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novembro 20, 2003

O reconhecimento da obsessão

Hoje foi noticiado logo pela manhã que a titular da pasta das finanças
reconhce estar demasiado obsecada com o défice. Aqui está o primei-
ro sintoma de que a adopção da sua política não foi a mais correcta.
Mas ainda havemos de a ouvir, reconhecer o erro total em que se
transformou toda a sua política económica posta em pratica neste País.
Depois estarei atento à reacção dos convictos apoiantes desta política,
no tocante ao falhanço governamental destas medidas. Se vão conse-
guir trazer ao nosso conhecimento as suas sábias teorias económicas
sacadas de um qualquer manual de economia, cuja aplicação na nossa
realidade se traduz em falhanço. De resto na minha modesta opinião
refiro o que acontece quando grandes empresas privadas, pretendem
expandir os seus negócios e o capital social é curto. Lançam no merca-
do accionista as suas acções, tantas quanto o capital necessário para o
investimento para cumprirem os seus objectivos. E aquelas que inspi-
ram confiança nos investidores rapidamente conseguem que esses tí-
tulos depressa de esgotem. Ora no caso do Estado, sempre existiu e
continuará a existir a possibilidade de emissão de títulos de tesouro que
constituem uma excelente alternativa e desperta interesse nos aforra-
dores. Não teria sido mais inteligente da parte deste executivo em vez
de travar o crescimento do País, aumentá-lo utilizando esse mecanismo
que óbviamente iria gerar mais receita fiscal, através do aumento do
emprego. Não sendo sequer uma ideia genial de um qualquer economis-
ta, evitaria este estrangulamento que está a revelar-se pernicioso para
o País.

Publicado por rajodoas às novembro 20, 2003 07:01 PM

Comentários

À conta desta obcessão doentia do défice vão transformar "um país de tanga" num "país de nudistas"
Estão quase a conseguir! Já não falta muito!

Publicado por: canzoada às novembro 20, 2003 10:22 PM

A titular da pasta de finanças bem pode ler todos o livros de economia disponíveis no mercado e depois encomendar mais uma tonelada deles directamente da Amazon. O facto é que cada caso é um caso, se isto é verdade na gestão de uma simples empresa, imagine-se num país! Esta forma de governar académica e técnica só enterra Portugal num buraco cada vez maior, o que me assusta é ser uma tendência geral, tanto na governação como na gestão empresarial.

Publicado por: Maloa às novembro 21, 2003 05:06 PM