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novembro 18, 2003

O descalabro da gestão hospitalar


Pelos vistos face à notícia veiculada pela comunicação social o
Hospital de Dª. Estefânia, foi mal gerido pelo um conjunto de
pessoas que acabaram por lesar o Estado no montante de
novecentos mil contos. O que mais me surpreende é que esse
montante resulta da não cobrança atempada de serviços presta-
dos por esta unidade hospitalar a terceiros. Como e possível tal
ter acontecido se quando se tem um problema de saúde em que
se recorre ao hospital e em termos de utilização das urgências
liquida-se à cabeça a taxa moderadora e todos os exames que
sejam requisitados pelo médico que observa o doente são pos-
teriormente cobrados através da carta recebida no domicílio do
utente dessa unidade hospitalar, com um prazo para pagamento
relativamente curto? Possivelmente tratar-se-á de internamentos
hospitalares com o envolvimento de intervenções cirúrgicas, e
então aí é que não dá mesmo para compreender. Existindo como
se sabe mecânismos para cobrança coerciva de dívidas ao Estado
como é possível deixar que em cinco anos o mesmo hospital
tivesse consentido que a dívida atingisse um tal montante? E será
que este problema se circunscreve ao Dª. Estefânia, não haverá
por aí outros. Parece ficar demonstrado que efectivamente os clí-
nicos não têm vocação para gestores. E será que os gestores
terão? Continuamos a assistir ao aumento da bola de neve em
que se tem transformado o nosso SNS e pelos vistos não se vis-
lumbram soluções para inverter essa tendência. Não é portanto de
admirar que quando o próprio SNS está enfermo como é que pode-
mos acreditar que ele consiga proporcionar o tratamento dos seus
utentes.

Publicado por rajodoas às novembro 18, 2003 07:34 PM

Comentários

Há quem queira inverter papéis. Médicos na secretária e gestores de estetoscópio na mão. É por estas e por outras, graças a estas misturas indevidas, que a Saúde nacional continua enferma.

Publicado por: CMC às novembro 19, 2003 12:08 AM

O problemas está de certeza no métodos de gestão e na organização dos meios hospitalares. Quando há bronca, a solução é arranjar um pacóvio qualquer que aguente com as culpas.

Publicado por: vmar às novembro 19, 2003 01:08 AM