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dezembro 21, 2003
Brilhante conclusão
Esta, saída do congresso da Justiça. Como se nós já não soubessemos
há muito que a dita está em crise. Aliás este é um estado latente de
vários sectores primordiais do País, nomeadamente a saúde e educa-
ção que estão também eles lançados em idêntica crise. Se é certo que
uma parte da culpa cabe às políticas que têm vindo a ser adoptadas pe-
los diversos governos, também é facto que a outra quota de culpa cabe
aos agentes que fazem parte desses sectores os quais sempre que ela-
boraram os seus cadernos reivindicativos não incluem nos mesmo as
suas preocupações com a melhoria do funcionamento dos serviços por-
que os objectivos apontam sempre no sentido de melhorar a progres-
são nas suas carreiras e a melhoria das suas grelhas salarias. Não são
capazes de apontarem soluções que possam melhorar a prestação do
serviço aos respectivos utentes deixando isso para os governantes que
acabam sempre por serem os bodes expiatórios de toda a problemática
que lança na crise o funcionamento dos serviços. E assim vamos viven-
do sem que se vislumbre, nem a curto nem a médio prazo nenhuma so-
lução para que possamos ver estes serviços essenciais ao bom funcio-
mento deste País sairem do marasmo em que se encontram. Citando o
senhor Presidente da República direi o mesmo, os problemas só se re-
solvem com a participação de toda a sociedade não podemos continuar
a assistir a que cada um puxe a brasa à sua sardinha, na defesa de inte-
resses coorporativistas a vincar cada vez mais a separação de classes
sociais, a encurralar os mais desfavorecidos em bairros sociais e a er-
guer cidadelas de luxo em condomínio fechado para os mais favoreci-
dos, pois não será esse o tipo de sociedade que a maioria dos portu-
gueses quererá para o seu País. Temos que nos impôr à manutenção
de previlégios para determinado tipo de classes sociais que proliferam
neste País. Haja corajem para se tomarem medidas de combate aos
proteccionismos.
Publicado por rajodoas às dezembro 21, 2003 12:33 PM
Comentários
Ó Raúl, tens toda a razão! Essa devia ser a prioridade das prioridades mas... só se houvesse uma discusão séria quando se negoceiam acordos; ora, os agentes dos trabalhadores há muito se deixaram influenciar sómente por discutir com o patronato o aumento dos míseros " vinte e cinco tostões" de aumento de ordenado; O resto foi atirado para as calendas gregas. O Patronato vive nas suas sete-quintas e os representantes dos trabalhadores já só discutem a porcaria do vil metal; o resto fica pendente, não dá REELEIÇÂO!!!
Um abraço do
Zecatelhado
Publicado por: Zecatelhado às dezembro 21, 2003 01:39 PM
Pois é, está tudo muito certo, mas somos forçados a admitir que algumas pessoas têm um preço cada vez mais baixo. De resto, ter razão não adianta grande coisa. Esta é a sociedade da Teresa Guilherme na qual quem tem ética não come.
E estando ela para casar, segundo corre por aí, será que o gajo que a vai "comer" tem ética?
Quanto ao resto, já Santo António pregava aos peixinhos. E não me consta que todos se tivessem convertido, incluindo o cherne e a pescada!
Publicado por: Placard às dezembro 21, 2003 03:18 PM
A ética é coisa do passado ( pelo menos para a grande maioria). O preço baixo - segundo o Placard - deve-se à lei da oferta e da procura. Quando a oferta é muita o preço inevitavelmente desce.
Mas é verdade, como diz o Raul, se não puxarmos todos para o mesmo lado, nunca vamos a lado nenhum.
Publicado por: vmar às dezembro 21, 2003 10:11 PM