que cada vez
existem mais razões para nos confundirmos com a República da Ba-
nanas numa versão ainda pior. Até ontem estranhavamos o facto de
não recebermos as facturas habituais dos consumos de água, electri-
cidade, telefone, etc. Qual não foi o nosso espanto, e no intuito de
evitarmos contratempos, contactamos as empresas fornecedoras e
somos informados que os prazos de liquidação estão exactamente a
vencerem-se. Imediatamente procedemos face à recolha de dados
às suas liquidações, sem possuirmos os respectivos justificativos de
consumo. Ao que acabamos de ouvir no Telejornal trata-se de uma
grave dos carteiros que decorre já há alguns dias e por essa razão o
correio não é distribuído. Eu não sei quais são as razões porque os
carteiros estão em greve mas parto do princípio que ninguém recor-
re à grave por qualquer prazer. Portanto, aqui só me cabe responsa-
bilizar a administração dos Correios, que não toma medidas para evi-
tar que os destinatários das cartas que se encontram por distribuir e
portanto já pagaram o respectivo porte, não tenham chegado a tem-
po de se poder cumprir os prazos de liquidação constantes das res-
pectivas facturas. Os senhores administradores dos correios como
supostos responsáveis pelo funcionamento dos serviços só têm que
tomar as medidas necessárias a evitar que os reformados não te-
nham ainda recebido as suas pensões e toda a correspondência que
já liquidou um serviço postal que não é feito atempadamente. E isso
só pode ser classificado como uma irresponsabilidade no cumprimen-
to da prestação de um serviço que exclusivamente lhes está confiado.
Publicado por rajodoas às 09:02 PM | Comentários (3)
A arte de paginar no vazio dos conteúdos
Quem de nós não se apercebe, quando adquire um jornal, diário ou
um semanário, na quantidade de folhas e páginas que cada um tem.
Quem de nós consegue ler habitualmente, mesmo numa sala de es-
pera num qualquer consultório médico, para ser atendido, mais do
que um terço dos assuntos abordados. Dirão as redacções dos mes-
mos, mas as vastidão dos temas destina-se aos mais diversos leito-
res. Temos consciência de que as pessoas por exemplo que gostam
de musica clássica, rock ou qualquer outra que se queira inteirar de
novidades, adquire revistas da especialidade. O mesmo acontecen-
do com os amantes do futebol que compram os jornais desportivos,
etc., etc.Como damos conta todos os jornais de uma maneira geral
abordam nas suas páginas os mais variados temas, que também de
uma maneira geral a maior parte das pessoas que os adquire não lê,
nem tão pouco os títulos. Isto é, compra-se um jornal cheio de pági-
nas, mas cujo conteúdo se torna vazio no interesse da leitura. Tam-
bém temos a consciência que por aqui, se regista o mesmo fenóme-
no. Pessoalmente tenho a noção que pratico esse tipo de paginação
vazia de conteúdo. Mas podemos alargar o nosso raciocínio a outros
sectores nomeadamente ao político. É frequente verificarmos duran-
te as legislaturas, quer o parlamento quer os próprios governos pro-
duzirem diplomas, também eles vazios de conteúdo. Não têm aplica-
bilidade em nenhum sector da sociedade, limitando-se a encher as
páginas dos Diários da República. Lembro o diploma que vai ser cria-
do no sentido de penalizar os autores das falências fraudulentas. Não
vejo a sua exequibilidade, face às dificuldades que têm agora as auto-
dades fiscais, na detecção das empresas que praticam a fuga por sis-
tema ao fisco, embora os seus proprietários revelem sinais exteriores
de riqueza. Não posso acreditar na eficácia deste diploma, será mais
um a juntar a tantos outros, nomeadamente aquele que estabelece
que o poluidor dos rios e nascentes e da atmosfera deve ser paga-
dor, que a experiência tem demonstrado exactamente o contrário. Os
poluidores dos cursos de água e da atmosfera, continuam impune-
mente a destruirem o Mundo em que vivemos e embora exista a le-
gislação através da qual era suposto serem punidos, o seu conteúdo
resulta num vazio total na sua aplicação.
Publicado por rajodoas às 08:01 PM | Comentários (1)
dezembro 15, 2003
Encarceremos a informação
Como habitualmente, hoje, à hora do jantar, prantei-me frente ao
televisor para ouvir as últimas. Comecei pelo canal 1 que preferen-
cialmente sintonizo, mas que decorria no mesmo a transmissão de
um jogo de futebol para recolha de fundos onde as equipas em con-
fronto se denominavam de "amigos de Ronaldo" contra os "amigos
de Zidane". Assisti durante algunas minutos para chegar à conclu-
são que efectivamente os brasileiros tratam a bola por tu. Os outros
não ofereciam qualquer resistência e se fosse a sério levavam uma
tareia que jamais dela se esqueceriam. Desinteresse imediato pelo
referido confronto e vai de espreitar os restantes canais, fixando a
sintonia na TVI. Como não podia deixar de ser sempre e com enfâ-
se no tratamento noticioso dos casos pedófilos do País. E então era
assim. O professor da voz do operário acusado de abusar sexualmen-
te de crianças foi condenado a 4 anos de cadeia, pelos desembargado-
res que produziram o despacho de libertação de Paulo Pedroso sem
antes terem referido mais duas situações em que também haviam ti-
do intervenção os mesmos magistrados e sempre com a preocupação
de acentuar que tinham sido os juizos que havia libertado o deputado,
numa intenção nítida de chamarem tendenciosamente a atenção da
opinião pública que provávelmente ter-se-ia tratado de um favor que
esses juizes terão feito ao referido deputado. Perante esta contínua
manipulação de informação que esta estação televisiva insiste em le-
var por diante só nos resta proceder da única forma que está ao nos-
so alcance. Encarcerar a informação que a dita veicula. E como. Muito
simplesmente deixar de a sintonizar, não consentindo que a sua infor-
mação nos invada o nosso domicílio, evitando assim provocar-nos a
repulsa que nos causa esta tentativa de manipular a nossa opinião.
Publicado por rajodoas às 09:23 PM | Comentários (5)
dezembro 14, 2003
Impressionante alarido
É efectivamente impressionante o alarido que fazem as televisões
com a captura de Saddam. Como se isso mais tarde ou mais cedo
não fosse algo que não pudesse vir a acontecer. A razão é simples-
mente explicável. A partir do momento que ele se refugiou na sua
terra e assim presumiam os técnicos de guerra era absolutamente
natural que mais tarde ou mais cedo seria capturado, pois estava
praticamente encurralado e o seu aspecto assim o prova. Pois muito
bem. O ditador esta preso e gora o que vão fazer com ele? O senhor
Bush em que tribunal internacional o vai julgar? E uma vez que esta
provada a inexistência de armas químicas e detido o ditador, quanto
tempo mais vai durar a ocupação do Iraque e quando é que o poder
é restituído aos iraquianos? Embora haja quem diga que esta captura
não é motivo para cantar vitória, assiste-se a uma euforia por parte
de algum sector da comunicação social que faz transparecer isso. No
entanto esquecem-se de um pormenor importante, os comandantes
militares de Saddam ainda estão vivos e activos e vão continuar a
causar vitimas nas tropas da coligação. E agora com um sentimo de
raiva ainda vão endurecer mais as suas acções. Deixem-se de inge-
nuidades e convençam-se de uma vez por todas que a luta de guer-
rilha não tem nenhuma semenhança com qualquer guerra convencio-
nal. O terrorismo não tem rosto e ataca tudo com o objectivo de cau-
sar vitimas sejam elas quais forem.
Publicado por rajodoas às 10:02 PM | Comentários (3)
As declarações da polémica
Era de esperar que os sectores da sociedade mais conservadores,
reagissem desta forma às declarações proferidas pelo Bispo do Por-
to. Estes falsos moralistas cujos valores da solidariedade e da frater-
nidade se confinam ao seu umbigo, insistem em quer que a socieda-
de envie para o calabouço uma mulher que foi vítima de um qualquer
crime incestuoso que só ela sabe, que foi violada e só ela sabe, que
foi possuída violentamente pelo parceiro, e só ela o sabe, enfim toda
uma série de razões motivadoras para que o seu estado psíquico a
empurre para cometer o aborto. Quantas não o fazem pelos seus
próprios meios porque não dispõem de outros e acabam numa mor-
gue para serem autopsiadas? Quantas outras, por razões económicas
não recorrem a curiosos para abortarem e as coisas correm mal e
são socorridas nas urgências do Hospital e se vão a tempo safam-se
se não vão acabam por falecer ou ficarem afectadas fisicamente. E é
neste quadro em que a hipócrisia desta sociedade pretende com o ar-
gumento do cometimento de um crime se puna uma mulher que tem
todo o direito de não querer aquele filho gerado nas circunstâncias an-
teriormente referidas e noutras mais que são mais que justificadas. Co-
mo se esses mesmos defensores da vida das crianças não desejadas,
porventura contribuissem para que eles uma vez neste Mundo disfrutas-
sem do prazer de viver. É evidente que não, e essa gente tropeça ne-
les no dia-a-dia da sua azáfama nas compras nas baixas das grandes
urbes, ignorando-os completamente. Temos pois de uma vez por todas
acabar com este escândalo social com esta aberração de criminalizar as
mulheres por um direito que lhes deveria ter sido consagrado por Lei.
Para terminar, um apelo aos senhores juizes. Já que por imperativos
legais têm que julgar as mulheres acusadas dessa pratica, que por ra-
zões de consciência, lhes apliquem a pena mínima e suspensa. Não con-
tribuam também para aumentar mais o seu trauma.
Publicado por rajodoas às 10:32 AM | Comentários (2)
dezembro 13, 2003
E "Vaia" dois
Na inauguração do novo estádio da Luz o nosso 1º. foi presenteado
com uma vaia monumental que neste forum uns concordaram ou-
tros nem por isso, criticando até os benfiquistas e revelando não
estranharem a atitude porque, como alguns classificaram tratavam-
-se de pessoas sem nível. Embora não tenha assistido à inaugura-
ção e portanto não participando na vaia opinei que o momento tinha
sido oportuno para a manifestação de desagrado pela governação.
Qual não é a minha surpresa quando assistindo ao telejornal das
20H00, entre outras notícias, são apresentadas as imagens da home-
nagem aos bombeiros no Pavilhão Atlântico cheio de elementos de vá-
rias coorporações, quando o apresentador anuncia a presença do Mi-
nistro da Administração Interna, eis quando surge uma grande vaia
dos participantes ao aparecimento desta personalidade. Daí a razão
do nosso título "E Vaia Dois". Como já tinhamos anteriormente dito
que este senhor Ministro é um resistente e embora tenha esboçado
sorriso muito amarelo quando se apresentou no palco para homena-
gear dois bombeiros, cujas palmas foram arrancadas pelo apresenta-
dor, quase num apelo desesperante, elas surgiram então. Isto é sem
sombra de dúvidas a única contabilização positiva que este executivo
consegue obter pela sua magnífica governação. Duas vaias monumen-
tais em tão curto espaço de tempo. Não sei se por este andar não aca-
bam por entrar no "guiness", por estas razões óbvias.
Publicado por rajodoas às 08:44 PM | Comentários (3)
Um questão de conceito
Segundo o bastonário da ordem dos médicos as pessoas, provando
que estão mais esclarecidas, fazem chegar aquele orgão de classe
mais queixas que anteriormente se registavam. Salvaguardou que
tal não significava que se estivesse perante um aumento de casos
de aparente negligência médica. É caso para dizer então que os por-
tugueses só agora acordaram para os seus direitos mais elementa-
res que é o de protestarem contra aquilo a que se chama a presta-
ção de um mau serviço médico. Não concordo com a leitura do se-
nhor bastonário antes pelo contrário. Quase não há dia nenhum em
que sobretudo a imprensa escrita não relate um acontecimento so-
bre uma alegada negligência médica praticada neste País. Umas
com mais gravidade do que outras, mas podemos dizer que são no
mínimo preocupantes. É certo que qualquer profissional tem o direi-
to de errar no exercício das suas funções porque ninguém é perfeito
naquilo que faz. Mas se atendermos ao facto de que os profissionais
de saúde de hoje dispõem de meios de diagnóstico sofisticadissimos,
que lhes permite recorrer a eles com frequência e fazem-no. Como
é que se pode compreender que os erros em vez de diminuirem, au-
mentem. Por outro lado o senhor bastonário também não referiu dos
processos de inquérito que dão lugar à instauração, julgo, de proces-
sos disciplinares, quantos profissionais são penalizados e que tipo de
penas são aplicadas. Será que este fenómeno não se prende com a
existência de uma diminuição da qualidade dos clínicos que prestam
serviço nas unidades de saúde? Quem não se lembra da figura do anti-
go Delegado de Saúde que na Província, sem os meus de diagnóstico
que existem hoje, conseguiam realizar verdadeiras proezas profissio-
nais no campo de saúde. Ás vezes até cirúrgias praticavam sem se-
rem cirurgiões. Frequentavam poucos congressos ou até nenhuns e a
sua actualização era só por via da leitura de livros científicos e pela
pratica, muita pratica que faziam questão de possuir. Hoje, para além
dos excessivos congressos, da possibilidade do recurso à internet pa-
ra troca de impressões com outros profissionais de saúde os médicos
dispõem hoje de um mamancial de recursos consultivos que fazem
com que não se justifique os erros que hoje em dia cometem. Não se-
rá que estamos perante uma falta de brio profissional?
Publicado por rajodoas às 01:10 PM | Comentários (3)
dezembro 12, 2003
Resultado positivo no efeito negativo da crise
Vamo-nos apercebendo nos últimos tempos que o consumismo desen-
freado de muitas famílias tende a refrear cada vez mais e a prova es-
tá à vista. Todas ou quase todas as actividades comerciais se queixam
da quebra de vendas nos seus estabelecimentos e é notório que isso
corresponderá à verdade porquanto aquela animação que em anos an-
teriores se assistia não tem comparação nenhuma com aquela que ago-
ra se verifica. É evidente que isto é o resultado dos sinais da crise que
abrangem um grande tecido social da população e como os que even-
tualmente estão a retirar dividendos são óbviamente em número infe-
rior, além de frequentarem outros locais mais requintados não se dão
por eles. Mas o objectivo deste visa abordar concretamente o seguinte:
Hoje nos telejornais para além da novela que voltou aos écrans, surgiu
uma notícia também ela reveladora das consequências da crise. Foi a
apreensão de um navio, cujo aspecto só por si inspirava desconfiança,
que levou os agentes da judiciária a descobrir uma verdadeira fortuna
de droga que foi apreendida, como os respectivo barco e a sua tripula-
ção. Golpe duro nos traficantes. Isto aparece na sequência de uma notí-
cia dando conta de estatísticas cujos números nos apraz registar. Ou se-
ja diminuiram o número de consumidores, alguns das chamadas drogas
duras passaram-se para as menos duras, o produto baixou o consumo e
também entrou em custo promocional, revelaram-se a origem dos diver-
sos produtos, o que não deixa de ser curioso e só faltou revelar quem
são os traficantes. Para além desta apreensão registaram-se outras, no-
meadamente nos Açores o que prova estar a Judiciária nos últimos tem-
pos, com um enorme sucesso na sua acção. Faço votos que a sua activi-
dade neste particular não sofra nenhuma quebra de ritmo. Estamos pois,
perante um resultado interessante que a confirmar-se, prova que a crise
económica em que está mergulhado o País também se reflecte nos toxi-
codependentes e refrea a intenção aos eventuais novos aderentes de se
decidirem por tal opção. Só por isso, congratulo-me com este resultado
provocado pela crise e que as estatísticas neste particular se revelem
fiáveis nos tempos mais próximos.
Publicado por rajodoas às 09:12 PM | Comentários (5)
dezembro 11, 2003
Fazem a festa, deitam os foguetes mas não apanham as canas
Segundo um jornal diário o actual administrador da RTP e o ministro
Sarmento estão deveras satisfeitos com a solução encontrada para
a RTP2 face aos parceiros civis que encontraram para começarem
a pensar na nova grelha de programação. Ora bem. Essa dos parcei-
ros civis logo nos faz pensar que não vão intervir militares e por isso
não vamos ter de assistir a programas com paradas nem treinos mili-
tares.Será que nem uns festivais aéreos vamos ter direito? Ora dizem
os referidos senhores responsáveis pelo canal dois da estação pública
que isto se trata de uma resposta aos velhos do Restelo que comenta-
ram na altura profetizando essa impossibilidade.Confesso que não con-
sigo pelo exposto descortinar o quê que esses senhores nos vão pro-
porcionar em termos de televisão pública, porque tão pouco sequer,
porque como é hábito falam muito e não dizem nada, fiquei sem saber
em que consistem os programas e o quê que essas 40 entidades que
assinaram o acordo vão trazer de especial em termos de programas
que justifique tal entusiasmo. Esperemos para ver. Mas como o nosso
cepticismo atingiu uma dimensão tal que só o ver para crer nos pode-
rá alterar a nossa expectativa.
Publicado por rajodoas às 10:09 PM | Comentários (3)
dezembro 10, 2003
Isto é um soma e segue
Mas que grande imaginação tiveram os gestores da Universidade
Lusíada. Não sei se se lembram que há bem pouco tempo se de-
nunciaram acções danosas também registadas na referida Univer-
sidade que estariam a ser objecto de investigação. Depressa a no-
tícia caíu no esquecimento e eis que surge agora esta brilhante so-
lução para encapotar todos os actos ilícitos que possam ter havido
ou que se venham a registar. Muda-se o estatuto, de cooperativa
de ensino para fundação e está o problema resolvido. Esta foi de
mestres. Benefícios fiscais quanto baste, fingimento de acções be-
neméritas para manter o estatuto e aí está uma forma encapotada
de não só não contribuir para receita fiscal do Estado, como ainda
usufruir de todos os benefícios que são inerentes às fundações. En-
tão pessoal da "Bloga", que má aposta a vossa. Está visto que não
vos passou pela cabeça a ideia de criar a "Fundação Bloguística",
institutição sem fins lucrativos e com o objectivo de além de ganhar
algum, através de umas campanhas publicitárias, que óbviamente
teriam de ser consentidas pelo Paulo Querido, iriam beneficiar de
apoio Estatatal através de acções de formação que seriam lançadas
com vista a abranger diversas áreas da sociedade, provando a sua
eficácia através dos resultados obtidos pelo blogómetro. Agora já é
tarde, não há nada a fazer, mas que foi falta de imaginação lá isso
foi.
Publicado por rajodoas às 08:47 PM | Comentários (2)
Nada lhes corre bem
Li num jornal já há algum tempo que uma determinada cartomante
afirmava que um certo ministro deste governo a costumava consul-
tar eventualmente, isto acrescento eu, para saber do êxito ou não da
sua actuação. Segunda a referida cartomante as consultas não se li-
mitavam apenas aquele membro do executivo, cujo nome ela não
revelou óbviamente, mas acrescentou que outros também o faziam.
Pois bem. Das duas, uma. Ou o baralho das cartas deitadas pela car-
tomante consultada estão viciadas e como resultado os seus clientes
ministros não conseguem acertar nas suas medidas governativas ou
se calhar a dita deitadora de cartas cria-lhes uma expectativa tal,
que acaba por os iludir no seu aconselhamento. De resto vejamos
com que dificuldade está o senhor Ministro da Administração Interna
em substituir o demissionário comandante de BT da GNR, um proce-
dimento aparentemente fácil.
Publicado por rajodoas às 06:58 PM | Comentários (2)
dezembro 09, 2003
A subtileza do recado
Habitualmente percorro os blogs de visita obrigatória, para mim,
óbviamente, nomeadamente o Ter Voz, Tadechuva, Os Cães La-
drama e a Caravana Passa, a Verdade da Mentira, Arte de Opinar,
entre outros, por ter sido através deles que comecei a depositar os
meus comentários às suas abordagens, sempre que entendia estar
dentro do assunto ou simplesmente para gracejar. Até dispor-me a
criar o meu próprio blog, para através dele e na esperança de apa-
recerem amigos ou nem por isso a comentar as questões que abordo.
Com grande satisfação tenho verificado que normalmente visitam-me
diáriamente os amigos com os quais também colaboro nos seus blogs
depositando os meus comentários ou tentanto gracejar com alguns
dos intervenientes que constam do tema abordado. Acontece que, tal
tal como muita gente, encontrar-me viciado por esta forma de comu-
nicar e então já não me limito às visitas obrigatórias e acabo por per-
correr o Weblog e de acordo com os títulos que me possam despertar
curiosidade, visito o respectivo blog que o publica. Como neste univer-
so há de tudo para todos os gostos, também há académicos e os de
intelectuais de referência. Ora na semana passada permite-me comen-
tar num blog académico, ironizando até, dado o estado calamitoso em
que se encontra o País face às perspectivas de emprego para os jovens
situação que nos deve preocupar a todos. Às vezes repito a visita e foi
o que aconteceu. Deparei então com uma citação de um pensador re-
ferenciado, que me permitiu nas entrelinhas perceber que a minha visi-
ta não tinha sido bem vinda. Compreendi e só por mera distracção é
que voltarei a visitar tal blog. Nunca gostei de me sentir a mais seja on-
de fôr.
Publicado por rajodoas às 10:06 PM | Comentários (9)
dezembro 08, 2003
Já me falta a pachorra
A televisão dita pública para a qual estamos todos a contribuir reli-
giosamente com os nossos impostos e através do respectivo adicio-
nal taxado na factura de electricidade, está a adoptar o figurino da
TVI nas suas notícias. Hoje quando me encontrava a almoçar e de-
correndo o jornal das 13H00, reparo numa notícia em rodapé que
em princípio me fez pensar que me tinha enganado no canal. Mas
não. Estava mesmo na RTP1. Fiquei então mais atento a nova passa-
gem da notícia em rodapé e confirmei. Isto é o cúmulo da falta de
respeito para com os contribuintes. Então, em que consistia a notícia.
Em Faro um casal que tinha ido assistir à exibição numa das salas de
cinema de um Centro Comercial, às tantas a mulher informa o mari-
do que se ía ausentar da sala a uma das lojas de telemóveis.
Saíu, não voltou, nem à sala nem a casa a não ser às 6H00 da matina
informando o marido que havia sido raptada por dois ucranianos. É
evidente que este pseudo-rapto, foi contado às autoridades policiais,
que não tiveram dificuldade em desmontá-lo e confirmar a sua falsi-
dade, acabando por apurar os verdadeiros motivos que ditaram a au-
sência da referida senhora. Esta tinha-se servido desta falsa justifica-
ção para se ir encontrar com o amigo com quem deve ter passado o
resto da noite. Foi mais ou menos isto que mereceu destaque noticio-
so. Que se acautelem o jornal CM e a TVI, pois estão a ser alvo de
concorrência desleal pela estação pública e nos não queremos voltar
a ver,senhores directores de informação, notícias deste tipo. Tenham
respeito pelos contribuintes e não nos sirvam mais destas à hora da
refeição.
Publicado por rajodoas às 07:59 PM | Comentários (6)
dezembro 07, 2003
Os agentes à paisana sem crachá
Hoje tive a visita da minha filha mais velha que por razões pessoais
mudou-se para Lisboa àcêrca de 1 semana para a zona de Campo
de Ourique. Uma das minhas preocupações quando ela foi fazer o
reconhecimento do local foi saber se tinha alguma facilidade de par-
quear o s/automóvel. Respondeu-me que não havia dificuldade e
que junto ao cemitério normalmente existiam lugares. Qual não é o
meu espanto quando me relata. Olha pai na passada terça-feira quan-
do me dirigia para o local onde tinha estacionado o automóvel não es-
tava lá. Olhei em volta não existe marcação de parqueamento nem
vestígios de parquimetros. Tendo contactado a polícia de viação e
trânsito sou informada de que o carro tinha sido rebocado por indica-
ção da EMEL. Uma espécie de merda, desculpem de uma empresa
que o munícipio de Lisboa criou para gerir os parques automóveis.
Ainda bem que a moda não pegou nos outros municípios. Mas o que
mais me surpreendeu foi o facto segundo ela, ter assinado um docu-
mento no qual era identificada como arguida. Retorqui. Mas tens mes-
mo a certeza de que assinas-te por baixo da indicação de "O arguido".
Assim confirmou. Ora como qualquer ignorante sabe "arguido", signi-
fica um acusado de um qualquer crime. Pois essa empresa que do
meu ponto de vista e julgo de muita mais pessoas não tem nem pode
ter qualquer autoridade para proceder como o tem feito, de exercer
funções análogas às conferidas às autoridades policiais, dá-se ao luxo
de imbecilmente porque quem mandou imprimir os impressos tão pou-
co deve saber o que quer significar a figura do arguido, de exigir que
um infractor de estacionamento não assinalado, até porque se trata de
um residente local, tenha de assinar um documento onde é classificado
como tal. Aos autores dessa bestialidade, aconselho a que recolham
todos os impressos de notificação dos infractores e substituam a desi-
gnação de "arguido", por transgressor ou infractor, que é disso que se
trata.
Publicado por rajodoas às 10:43 PM | Comentários (2)
Pelos vistos não está fácil
À medida que vamos ouvindo os noticiários e lendo os jornais vamo-
-nos apercebendo que não está a ser fácil a tarefa do sr. ministro da
Administração Interna, substituir o então comandante demissionário
da BT da GNR. Não sei o sr. ministro foi tropa, mas se foi deverá lem-
brar-se que a instituição militar ao nível das suas mais altas patentes,
são normalmente dotados daquilo a que se chama "brio" e "orgulho"
profissional e não permitem a quem quer que seja, os desautorizem.
Ora o que se passou em relação ao despacho do sr. secretário de es-
tado não foi nem mais nem menos que a desautorização do então co-
mandante de BT. É evidente que nenhum oficial general está disposto
a assumir um cargo sujeitando-se à repetição de uma atitude destas.
Portanto todos os que estão eventualmente a ser consultados possivel-
mente refletem mais nos contras que nos prós que o exercício do car-
go lhes poderá trazer. Além do mais nem sequer foi um despacho pro-
duzido em consequência de uma decisão do Tribunal Administrativo.
O que me confunde neste caso é que sendo a GNR uma força militari-
zada e que está sujeita ao RDM, como é possível um Tribunal Adminis-
tivo pronunciar-se sobre uma matéria que não é da sua competência.
Gostaria que alguém me explica-se.
Publicado por rajodoas às 03:26 PM | Comentários (1)
Os erros ortográficos na blogosfera
O blog "Cidadão do Mundo", refere que proliferam na blogosfera,
analfabetos e iletrados que deveriam retirar-se, deixar pura e
simplesmente de incomodar os letrados com os seus erros orto-
gráficos, inseridos nos temas que abordam. Já não é a primeira
vez que tal acontece e provávelmente não será a última, que al-
guém se preocupa com a questão ortográfica. Esta forma de co-
municação que em boa hora, nos entra pelos nossos PCs, propor-
ciona-nos trocar opiniões com diversas pessoas sem que as conhe-
çamos pessoalmente e se calhar até, num futuro próximo poderão
estebelecer-se laços de amizade. Isto não é um fórum exclusivo
dos literatas. Os outros, pelo menos em democracia é assim, têm
o direito ao acesso aquilo para que se julguem capazes, ainda que
produzindo erros ortográficos, que óbviamente se traduzem numa
falha de revisão da leitura do post antes da sua publicação. Mais
me surpreendeu a afirmação que os analfabetos escrevem, franca-
mente não conheço essa definição. Lembro no entanto ao Cidadão
do Mundo de que, quer nos jornais, revistas, livros e manuais esco-
lares é frequente encontrarem-se erros ortográficos e ao que julga-
mos não são os mesmos escritos nem por analfabetos nem iletra-
dos. Ou se calhar são.
Publicado por rajodoas às 11:26 AM | Comentários (3)
dezembro 06, 2003
Admira-me não haver mais acidentes
Hoje à tarde quando saí de automóvel e após pagar a portagem
de Carcavelos desaba um forte aguaceiro que aliás foi uma
constante durante todo o dia. Qual não foi o meu espanto ao verifi-
car a velocidade que alguns utilizavam nos seus veiculos como se o
piso estivesse seco. E lá iam próximos das trazeiras dos automóveis
que seguiam à frente na contingência de baterem no caso de se re-
gistar uma travagem no veiculo da frente. Mais à frente e já circulan-
do no IC19 um enorme fila de automóveis nas duas faixas de roda-
gem quase parada. Disse para comigo cá está o resultado destas con-
duções absolutamente incompreensíveis. Como é que estes sujeitos
insistem em circular com as mesmas velocidades que em piso seco e
sem guardar as distâncias que a situação exige. Passa entretanto a
viatura da BT de sirene ligada tudo se afasta. Mais uns quilometros à
frente e deparamos com o cenário. Quatro automóveis enfaixados e
muita chapa destruída, como não havia ambulâncias dá para presumir
que não houve feridos. Nesta época é impressionante o número de
acidentes que se registam só por um motivo. A falta de consciência
de quem conduz em piso molhado como se tivesse as mesmas condi-
ções de um piso seco. Quem deverá gostar da época devem ser os
proprietários das oficinas de pintura e de bate-chapas. Mas o que cha-
teia é que no fundo estes descuidados condutores estão a contribuir
para que todos os anos, aqueles que não batem, sejam presenteados
com o acréscimo do seguro, por razões do aumento da sinistralidade
e cá vamos nós pagando os prejuizos das seguradoras, por haver um
conjunto de condutores que nunca mais aprendem a conduzir.
Publicado por rajodoas às 08:01 PM | Comentários (4)
O Ministro resistente
Como todos nos apercebemos este executivo é constituído por perso-
nalidades que se manifestam como não vocacionados para o exercício
dos cargos que ocupam. Assim sendo poderemos classificá-los pela
seguinte ordem:
O Ministro da Adminsitração Interna levaria um muito
mau. Quem não se lembra dos sucessivos maus desempenhos com re-
velância para os fogos florestais e recentemente com a chefia do
comando de BT da GNR?
Mas como está agarrado ao poder não consegue ter
a coragem de pôr o seu lugar à disposição do 1º. Ministro e este não
o demite porque estas coisas caiem sempre mal.
O Ministro das Cidades e do Ambiente, que apareceu
a tapar um buraco deixado pelo seu antecessor que entretanto se deve
ter deslocado à Suiça para secar as suas aplicações financeiras retiradas
do berço em que nasceu, sim que esta coisa de se ter um colchão forra-
do com notas já há muito que não se usa, dizia, como ainda não vimos
que tenha tomado alguma medida que mereça qualquer destaque, talvez
para evitar cometer qualquer gafe, classificamo-lo de "mau", porque pe-
lo menos é prudente.
O Ministro da Defesa, pela anulação dos concursos pa-
ra aquisição dos equipamentos destinados à Marinha e Força Aérea, pela
harmonia que instalou no seio das chefias militares e pelo notável acon-
selhamento com que tem assistido o 1º. Ministro, também leva a classifi-
cação anterior.
O Ministro do Trabalho e da Solidariedade, por patroci-
nar a destruíção de regalias sociais concedidas aos trabalhadores, de
produzir um Código de Trabalho lesivo dos seus direitos, em favorecimen-
to das entidades empregadoras, classificamo-lo de "muito mau".
A Ministra da Justiça, por ter conseguido moldá-la ao
ao seu jeito, leva um "mau".
O Ministro da Saúde, por ter conseguido com a imple-
mentação das suas brilhantes medidas, lançar num verdadeiro caos o já
de si mau Serviço Nacional de Saúde, este óbviamente não pode ter ou-
tra classificação, se não a de "muito mau".
A Ministra das Finanças que desde a assunção do car-
go, com a propalação do estado calamitoso das finanças públicas deixa-
das pelo governo anterior, que assustou os empresários estrangeiros os
que cá estavam piraram-se e outros que eventualmente quizessem vir
mudaram de rumo, com todas as excelentes medidas que tomou, contri-
buindo para o mal estar quase geral da população, obcecada pelo défice,
não lhe pode ser atribuída outra classificação que não seja um "muito
mau", desempenho.
O Ministro de Educação, que brilhantemente tem con-
seguido produzir a maior contestação estudantil jamais vista neste País
após o 25 de Abril, com a introdução da política de desactivação de esco-
las e de professores, digam lá como se poderia atribuir outra classifica-
ção que não fosse um "muito mau".
Esperem lá, mas existem outros Ministérios para
além destes, que confesso, nem se ouve falar deles o que pode significar
que foram os escolhidos pela titular da pasta das finanças para aplicar a
sua política de contenção de despesas, por isso estão inoperantes. A
esses para melhorar a nota negativa vamor classificá-los de "mediocres".
É verdade faltava referir, o senhor 1º. Ministro.
Pois como não tem nenhuma pasta, limita-se a despachar na dos seus
ministros que sábiamente escolheu. Parabéns pela escolha.
Publicado por rajodoas às 11:33 AM | Comentários (2)
dezembro 05, 2003
Construção Civil e Obras Públicas funcionam a duas velocidades
Tal como eu, mais pessoas se vão apercebendo que normalmente
as empresas de obras públicas também realizam construção civil.
O alvará permite-o não há nada a obstar. A curiosidade de proce-
dimento é que revela bem os objectivos do pequeno ou alto lucro.
Vejamos: Numa adjudicação por uma autarquia de um bairro de
habitação social ou de renda controlada, o empreiteiro normalmen-
te constrói um prédio em 3,4, ou 5 meses. É que como os custos são
baixos quando mais depressa ocorrer a conclusão melhor é o resul-
tado em termos de tesouraria. Ultimamente têm aparecido novas
urbanizações edificadas por empresas de construção civil com uma
rapidez impressionante e neste caso já se trata de uma qualidade
que nada tem a ver com a da habitação social. Sempre que as edifi-
cações se tratem de edifícios públicos, escolas, tribunais etc., então
aí a velocidade diminui considerávelmente. Explicarei mais à frente
as razões. No tocante à execução de empreitadas de obras públicas,
nomeadamente construção de rodovias, estradas, vias rápidas ou
auto-estradas, que óbviamente implicam a construção por vezes de
pontes, viadutos, passagens pedonais e outras que tais, então aí, co-
meçam logo por não cumprirem os prazos de execução da obras de-
finidos pelos cadernos de encargos, quanto ao custo da empreitada
essa quando concluída chega a representar o dobro do valor inicial,
tudo isto com base num decreto-lei que permite aos empreiteiros so-
licitarem ao dono da obra revisões de preços o que chega a aconte-
cer mais que uma vez durante a sua execução. São horas de máqui-
nas pesadas que utilizam nos trabalhos, cujo preço hora muita gente
não faz a mínima ideia, materiais de construção que sofrem aumen-
tos, etc., etc. tudo isso fácilmente justificável. Resultado. Cada vez
mais se vêm palacetes espalhados por este País fora e ficamos a sa-
ber que são pertença de sócios-gerentes de empresas de construção
civil e obras públicas e não se ficando por aqui os próprios quadros
técnicos superiores destas empresas também os possuem. É que os
lucros que se obtêm com a realização de empreitadas de obras públi-
cas permitem-no. Tudo isto porque existe um mecanismo legal que
proporciona aos empreiteiros aumentarem o seu lucro através da
aplicação do diploma de revisões de preços.
Publicado por rajodoas às 07:33 PM | Comentários (4)
dezembro 04, 2003
Falta de médicos nas unidades hospitalares
É curioso que últimamente somos bombardeados com notícias,
dando conta da falta de médicos nos hospitais. Como se isso
fosse um problema que surgiu de repente. Como é sabido os
médicos de todas as unidades públicas de saúde são óbviamen-
te funcionários públicos e como tal os respectivos serviços de
saúde possuem elementos que pudessem atempadamente for-
necer informação dessa carência, face à idade que os mesmos
vão atingindo e a sua saída por efeitos de aposentação. Mas co-
mo em tudo neste País nunca se acautelam com a devida ante-
cedência situações como aquela que agora estamos a viver em
termo de défice de profissionais, acontece isto. E o problema tor-
na-se ainda mais grave porque como sabemos um médico para
se especializar necessita de mais de uma década de anos e por
essa razão deveriam ter sido acauteladas as suas eventuais ca-
rências. Vêm agora com uma situação de remedeio, já anuncia-
da de reforçarem as unidades de saúde com carências por exem-
plo de pediatras, com médicos de clínica geral.. Está-se mesmo a
ver o que irá acontecer nas urgências hospitalares. Como o clínico
geral não possui conhecimentos técnicos não consegue fazer um
diagnóstico da doença da criança não lhe resolvendo o problema,
ou se é sensato, recorre ao parecer do colega de banco, acabando
por serem dois profissionais a ocuparem-se do mesmo doente o
faz com que se o atendimento está demorado mais atrasado fica.
Quando é que neste País se deixa de uma vez por todas do recur-
so à política do remendo?
Publicado por rajodoas às 07:22 PM | Comentários (2)
dezembro 03, 2003
A irritabilidade do sr. Ministro
Hoje no Telejornal do 1º. Canal, fiquei surpreendido com a irrita-
bilidade do Ministro do Trabalho, manifestada pela transformação
do seu semblante, face à pergunta de um jornalista presente na
sala em que lhe pediu um comentário sobre os três dias de atrazo
no processamento do subsídio de desemprego. Desculpe, três dias
de atrazo, não faço nenhum comentário, estamos aqui para tratar
de assuntos relativos a deficientes, não vou comentar pelo respeito
que devo aos colegas presentes. Pois é senhor Ministro a sua
reacção não foi muito consentânea com a designação do seu minis-
tério. Solidariedade foi aquilo que não ficou demonstrado na sua
atitude, não deve esquecer que quem está desempregado não tem
outra fonte de rendimento que não seja o subsídio. Que tendo com-
promissos bancários que assumiu para serem cumpridos por exem-
plo no dia 30 de cada mês é óbvio que incorre no risco de, sendo a
transferência do subsídio, efectuada três dias após a data dos pra-
zos contratuais, de serem os mesmo enviados para o contencioso
do Banco e produzirem todos os inconvenientes daí resultantes. Por
conseguinte dizer que não é importante um atrazo de três dias no
processamento do subsídio de desemprego, até de um dia é sufi-
ciente para comprometer o interessado. Foi pois despropositada a
sua reacção e sobretudo desrespeitadora de todos aqueles que se
encontram na situação de desempregados. Que isso pudesse acon-
tecer há anos atrás quando tudo era feito manualmente até se jus-
tificaria, agora com os serviços informatizados não há razão nenhu-
ma que a justifique.
Publicado por rajodoas às 08:40 PM | Comentários (5)
Os envergonhados do passado
Mas onde é que eles estão? Hão-de ser muitos. Últimamente têm
aparecido alguns a anunciarem que não nos devemos envergonhar
do nosso passado. Mas que passado? Aquele que nos foi imposto
pela ditadura? Posso até compreender essa afirmação da parte de
alguém que ainda a tenha vivido na sua tenra idade, mas aos ou-
tros, não entendo a não ser pelas suas convicções políticas. Eu não
tenho razões para me envergonhar do meu passado. Tinha então
16 anos, isto nos anos 60, porque nasci em 1944 em Angola na lo-
calidade de Camacupa, Província do Bié, quando me encontrava a
residir nessa altura na cidade das acácias, Benguela. As suas gen-
tes eram então tidas como as mais contestatárias daquela colónia,
porque muitos pensavam que não era possível continuarmos a ser
governados à distância e muito menos a partir do Terreiro do Paço.
Mas dizia. Estando a participar numa "rebita" baile que se realizava
nos bairros periféricos da cidade, no qual também se encontrava o
engº. Sócratas Dáskalos que leccionava no Liceu de Benguela, quan-
do alguém grita "fujam chegou a PIDE". Todos os que se encontra-
vam em condições de o poder fazer, conseguiram fugir, outros hou-
ve que não tiveram essa oportunidade e foram detidos entre os quais
o engenheiro. Entretanto soubemos que nessa mesmo noite e numa
rusga domiciliária, também os agentes daquela polícia tinham tentado
deter o engº. Farinha amigo do Socrates, mas não tinham conseguido
porque este havia fugido e mais tarde viemos a saber que se tinha
refugiado no Brasil. Foi a partir daqui e de algumas explicações que o
meu saudoso pai me deu que fiquei então a saber a razão da existên-
cia da odiada polícia. Mas embora jovem continuava a despertar em
mim o interesse pelo rumo que os benguelenses queriam dar à sua
terra. Estou-me a lembrar por exemplo, que uma das aspirações era
o da construção de um aeroporto, pois existia um na cidade o Lobito,
a uma distância de 30 quilometros e a aeronautica civil argumentava
que não se justificava e a população meteu mãos à obra e acabou por
ser construído o aeroporto DOKOTA por vontade e determinação dos
benguelenses. Também me lembro só porque havia constado que o
então Ministro do Ultramar, professor Adriano Moreira era um contes-
tatário das políticas de Salazar para o Ultramar. Só por isso. O profes-
sor teve uma recepção em massa de todos os benguelenses tão calo-
rosa, que inclusivé andou defronte ao Palácio do Governo de Distrito,
aos ombros de uma série de populares. Claro está que quando regres-
sou ao Continente foi passado pouco tempo destituído do lugar pelo
ditador.
Publicado por rajodoas às 07:12 PM | Comentários (4)