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dezembro 16, 2003
A arte de paginar no vazio dos conteúdos
Quem de nós não se apercebe, quando adquire um jornal, diário ou
um semanário, na quantidade de folhas e páginas que cada um tem.
Quem de nós consegue ler habitualmente, mesmo numa sala de es-
pera num qualquer consultório médico, para ser atendido, mais do
que um terço dos assuntos abordados. Dirão as redacções dos mes-
mos, mas as vastidão dos temas destina-se aos mais diversos leito-
res. Temos consciência de que as pessoas por exemplo que gostam
de musica clássica, rock ou qualquer outra que se queira inteirar de
novidades, adquire revistas da especialidade. O mesmo acontecen-
do com os amantes do futebol que compram os jornais desportivos,
etc., etc.Como damos conta todos os jornais de uma maneira geral
abordam nas suas páginas os mais variados temas, que também de
uma maneira geral a maior parte das pessoas que os adquire não lê,
nem tão pouco os títulos. Isto é, compra-se um jornal cheio de pági-
nas, mas cujo conteúdo se torna vazio no interesse da leitura. Tam-
bém temos a consciência que por aqui, se regista o mesmo fenóme-
no. Pessoalmente tenho a noção que pratico esse tipo de paginação
vazia de conteúdo. Mas podemos alargar o nosso raciocínio a outros
sectores nomeadamente ao político. É frequente verificarmos duran-
te as legislaturas, quer o parlamento quer os próprios governos pro-
duzirem diplomas, também eles vazios de conteúdo. Não têm aplica-
bilidade em nenhum sector da sociedade, limitando-se a encher as
páginas dos Diários da República. Lembro o diploma que vai ser cria-
do no sentido de penalizar os autores das falências fraudulentas. Não
vejo a sua exequibilidade, face às dificuldades que têm agora as auto-
dades fiscais, na detecção das empresas que praticam a fuga por sis-
tema ao fisco, embora os seus proprietários revelem sinais exteriores
de riqueza. Não posso acreditar na eficácia deste diploma, será mais
um a juntar a tantos outros, nomeadamente aquele que estabelece
que o poluidor dos rios e nascentes e da atmosfera deve ser paga-
dor, que a experiência tem demonstrado exactamente o contrário. Os
poluidores dos cursos de água e da atmosfera, continuam impune-
mente a destruirem o Mundo em que vivemos e embora exista a le-
gislação através da qual era suposto serem punidos, o seu conteúdo
resulta num vazio total na sua aplicação.
Publicado por rajodoas às dezembro 16, 2003 08:01 PM
Comentários
Vamos rir um bocadinho; O resto do Jornal é óptimo para forrar a casota da cadela e a gaiola dos canários.
Um abração do
Zecatelhado
Publicado por: Zecatelhado às dezembro 16, 2003 08:27 PM